sexta-feira, 21 de outubro de 2011

ESCARRO

(Por Ivan Silva)

O pensamento é simples:
acham que tô viajando?
aqui pra vocês Ó!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

MEU PAU

(Por Diego EL Khouri)

Meu pau na sua face
comendo seu ventre num estalo
sulgo de teu seio o passado
e em suas entranhas tenho o imaculado.

Chupas meu falo
e com a  língua percorro céus
com gosto de fel
te enfio todo meu amor
num esperma quente e sem cor.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

DIEGO EL KHOURI


(Por Edu Planchêz)

---------
poeta infernal,
demiurgo e gladiador do novo e do velho aeon,
essa cidade pátria de nelson rodrigues
... e cecilia meireles te espera de joelhos

muita cerâ de cerebro para queimar
muitos corações areemeçados nas pedras do que tudo ultrapassa

eu estou aqui na existencia que abrigou Rimbaud e Baudelaire
contemplando as simples montanhas

domingo, 16 de outubro de 2011

NO TRÂNSITO DA VIDA

(Por Diego El Khouri)


Não há limitações na poesia
mesmo que a vida se sinta coagida.
Ontem eu acordei
e não havia dia.
E dentro dessa torpe melancolia
furtei de deus
toda sua agonia.
(Sou ventre que se sente
perdido num aborto sujo
cheio de vísceras,
assim é a luz do dia).

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

ENTENDO A "ESTRANHEZA"



É preciso que as pessoas educadas
vivam junto aos mais pobres, é
preciso ensinar aos oprimidos
a não colaborarem com os
opressores - Mohandas Gandhi
(Por Eduardo Marinho)


Vi serem divididas comigo, quando andei no nível da mendicância, refeições paupérrimas. Fui abrigado no cantinho do casebre, dormi em capim fresco improvisado, sobre o chão batido. Ou pendurado nos caibros, em redes. Sob o teto precário de ruínas, casas abandonadas, construções, compartilhei comidas preparadas em latas quadradas de óleo, em fogueiras improvisadas. Em cidades, nos acostamentos e postos nas estradas. Fui hospedado em palafitas onde se ouve o barulho da merda batendo na água, quando se usa a “casinha”. Vi a parte abandonada dessa nossa humanidade, a parte enxotada dos benefícios da sociedade, escorraçada, roubada e ainda perseguida. E vi brotar na lama fétida, sobre a qual se construiu a estrutura social, o lírio lindo e perfumado da solidariedade, da generosidade, do altruísmo inacreditável que as dores implacáveis despertam. Eu não estava ali sofrendo por mim. Por mim, eu estava aprendendo avidamente, observando as vivências, ainda sem entender, mas sentindo, profundamente, o que nunca havia sentido. Sentindo o sentimento das pessoas, o sentimento dos lugares, o sentimento do mundo e da humanidade à qual pertenço. Absorvia os códigos, os valores, as fragilidades, os saberes e as sabedorias. Aprendi a admirar o heroísmo dos desprezados, aprendi a distingüir seu caráter, a individualizá-los. Reconheci enormes riquezas sob a capa da miséria. Sofri com as injustiças que nem os próprios miseráveis percebiam, embora as sofressem – e aprendi que era melhor esconder meu sofrimento. Os irmãos sacaneados são acusados por sua própria desgraça. As causas se esfumaçam no ar, com o controle do ensino e das comunicações, com o trabalho competente de publicitários, artistas, jornalistas, entre tantas profissões utilizadas contra a maioria, os povos, em favor de poucos.

Deve ser por isso que me causa tanto desconforto o uso, a presença, a proximidade ou a simples visão do luxo, da ostentação, de privilégios. Áreas privadas, seguranças, nobrezas, refinamentos, sofisticações, tudo passou a me parecer uma pantomima ridícula, primitiva, disfarces esfarrapados da nossa desumanidade, da indiferença que somos capazes, em nossa sede de privilégios e superioridades que denunciam a real inferioridade de espírito. Eu disse que me causa incômodo, não raiva. Meus sentimentos têm origem nas situações, não nas pessoas. Essas me causam uma certa tristeza, por inconscientes, por infantis, por superficiais, por iludidas.

Meu desconforto é moral, humano, pela ligação do luxo à miséria, pela inevitável relação do privilégio com a carência. Um sentimento que não se transfere às pessoas, mas às mentalidades, que não procura culpa, mas responsabilidades, nesta sociedade de miséria material e moral. Não é à toa a falta de sentido na vida da esmagadora maioria. Só os mais grosseiros podem se satisfazer com a abastança, com o usufruto, com o consumo. A insatisfação é clara.

Não espero encontrar meus sentimentos, pensamentos e opiniões em outras pessoas – embora, de raro em raro, aconteça. Se me desse ao trabalho e à arrogância de condenar valores e comportamentos dos quais discordo, viveria em conflitos pessoais, alimentaria sentimentos nocivos e desagradáveis e não teria tempo, nem espírito, para fazer os trabalhos que gosto e dão sentido à minha vida.

Não posso recomendar, nem pretendo voltar às situações de miséria material – onde, na verdade, nunca me senti, apesar dos anos e anos nestas situações. Mas não consigo ver valor no luxo, no excesso material, na ostentação e no desperdício. A ligação do valor material ao valor pessoal é de um primitivismo constrangedor. Expressões de insensibilidade, de sub-humanidade.

Fui considerado um cara estranho, incômodo ou simplesmente um chato, principalmente dos 15 aos 19 anos, no meio social de classe média-alta, onde nasci e vivi. Muitas vezes pensei que eu deveria ter alguma coisa errada, por ter vergonha do que os demais ostentavam com orgulho. Por questionar sentimentos de superioridade e tratamentos grosseiros contra serviçais e pobres em geral. Eu causava estranheza e me sentia estranho. Hoje, posso entender tranqüilamente e me dar razão, na minha pouca idade, com a vivência que hoje completa o 50º ano desse curso de vida. Entendo e me congratulo comigo mesmo quando, aos 19, depois de ter sido militar, bancário, estudante, mergulhador, vendedor, entre outras coisas, decidi “dedicar minha vida a refletir e causar reflexão, questionar valores vigentes e desenvolver meus próprios valores”, numa sociedade em que se fabricam, se impõem e se repetem pensamentos de laboratórios, para que ela seja como é. E saí pelo mundo, para experimentar o que era não ter nada e procurar o sentido de uma vida que, até então, não me parecia ter nenhum sentido. Mochila murcha nas costas, sem dinheiro nem paradeiro, sem parentes além da humanidade inteira.



Niterói, 26 de dezembro de 2010                                                                                  

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

REVOLUCIONÁRIA VOLTAGEM MARXISTA III



(Diego EL Khouri)



(A Kelly Cristina Gonçalves)


Costurado em seus olhos
eu permaneço quieto e sereno
beijando a madrugada
e engolindo todo veneno.

Na revolução marxista
nas noites e nos dias
suas mãos em guerra inspiram
perfumes cheio de brilho.

Uma boca desnuda em febre
olhos quase fechados
resvalando por cima cabelos de fogo
atravessando o bucolismo e a  ilusão
na calda do sossego-desassossego.

Como se eu sugasse todo seu amor
a boca sente-se pressionada
alheia a luta de classes.
Não há mais nada que essa boca
no meio do turbilhão dos crimes,
aqueles nunca retratados.

Há apenas a sua boca
sussurrando palavras de desordem
apenas seus olhos gritando à ordem
que caminhe contrária a Morte
de quem luta e nunca sofre.

Essa boca sim, bela e sedosa,
cuspindo guerras e misticismo.
Essa boca é a beleza pura
um reino onde não há cinismo
quero me perder nessa região
e ser pra ti mais que amigo.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

EU: VERBO TRANSGRESSIVO OBSESSIVO INTRANSIGENTE

(Por Diego EL Khouri)

Como um pássaro
sobrevoou pastos e cidades
prédios  fábricas
catando a última flor
na lama encontrada.

Nesse meio tempo
entre a dor e a saudade
encontrei todo meu passado

e foi no seu corpo de fada
na sua boca molhada
que beijei meu lado errado.

Como um pássaro
que sobrevoa a cidade
com penas de soldado
roubo a realidade
numa ânsia embriagada
de ser o próprio pecado.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

TEM QUE SER ASSIM?

(Por Diego El Khouri)


Encurralado
sou obrigado
a me sentir enjaulado,
As jaulas me aquecem
sondam meus versos
 me esquece na prece
dos junkies sem nexo.
Aqui entre paredes brancas
com toques de vermelho escarlate
vou me entregando a cidade
numa dor imaculada.
Amo meu chão, minha terra,
os pássaros do cerrado
e as músicas belas,
mas a mente filosófica
(ventre da criação que me abriga)
me expulsa do que quero,
de onde quero...
Vou pro Rio de Janeiro
fugir dessa nuvem pesada
onde me esquartejo.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

VERSOS DO POETA STEIN HAEGER

http://almaencarnada.blogspot.com/

 

ENTERRADO EM TI, ESTAREI EM BREVE

 



enterrado em ti estarei em breve,
Já sei que é inevitável,
pois meu cacete já clama
pela chama do teu interior.
e quando chegar a hora,
e esta dureza de rocha te invadir,
há de sentir que a tocha de fogo foi ativada,
ligando assim teu motor,
Que em violentos tremores,
receberá meus açoites...
invadindo os teus buracos.

NESTE BURACO MALVADO (TEU PRAZER E MEU PRAZER)

Espero o dia sonhado,
no qual terei o prazer
de penetrar em você
neste bumbum empinado
com este buraco malvado
mordendo a feróz estaca
e a grande bunda me ataca
num rebolado vulgar
de tanto em seu cú entrar
vou acordar de ressaca

  VOU  TE PENETRAR COM MAESTRIA

Você o envolve com a boca, sugando-o, puxando a pele pra traz,
seus lábios percorrem da cabeça até a base no meu ventre.
O meu saco dói de tesão, com suas bolas recheadas, devido a carícia.
Enquanto bulino sua boceta, com os dedos e depois com a lingua.
Sugar seus fluidos, fazer você gemere chorar de tanto prazer me atrai.
Vou lhe pôr de bruços e brincar na sua enorme bunda, acariciar as nádegas firmes,
que parecem escaldar, meus dedos traçam sulcos de prazer neste corpo
que se oferece em entrega total e enlouquecedora,
e estou quase com raiva a morder a carne desejada.
Vou brincar com pau no seu rego, deslizando-o em seu vulcão,
melecá-lo em sua xana, no suco que escorre das entranhas,
Depois espetá-lo no seu cú delicioso, que o engulirar, sugando.
Vou te Penetrar com maestria cadenciada, entrando e saindo com força!