sábado, 3 de setembro de 2011

LITERATURA NA CACHOLA - FALANDO SOBRE FANZINES

Eu  fui convidado pelo Gummy da  Love S. A. para falar sobre fanzines e cultura alternativa  na casa das Artes no dia 29 de julho (2011). Está aí trechos dessa conversa:



quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A CÓPULA


(Por  Manuel Bandeira)

Depois de lhe beijar meticulosamente
O cu, que é uma pimenta, a boceta, que é um doce
O moço exibe à moça a bagagem que trouxe:
Culhões e membro, um membro enorme e turgescente.

Ela toma-o na boca e morde-o, incontinenti
Não pode ele conter-se e, de um jato, esporrou-se
Não desarmou porém. Antes, mais rijo, alterou-se
E fodeu-a. Ela geme, ela peida, ela sente

Que vai morrer: "Eu morro! ai, não queres que eu morra?!"
Grita para o rapaz, que aceso como um Diabo,
Arde em cio e tesão na amorosa gangorra.

E titilando-a nos mamilos e no rabo
(Que depois irá ter sua ração de porra)
Lhe enfia cono a dentro o mangalho até o cabo.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

ESTRANGEIRO DE MIM MESMO (II)


Mais um quadro. Esse fiz recentemente. Técnica: tinta a óleo. mais uma vez problemas com a fotografia, rs...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

MARI


Esse é um desenho que fiz com lápis 6 B há uns 3 anos atrás. Um presente de aniversário para uma amiga. Sou péssimo em tirar fotos, péssimo!!!!! Um dos poucos de  desenhos que registrei em fotografia é esse. Mesmo assim a foto não ficou legal, muitos detalhes se perderam!!...

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

ESTRANGEIRO DE MIM MESMO (I)


Ganhei um prêmio com esse quadro em um concurso de pintura  quando eu fazia o curso técnico de desenho e artes plásticas no Teatro Basileu França, curso que abandonei um ano antes de concluir por sérias divergências ideológicas. O prêmio  até hoje não ganhei e nem vou ganhar. O quadro é a  representação de minha alma em eletricidade, o desejo de mudança e vontade de impulsão, tendo porém agustiantes grades sufocando a necessitade pura de mover-se sem amarras, sem imposições, sem tortura...

domingo, 28 de agosto de 2011

COMO FAZER CINEMA - ALEJANDRO JODOROWSKY


 

1. PRIMEIRA LIÇÃO Sentar-se do amanhecer ao anoitecer na frente de uma árvore sentindo a luz. Voltar por sete dias seguidos e fazer o mesmo.
2. SEGUNDA LIÇÃO Voltar à noite com uma lanterna e iluminar a árvore por infinitos pontos distintos.
3. TERCEIRA LIÇÃO Colocar-se a um quilômetro da árvore. Olhar para ela fixamente e avançar centímetro por centímetro em direção a ela até que, depois de algumas horas, se choque o tronco com o nariz. (As duas primeiras lições servem para desenvolver o sentido da luz. A terceira para desenvolver o sentido da distância).
4. QUARTA LIÇÃO Colocar-se em um interior ou paisagem e mover-se pensando que seu próprio peito fotografa, depois pensando que a sua cara fotografa, depois o sexo, depois as mãos.
5. QUINTA LIÇÃO Coloque-se em um lugar e sinta que você é o centro dele. Logo sinta que está sempre na superfície ao redor do lugar. Ao final rompa a idéia de centro e superfície. Está aí, tudo está em você e fora de você ao mesmo tempo. Você é a parte do lugar. Existe o lugar. Você desapareceu!
6. SEXTA LIÇÃO Procurar a cor que não tem cor. Pegue uma página branca e veja suas cores. Pegue uma página preta e veja suas cores. Veja as cores de um vidro transparente. Descubra o arco-íris em um pedaço de terra, em um cuspe, em uma folha seca. Expresse a cor com materiais sem cor. Na verdade lhe pergunto, você sabe quantas cores tem a pele da sua cara?
7. SÉTIMA LIÇÃO Sinta as pontas dos seus dedos como se fossem a ponta da sua língua. Apóie as pontas dos dedos nos objetos do mundo pensando que são frágeis, que uma pequena pressão pode quebrá-los. Peça-lhes permissão antes de tocá-los. Antes de apoiar os dedos na sua superfície, sinta como penetra na sua atmosfera. Aprenda a sentir e a acariciar com respeito. Qualquer ação que faça no mundo com as suas mãos ou corpo pode ser uma carícia.
8. OITAVA LIÇÃO Pense que os atores vivem dentro de um corpo como centro de uma caverna. Peça-lhes que não gritem com a sua boca, e sim dentro de sua boca. Que não se expressem com a cara, e sim com vibrações. Viva debaixo da superfície. A superfície do rio não se move, mas você sabe que leva correntes profundas.
9. NONA LIÇÃO Não importam os movimentos de câmera. Ela deve mover-se somente quando não puder ficar quieta. Você leva o alimento na mão. A câmera é um cão. Faça-a seguir com fome o alimento. A fome faz com que o animal se apague. Não há cão, não há fome, não há câmera. Há acontecimentos. Você nunca pode comer a maçã inteira no mesmo instante. Tem que dar mordiscadas. Enquanto come, você tem uma parte. Deve saber que o pedaço que mastiga não é a maçã inteira. Você nunca pode ter a maçã inteira na boca porque por maior que seja a sua boca, não pode caber nela o fruto que é parte da árvore nem a árvore que é parte da terra. A tela é a sua boca. Ali entram pedaços. Partes do acidente. Não tente trabalhar com planos absolutos. Não creia que existe o plano melhor. Se pode morder a maçã em qualquer lugar. Se a maçã é doce, não importa onde você comece a comê-la. Preocupe-se com a maçã, não com a sua boca. Cineasta! Antologia de fragmentos, você também tem um fragmento, seu filme inconcluso, você é parte, é continuação. Não há encerramentos. Mate a palavra fim. Você começará um filme no dia em que ser conta que você simplesmente continua. Não procure o prestígio. Desdenhe os efeitos. Não adorne. Não pense o que a imagem vai produzir. Não a procure. Receba as imagens. A caça está proibida. A pesca está permitida.
10. DÉCIMA LIÇÃO Nunca trabalhe no papel seus movimentos de câmera. Chegue aos lugares pensando que você não irá mover a câmera, que não irá iluminar, que não irá inventar. Não crie cenas, crie acidentes. Não crie esses acidentes em direção à câmera. Você não está fazendo um filme, você está metido em um acidente. Parte do acidente são seus movimentos de câmera.
11. DÉCIMA PRIMEIRA LIÇÃO E de repente, o grande prazer. Um plano pensado com a câmera opinando com luz artificial, com “atuações” (uma verdadeira sobremesa!). De verdade lhe digo, por este caminho você pode chegar a fazer filmes de Hollywood dos anos 40. Se você quer ser um grande cineasta de vanguarda, volte a filmar “E O Vento Levou”, exatamente igual, com atores de corpos gêmeos aos de Clark Gable e Vivian Leigh. Se conseguir que seu filme não possa ser distinguido do original, você passou à história.

sábado, 27 de agosto de 2011

PRA TI...

(Por Diego El Khouri)


Vivo da inspiração


que 
            o


      fogo conduz


                                 fazendo
                jus


a espada e a cruz.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A CONSCIÊNCIA PERDIDA

(Por Ulisses Aesse)

Esse gonglo (oblongo)
surdo e sujo
lateja em minha
faculdade de percerber
a transformação das
uvas na química do vinho.
Não o contrário do meu
corpo, que pouco a pouco,
como incenso,
se esfumaça no ar.
Aqui não tem perdão.
Minha consciência
pesa mais que uma floresta
de sequóias e sua
várias espigas de milho.
Fui guelfo, pai de quatro
filhos homens.
Hoje sou seu naco, sua tibia
O badalo derradeiro
nessa cumeeira.
Ouço apenas (e sequioso)
o som monocórdio
dessa mesura de sempre.
Acorde de trombetas e seus
anjos do Apocalipse,
me convidam para o sepulcro:
a unção do resto que sou:
máscara macilenta do último
sopro de vida que soou!
A vênia para a morte
foi o que a vida me doou.
A medida que esqueço quem sou,
ressurjo não na terra dos lúcidos,
mas na habitada por uma legião
de loucos
onde é possível ver o regato
cheio de vestais
e suas cornuncópias douradas,
recheadas de homens e suas babas.
Seus olhos sem horizontes
contudo circulares
são oblíquos.
Suas mãos enérgicas
contudo sem gestos
são ágeis.
Eu sou eu,
espectro neste vaza-barris
do oceano de mim só Circe e
seus porcos encantados
que (desencantam tudo).
Dou a quem convir a síntese
do que fui, assim, desnudo:
Sou sumo
desta raiz.
E ela é cega.
Eu, verdugo dos céus,
com passagem marcada,
não tenho hora para
seguir.
Na verdade,
nunca vou:
apenas sou!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

MAIS UM APOIO DE PESO





Anna Alchuffi foi excomungada em um sarau esse mês como disse no post anterior. Mas no fundo isso foi bom. Veio a tona o debate sobre liberdade de expressão, moralismo, tabus, etc. Uma discussão filosófica e polêmica. Faremos logo vários manifestos e eventos aqui em Goiânia. VAMOS ESQUENTAR ESSA CIDADE!!! Já temos até um local pra isso. Logo daremos mais detalhes. Muita gente boa anda apoiando a Anna e todos nós agradecemos. Coloco aqui alguns depoimentos da grande diva Ângela Rô Rô sobre o caso:


recado enviado de Ângela para Anna:




anna tudodbom!vc tem familia?!amigos próximos!!te machucaram no corpo?muito?se cuide,busque ajuda clinica se necessario,pois por dentro quem tem feridas incuraveis é essa "gente"!não frequente ambientes q não te merecem!se for preciso comunique por meios de comunicação blog...não crie inimizade com orgãos federais ou estatais ou municipais pois esses cargos por vezes ocupados por bestas são infelizmente veiculos da nossa profissão!!!$aude paz amor!angelaroroTRANQUILA!!


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anna tudodbom!deve doer bastante o ocorrido,mas respire fundo no seu LAGO INTERIOR e se acalme pois vc tem muita coisa p fazer!estudar sempre a vida...ensinar o q já sabe...ser feliiz,e não é fugindo q vc resolve nada.apenas veja bem o q faz quando,onde e para quem,assim vc se poupa epoupa suas ideias,pq tem gente q não adianta!é dar perolas aos porcos...É O DESAFIO PARA VC VER SE CONSEGUE SE EXPRESSAR SEM TERMOS CHULOS OU LINGUAGEM QUE VÁ LHE PREJUDICAR!VC PODE FALAR SOBRE A VIDA E MOSTRAR SUAS OPINIÕES APENAS USANDO O BASICO DA LINGUA!ASSIM VC NÃO PERDE A PLATEIA!!!$aude paz amor!angelaroro


Recado enviado para o Diego:


diego tudodbom!vai na luta de paz a favor dos direitos humanos e de todo tipo de VIDA!boa sorte!pois essas coisas q parecem pessoas são males e covardias vestindo roupa de gente!mas fique sabendo q esse tipo de MONSTROS são capazes de tudo de RUIM!Já me cegaram o olho direito e me estouraram o timpano esquerdo,alem de romperem no meu ventre uma hernia de 13 cms!a visão do olho tentei recuperar em 2 cirurgias,mas não adiantou.o ouvido tambem ficou danificado,só o rasgo no meu ventre(eles não sabem o q é uma mulher)q consegui reparar c cirurgia em 2005!muito cuidado pois essa CORJA é a verdadeira BANDIDAGEM DO MUNDO!!SIGAM SEUS CAMINHOS EM PAZ C FÉ NA VIDA!DEIXEM ESSES MONSTROS COMIGO Q MEUS RITUAIS DE AMOR À VIDA DARÃO FIM A ELES!!!!SARAVÁ!XANGô CUIDA DE SERES COMO NÓS E PUNE SEVERAMENTE ESSA GENTALHA!!ELES NÃO RESISTIRÃO NEM MAIS UM ANO!!$AUDE PAZ AMOR!angelaroro JURO PELO MEU SANGUE!





terça-feira, 23 de agosto de 2011

PAU NO CU DELES!!!!

(Por Diego EL Khouri)

Noite turbulenta. A famosa Revirada Cultural  acontecendo em toda Goiânia. Dois meses  a cidade respirando arte. Cerca de duas mil e quinhentas apresentações. No último dia 19 de Agosto (sexta feira), a rua do lazer foi palco de uma cena estúpida e lamentável de pura censura. Quando declamava um poema no começo do sarau xingando o governador e vários políticos, eu ouvia apenas risos contidos, às vezes uma ou outra palavra afoita.  Andre Seltz, um amigo alemão, poeta, filósofo da rua, escultor, artesão e hippie por vocação, leu dois poemas que usavam  e abusavam de palavrões. Os risos ainda contidos. Alguns olhos esbugalhados de espanto. O evento se seguia nesse ritmo e nada acontecia de diferente. Até que chegou Anna Alchuffi. Séria, cabeça baixa, pensativa, um tanto revoltada por algo obscuro que aquela noite a assombrava. Andando de um lado para o outro. O sarau já tinha acabado. Pedimos então para o organizador kaio Bruno deixar Anna ler um poema para encerrar a noite bem.  Assim foi. Logo em seguida começou um repente misturado com música eletrônica.  Senhorita Alchuffi resolveu pegar o microfone e fazer uma homenagem a um amigo que não compareceu o evento pois estava dando aula de história em um lugar longe dalí. O homenageado foi o polêmico poeta e contista Marcos Alves Lopes, o cachorro maldito. Anna tirou um papel de sua bolsa e começou a ler um ensaio filosófico do Marcos chamado Pau no cu. Durante a leitura um senhor reacionário e da turma da direita começou a gritar feito louco e dizendo que ia chamar a polícia, em seguida o povo chamando ela de puta, safada, sapatão, o velho dizendo que  ia falar para o secretário da cultura ir atrás dela etc etc. Essas merdas que só pessoas  que exibem uma falsa moral dizem. De repente, esse ser asqueroso e careta invadiu o palco, deu um tapa na cara da Anna e a confusão se armou. A censura existe. Todos no local apoiaram o velho safado. Os poetas já tinham ido embora, exceto eu e o hippie Andre. Todos aplaudiram a censura, desligaram o microfone e repetiram exaustivamente  para que essa galera de “faladores de besteira" (nós poetas) não aparecêssemos mais lá. O caquético senhor após a confusão tentou levar pra cama uma amiga minha. Um senhor de uns setenta anos tentando pegar uma moça de vinte?!! Que falsa moral é essa?? falar cu ou buceta ou pau ou caralho não pode. Agora pedofilia, roubo, agressão, pode. Levantamos a fixa do filho da puta. Carlos Marcio Castro Junqueira. Uma porrada de processos nas costas. Agora estamos na luta contra esse cara na justiça. Queremos ele humilhado. Não é mais apenas uma briga em defesa da Anna e sim a luta pela liberdade do artista de se expressar. CHEGA DE CENSURA!!!  Veneno dessa direita corrupta e bandida! VAMOS BOTAR PRA FODER!!!!! Estamos organizando pra breve um sarau de poesias em resposta a toda essa situação que ocorreu na rua do lazer. Breve mais informações. 

Engraçado, Allen Ginsberg falando palavrão é Cult, Anna Alchuffi é imoral!! E que noção de belo esse povo está tendo?? PAU NO CU DELES!!!!!!!!!!!!!!!!

Aí vai o link d texto do Marcos que causou essa polêmica toda:

http://marcosalveslopes.blogspot.com/2011/08/pau-no-cu-goiano.html

Uma reflexão da Anna sobre o evento:


A cartum feito pelo Ivan Silva: