quinta-feira, 4 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
VAI AÍ UMA POESIA, UM CRIME, UM GRITO
Aí vai um poema que fiz especialmente para declamar no sarau que ocorreu domingo em homenagem ao Paulo Leminski (dia 31-07-2011) no Centro Cultural Goiânia Ouro, pelo selo Letra Livre, criado e divulgado pelo kaio Bruno Dias. Sarau esse que ocorre todo último domingo do mês.
ILEGALIDADE DOS FATOS
(Por Diego EL Khouri)
(Por Diego EL Khouri)
Minha língua na sua boca
enquanto o cansaço me consome
eu sinto diversas fomes
não só de comida vive o homem
ser coxa de frango
e torresmo barato
comida enlatada
na esquina de baixo
meu estômago infla
a inflação sobressai
quase não sai as palavras
vivo matando mil rimas...
isso sim é minha sina!
:matar sentimentos, histórias, meses, dias...
a iniqüidade do tempo me aniquila.
Tenho um cigarro na boca.
Vomito toda essa porra.
-- Se faço poemas? Sou mais um porco
emporcalhando os dias com meu desgosto.
Edifícios se fixam no mastro
o maço de cigarro do lado
-- abstinência irrevogável--.
Ouço o canto do galo
o grito subalterno no pátio
a explosão dilacerante de um falo
e no meu encalço feito louco
um pit bull com asas de doido
me encurrala na privada.
Vocês não entendem!!!!!!!!!!!!!!!!!!
nem a trindade me absorve
vocês aí todos sentados
com essas caras de taxo
não percebem a poesia fluindo
é o canto da madrugada falida
o ventre exposto de crimes
a imobilidade existencial
ele falou comigo
o escravagista sangue-suga da realeza caduca
não posso sair
sou idiota de asas douradas
roubando a pílula sagrada
poesia reflete a minha alma
Marx me devolveu a madrugada
sou tolo egocêntrico sem senso de tempo.
Me sinto roubado, portanto sou ladrão
sem métrica e rima
sem beleza poética
apenas tô cagando essas grades aqui em volta de mim
limpem seus cús da mesmice filosófica platônica
mais Rimbauds na existência!!
mais sacanagem em ventres decentes!!
L
I
B
E
R
D
A
D
E
nada de mortandade
nossas crianças sem crime na carne
as fraturas expostas na alma
o amor acima da mediocridade.
Agora cá comigo,
não perceberam?!
Repito versos e versos e versos e palavras
numa ânsia de parecer papagaio e não gente.
Pio Vargas, poeta infame,
guerreiro do infinito,
vírus vanguardista,
deus sóbrio,
vem bebericar aqui comigo belos versos de Merda
aquela merda "marcosiana"
que senta em minha frente
e lê "pai nosso que estais no céu"
num nojo não dogmático.
Olvidaram o Ipiranga
nas plagas mágicas da cannabis.
Ela com o cabelo de fogo me paralisa no mato.
A erva entra e a fantasia sai.
Dentro da barba do Kaio todos poetas nascem.
Anna Alchuffi bebe na praça.
Todo o dia a pança incha sobre a triste vala.
Sem rima, cadência ou samba
sem o anel de bamba
a mulata e sua banha dança
dentro de minhas entranhas de dama
dança com um ritmo desumano.
Tenho útero, vocês sabem.
Diego EL Khouri, ursinho de pelúcia
da fábrica da delinquência.
Preso, assim me sinto, portanto estou.
A vida é ilegal
a poesia é ilegal
a camaradagem é ilegal
a desobediência é ilegal
a amizade é ilegal
a necessidade é ilegal
a virtude é ilegal
a sabedoria é ilegal
o conhecimento é ilegal
a cultura é ilegal
o respeito é ilegal
o corpo é ilegal
o pelo é ilegal
"Deus roubou meus sonhos!"
A minha barriga deformada
é história negada.
Acendo um cigarro na esquina de casa
vejo pernas, peitos, bundas, glandes, tíbias, fibras, vulvas, bocas mudas absurdas obtusas caladas safadas
lindas realidades
e o que sobrou?
A conversa fiada de manhã
trancafiada nesse louco afã
a ânsia de não ser são
catarro amarelo no chão
fio dental preso no dente
na fome ritualística da fome poética.
.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
LITERATURA NA CACHOLA

| Hora | sexta às 20:00 - sábado às 00:00 |
|---|---|
| Mais informações | Love S.A. apresenta Literatura na Cachola Música com Wanderson Oliveira; Mesa de debate sobre O que é a Literatura e sobre Produção Literária com kaio Bruno, Burjack e Diego El Khouri; Sarau com escritores e artistas; Sexta, dia 29 de Julho Local: MAIS UM espaço - Casa das Artes, segundo andar Av Anhanguera esq Rua R1, nr 7050, St Oeste Próximo ao Lago das Rosas 20 horas Entrada Free Apoio Letra Livre GO - letralivrego.blogspot.com |
terça-feira, 26 de julho de 2011
REVOLUCIONÁRIA VOLTAGEM MARXISTA II
A KELLY CRISTINA GONÇALVES

(Por Diego El Khouri)
Flor que me inspira
insondável do invisível
pela sua boca nua
recebo a luz do infinito.
Quero-te aqui comigo
rainha do desconhecido
beijar cada parte de seu pólen
numa noite de delírio.
Me faz rei do seu jardim
me faz ser seu querubim
me invada os sonhos enfim
em uma noite de lamentos diga apenas sim.
De olhos fechados para o nada
colhendo em sua boca o néctar da saudade
seu cabelo vermelho embriaga
numa pulsação marxista de liberdade.
Mas os muros nos atrapalham
corações se estraçalham
a máquina nos invade
nos mostrando soturnamente o fim.
Ó flor que me excita
-- manhã translúcida de vida --
quero-te assim, ó flor desfolhada,
entre bocas e seios apaixonados.
Quero-te assim perto de mim
compartilhando desejos mil
numa nuvem de poeira sutil
abraçando a paixão num impulso sem fim.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
REVOLUCIONÁRIA VOLTAGEM MARXISTA
A KELLY CRISTINA GONÇALVES
(Por Diego El Khouri)
(Por Diego El Khouri)
Em ti deitou a beleza
fez morada
sua carne
expulsou da mesmice o pecado
iluminou na tua face
o que foi sondado
deitou na sua boca o imaculado
perdeu em seu peito o inebriado
em ti vejo a beleza dos fatos
a fumaça do passado
a verdade sem
mácula
a boca
vermelha
inspirada
em ti sinto a vida falada
o canto cantado
o cabelo vermelho encaracolado
o verso na noite sem vida iluminando
a existência em divinas proporções imaculadas.
Voz marxista
boca de ninfa
seu olho é o clarão que a noite ilumina
teu beijo é o filme
na madrugada dividida
o cântico perdido e esquecido
no medo vizinho
a anistia libertária
na porta amiga
a cozinha quente
no prato da vida
a sensualidade eterna
na efemeridade da vida
que vida! que sonho! que força!
acostumei, por noites infindáveis
a repetir versos, histórias,
olhar paisagens
caminhar nas praças
acordar cedo
trabalhar duro
esconder a alma
cuspir no acaso,
mas os olhos mudam
os mares se revoltam
a tempestade seduz
e o desejo aquece
e é com esse desejo
que me lanço na tempestade bucólica
de seus cabelos
e com esse mesmo desejo
beijo esses vermelhos cabelos
beijo esses vermelhos cabelos
e enfrento a luta mesmo que armada
contra a hipocrisia do nada
que a televisão propaga
e os reacionários falam
você sim me inspira
ó clarão da madrugada
linda revolucionária
sedução embriagada.
sábado, 23 de julho de 2011
AFORISMO (III)
(Por Diego El Khouri)
Eu nunca tô no lugar errado
Eu nunca tô no lugar errado
eu que sou
o lugar
errado do caminho.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
SARAU EM SANTO ANTÔNIO DE GOIÁS
Nesse sábado (23) sarau na casa do admirável escritor marxista Ney Gonçalvez. Começa as 22:00 e a entrada é franca. Levem bebida e poesias!! Informações: ligar para o poeta Marcos Alves Lopes: 8487-7672
terça-feira, 19 de julho de 2011
MANIFESTO: CONTRA TODA FORMA DE PRECONCEITO
(Por Fabio da Silva Barbosa)
Pelo fim do preconceito racial, regional, sexual, ideológico e qual mais for.
Contra toda forma de preconceito.
Pelo fim do bullying, do imperialismo e das mentes colonizadas.
Contra toda forma de opressão.
Pelo fim da submissão.
Pela convivência entre os opostos, entre todas as formas e pensamentos.
Pela união de todos os gêneros humanos.
A individualidade é nosso maior bem.
Somos iguais por sermos diferentes.
As diferenças nos tornam iguais.
É nosso ponto comum.
Aceitando as peculiaridades de cada um, chegaremos ao coletivo mais belo e colorido jamais visto.
Vamos misturar.
O respeito é a única lei.
O respeito é o início e o fim.
As lacunas que sobrarem devem ser preenchidas com liberdade total e irrestrita, compreensão e conhecimento.
Uma nova época pode nascer assim que tomarmos conhecimento e agirmos de acordo.
Chega de maldade.
Chega de servidão.
Pela diversidade.
Pela união.
Pelo fim do preconceito racial, regional, sexual, ideológico e qual mais for.
Contra toda forma de preconceito.
Pelo fim do bullying, do imperialismo e das mentes colonizadas.
Contra toda forma de opressão.
Pelo fim da submissão.
Pela convivência entre os opostos, entre todas as formas e pensamentos.
Pela união de todos os gêneros humanos.
A individualidade é nosso maior bem.
Somos iguais por sermos diferentes.
As diferenças nos tornam iguais.
É nosso ponto comum.
Aceitando as peculiaridades de cada um, chegaremos ao coletivo mais belo e colorido jamais visto.
Vamos misturar.
O respeito é a única lei.
O respeito é o início e o fim.
As lacunas que sobrarem devem ser preenchidas com liberdade total e irrestrita, compreensão e conhecimento.
Uma nova época pode nascer assim que tomarmos conhecimento e agirmos de acordo.
Chega de maldade.
Chega de servidão.
Pela diversidade.
Pela união.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
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