(Por Diego EL Khouri)
Línguas travadas
te chupo a alma embriagada
em pelos úmidos de orgasmo.
Estás excitada com a boca no falo
e nem por isso bebes o pecado.
Amantes do insondável
nos lambemos numa loucura sem tamanho
jóias de um elemento novo
nas Tuas costas te arranho.
A minha porra está presa
como nunca esteve antes
é uma teimosia desse deus
preso num inferno de Dante.
Cagando e andando
pelo espaço que se perdeu
eu sou meu deus
espécie de anjo embriagado
com a mão no caralho
chupando sua bela vulva cabeluda
numa obsessão freudiana de tarado.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
POR MIM, PELO MUNDO, PELO SER HUMANO
( Por Eduardo Marinho)
Quando fui exilado da família, como traidor, passei a considerar minha família a humanidade inteira. E, vivendo entre os mais pobres, mais discriminados, mais maltratados da sociedade, durante muitos anos, passei a questionar essa estrutura social que deixa tantos dos meus parentes em situações tão injustas, de ignorância, miséria e pobreza, de exclusão, discriminação e preconceitos, desrespeito, humilhação e violência.
Como se permite tanta fragilidade sem proteção? Como se maltrata os períodos mais frágeis da vida, a infância e a velhice? Como ficar indiferente diante de tanto horror e barbárie? Como podemos, nós todos, como grupo humano, aceitar conviver com esses absurdos, sem questionar as causas?
Não posso respeitar uma sociedade que não respeita a minha humanidade, que produz seu próprio câncer e usufrui dele, com avidez vampiresca. Não posso assimilar, nem compartilhar dos seus valores, que se desmoronam à primeira análise.
O produtivismo europeu deliberou e implantou o consumismo, através de técnicas de publicidade e propaganda. O consumo e a posse foram transformados em valores sociais máximos. A miséria é encarada como uma lástima inevitável e inexplicável – pois é uma necessidade desse sistema perverso. A propriedade é símbolo de valor pessoal. Honestidade, solidariedade, lealdade, compaixão, afetividade são qualidades para serem hasteadas em bandeiras, formando um cenário de aparências, sem relação real com as práticas cotidianas. Deus é prisioneiro das igrejas.
O império estadunidense é o discípulo que superou o mestre – claro que se aproveitou de um momento de fraqueza, quando o mestre estava estropiado de tanta porrada que tomou, na 2ª guerra mundial. E, ainda assim, precisa da sua aliança contra os povos do mundo, em busca das riquezas dos seus territórios. São os impérios do norte.
Com suas mega empresas transnacionais, industriais e financeiras, e seu poderio econômico e militar irresistível, interferem nos poderes locais. Infiltram-se em todas as áreas estratégicas dos países, através de elites locais cooptadas e regiamente recompensadas. Sabotam todos os investimentos nas populações, chamando-os de “custo social”. Tomam as comunicações através da mídia privada, criminalizam todos os movimentos em defesa dos interesses dos povos e constroem valores de consumo, valores culturais e objetivos de vida, com o massacre midiático. Seus representantes, defensores e servidores locais nutrem um ostensivo desprezo por seus compatriotas e uma subalternidade igualmente ostensiva pelos senhores estrangeiros.
Colocar-se contra a corrente é despertar contra si a estranheza e a discriminação. É ser qualificado de louco ou nocivo, ser banido e evitado. É sofrer o assédio das tentativas de recondução, é ser suspeito de psicopatia ou influência demoníaca. Colocar-se a favor é trair os mais fragilizados, é abrir mão da própria dignidade, ganhar em matéria e perder em espírito, em sentimento e moral, é escolher uma vida suja e sem sentido, fantasiada de ostentação, desperdício e falsa superioridade. Como os cães em grupo, sabe-se pra que lado se arreganha os dentes e pra qual se abana o rabo e se dobra a coluna.
As opções estão postas. Eu me recuso a participar de grupos favorecidos com essa estrutura, tenho vergonha de ostentação, não gosto de lugares com seguranças e tenho nojo das salas VIP. Não estou aqui pra curtir a vida, estou pra ser curtido por ela.
E que ninguém pense que condeno os usufrutuários dos benefícios em que se transformaram os direitos tomados da maioria. Os sentimentos de superioridade, a arrogância grosseira e o usufruto excessivo cobram seu preço ali na frente, no corpo afetivo-emocional, na insatisfação permanente, nos incômodos de consciência reprimidos, em angústias sem explicação aparente. Estes beneficiários existem porque a estrutura assim o permite. Mas quem sustenta os poderosos são os subalternos, os explorados. A submissão permite a opressão. Se os explorados não colaborassem com os exploradores, a exploração desapareceria.
Por isso a mídia se esforça tanto pra desagregar os movimentos, distorcer a realidade, gritar contra qualquer mudança que favoreça o povo. Pra que não se tome consciência da realidade, pra que se mantenha o poder econômico no comando do mundo e das sociedades, pra que se mantenha a barbárie contra a maioria.
Como impedir mudanças, porém, se tudo muda, até os minerais? Os avanços ocorrem em movimentos ondulatórios e sem controle, embora haja interferências sutis e violentas, diretas ou indiretas, para a contenção. Temos exemplos disso, na América Latina. Enquanto a mídia vocifera, histérica, os processos caminham com suas próprias pernas. Não desanimemos, todos os que trabalhamos por essas mudanças tão necessárias na formação da mentalidade, da sociedade e da própria humanidade.
Não sei quando a sociedade se tornará mais humana e solidária. Não sei quando se tornará inadmissível um ser humano em condição de miséria, se daqui a dez, duzentos, quinhentos ou mil anos. Sei que trabalho nesta direção, desenvolvendo valores que considero humanos a partir de dentro de mim mesmo e, só daí, para o mundo – pois creio que, se você não vive profunda e sinceramente aquilo que você acha que todos deveriam (embora sem cobrar de ninguém), seu ser perde a força da sinceridade e o trabalho perde alcance - não em número, mas em profundidade.
Não trabalho para ver os resultados. Trabalho pra dar valor à minha vida. Por mim, pelo mundo e pela minha família humana.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
PAREDES
(Por Diego EL Khouri)
As
paredes
me
sufocam
me
prendem
tolhem
meus
membros
me
deixam
desatento
cego
sem
voz
sem
fome
sem
sede
o
corpo
dói
a
pele
vibra
o
pinto
cai
a
morte
come
o
desejo
some
a
forma
toma
explode
corta
estupra
engole
prende
cessa
o
ar
naufraga
a
voz
me
deixa
disforme
inquieto
sem
sossego
sem
lei
nem
deus
o diabo
ao lado
coração
apertado
to
morrendo
eu sei
vivo
da
angústia
que sei,
não sei
acabei
de
ver
os
olhos
são
belos
como
fome
passageira
seu
destino
cristo
desalento
voragem noite e vida
estou morrendo
sem
amor
sem
paz
sem
sonho
sem
nada.
Alguém irá me arrancar a voz?
As
paredes
me
sufocam
me
prendem
tolhem
meus
membros
me
deixam
desatento
cego
sem
voz
sem
fome
sem
sede
o
corpo
dói
a
pele
vibra
o
pinto
cai
a
morte
come
o
desejo
some
a
forma
toma
explode
corta
estupra
engole
prende
cessa
o
ar
naufraga
a
voz
me
deixa
disforme
inquieto
sem
sossego
sem
lei
nem
deus
o diabo
ao lado
coração
apertado
to
morrendo
eu sei
vivo
da
angústia
que sei,
não sei
acabei
de
ver
os
olhos
são
belos
como
fome
passageira
seu
destino
cristo
desalento
voragem noite e vida
estou morrendo
sem
amor
sem
paz
sem
sonho
sem
nada.
Alguém irá me arrancar a voz?
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Ας γίνει έτσι, αμήν.
(Por Diego EL Khouri)
Na língua encontro
mil chagas
mesmo nesse retrato bem gasto
política é pura sacanagem
inóspito campo não habitável
mistura de vulva, delírio e caralho
é a poesia que nessas linhas retrato
chiste rimbaudiano
clemência socialista
azedume schopenhaueriano
concretismo cheio disso e daquilo
viagem vanguardista
no
cume
do fígado
fragmentações xamânicas
dharma todo errado bodisatva embriagado
bagulho, prisão, tortura e pecado
a perversão dentro de uma visão imaculada
paródia baudelariana beatniks tique tiques fetiches achortes pirâmides cortes pranto partos espanto
siririca dominical propulsão clássica hermetismo dislexo
plágio sem dó nem piedade (!!)
galinha sem canto nas asas da noite.
Na língua encontro
mil chagas
mesmo nesse retrato bem gasto
política é pura sacanagem
inóspito campo não habitável
mistura de vulva, delírio e caralho
é a poesia que nessas linhas retrato
chiste rimbaudiano
clemência socialista
azedume schopenhaueriano
concretismo cheio disso e daquilo
viagem vanguardista
no
cume
do fígado
fragmentações xamânicas
dharma todo errado bodisatva embriagado
bagulho, prisão, tortura e pecado
a perversão dentro de uma visão imaculada
paródia baudelariana beatniks tique tiques fetiches achortes pirâmides cortes pranto partos espanto
siririca dominical propulsão clássica hermetismo dislexo
plágio sem dó nem piedade (!!)
galinha sem canto nas asas da noite.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
LSD - MATÉRIA TEMPO
(Por Diego El Khouri)
Tempo & espaço -
no olho de deus
a matéria é tempo
evolução
através do concreto
Tempo e espaço
no ventre do rei
matéria & tempo
na flor que roubei
amor Imaculado
chapado
na sabedoria exorcizada
bagos apertados
voo rasante de rapina
há um tempo em que a dor
e o Amor
se fundem
aí é matéria de deus
homens que residem na morada
sua casa
I Ching tarô ayhuasca misticismo
o universo dentro do umbigo
LSD na porta do céu
droga não é recreação
é realidade dentro da alucinação
cogumelos nas sombras da noite
o vulgar passa dentro na fábrica
no escritório sem barba
amar seu olho em êxtase
-- cabelos de fogo
corpos em volúpia
se transmutando em um só
os dentes na
pele
orgasmos múltiplos
na estrada da noite
Tempo & espaço -
no olho de deus
a matéria é tempo
evolução
através do concreto
Tempo e espaço
no ventre do rei
matéria & tempo
na flor que roubei
amor Imaculado
chapado
na sabedoria exorcizada
bagos apertados
voo rasante de rapina
há um tempo em que a dor
e o Amor
se fundem
aí é matéria de deus
homens que residem na morada
sua casa
I Ching tarô ayhuasca misticismo
o universo dentro do umbigo
LSD na porta do céu
droga não é recreação
é realidade dentro da alucinação
cogumelos nas sombras da noite
o vulgar passa dentro na fábrica
no escritório sem barba
amar seu olho em êxtase
-- cabelos de fogo
corpos em volúpia
se transmutando em um só
os dentes na
pele
orgasmos múltiplos
na estrada da noite
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
ALIMENTOS: ESTAMOS INFORMADOS SOBRE O QUE É REALMENTE IMPORTANTE?
Por: Winter Bastos
Nunca vejo televisão. As pessoas me dizem que, procedendo assim, ficarei desinformado sobre coisas importantes. Prefiro não argumentar muito e simplesmente sigo na minha opção de boicotar a TV.
Mas o fato é que todos esses "vedores de TV" não me parecem tão informados assim. Quando estou no supermercado, por exemplo, sempre puxo papo com alguém que esteja perto dos vidros de óleo de soja. Escolho uma embalagem de óleo e mostro para pessoa, perguntando se ela sabe o que significa um pequeno triângulo amarelo estampado no rótulo. Até hoje ninguém soube me responder o que sinaliza tal selo amarelo com a letra T maiúscula.
E você, caro leitor, sabe o que significa esse sinal?
Significa que o alimento contem material transgênico. O fabricante não quer que você saiba disso, nem as "informativas" emissoras de TV, patrocinadas pelos monstros do agronegócio.
Depois de muita luta, movimentos ecológicos conseguiram pressionar o governo e, hoje, os empresários são obrigados a imprimir nos rótulos tal símbolo padrão. Este, por imposição legal, tem de ser usado nas embalagens de produtos transgênicos destinados ao consumo humano e animal.
Foi árdua a luta para conquistar a obrigatoriedade do selo. Lembro que ativistas, munidos de adesivos, se organizavam e entravam em supermercados grudando o triângulo nos produtos transgênicos. Enfrentavam seguranças do mercado e até a polícia. "Não estamos destruindo nada, apenas informando a população", diziam enquanto continuavam a colar o adesivo nos produtos transgênicos. Eram levados para a delegacia, mas sempre se voltava para a mesma louvável ação direta em favor do selo.
Hoje o selo é obrigatório. Mas pouquíssimos sabem o que ele significa. Que tal você reproduzir este texto e informar outras pessoas? Ou então escreva seu próprio texto, que tal? Você pode até incluir informações sobre o que são transgênicos. Vá lá. Pesquise. Você mesmo pode fazer, não precisa de mim para isso. Só não acho que seria boa ideia buscar informações sobre transgênicos na televisão... Bem, você que sabe.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
LIQUIDIFICADOR ASTRAL
(Por Diego El Khouri)
Liquidificador astral
dentro
do abismo
paredes facetadas
entre elas minha alma esquartejada
xingada
vilipendiada
estuprada
na esquina de baixo
caralhos
apertados no assoalho
ele ali esbelto, calvo, depilado me enfia a faca prateada
com o luar belo com sua cor azul iluminada
misturadas num verde pardo
paredes facetadas
eu não enxergo mais nada
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
MORRI POIS BEM
ninguém percebeu meu fim
o estupro de meu sangue irmã de meu gênio
longe da minha essência
é culpa das lágrimas que chorei
e do pranto que amarguei
fibromialgia da mãe que assassinei
a punheta em noites sedentárias ao meu lado
titia fanfarreira psicopata
enfia o dedo na buceta do pecado
perseguições atrás de meu rabo
"deitado eternamente em berço esplêndido"
com várias agulhas pontiagudas
as paredes se fechando
meu olhar me levando
me puxando me tragando me sugando
um último fumo
ó Mary Jane
me ame me seduz
pois esse puz que colocaram
é a grade que me mata
eis me aqui nu e sem graça
de pinto murcho e desanimado
perante espelhos quebrados
meu pinto murcho é minha alma
que retrata meu lado retardado
essa alma embriagada
ela me leva ao passado
e me cospe na madrugada
nesse espelho petrificado
de um sonho imaculado
fraticidas ilusões
vou-me embora pra longe
sinto-me vago
derrotado.
Liquidificador astral
dentro
do abismo
paredes facetadas
entre elas minha alma esquartejada
xingada
vilipendiada
estuprada
na esquina de baixo
caralhos
apertados no assoalho
ele ali esbelto, calvo, depilado me enfia a faca prateada
com o luar belo com sua cor azul iluminada
misturadas num verde pardo
paredes facetadas
eu não enxergo mais nada
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
MORRI POIS BEM
ninguém percebeu meu fim
o estupro de meu sangue irmã de meu gênio
longe da minha essência
é culpa das lágrimas que chorei
e do pranto que amarguei
fibromialgia da mãe que assassinei
a punheta em noites sedentárias ao meu lado
titia fanfarreira psicopata
enfia o dedo na buceta do pecado
perseguições atrás de meu rabo
"deitado eternamente em berço esplêndido"
com várias agulhas pontiagudas
as paredes se fechando
meu olhar me levando
me puxando me tragando me sugando
um último fumo
ó Mary Jane
me ame me seduz
pois esse puz que colocaram
é a grade que me mata
eis me aqui nu e sem graça
de pinto murcho e desanimado
perante espelhos quebrados
meu pinto murcho é minha alma
que retrata meu lado retardado
essa alma embriagada
ela me leva ao passado
e me cospe na madrugada
nesse espelho petrificado
de um sonho imaculado
fraticidas ilusões
vou-me embora pra longe
sinto-me vago
derrotado.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
REVOLUCIONÁRIA VOLTAGEM MARXISTA VI
(Por Diego EL Khouri)
técnica: lápis aquarela
Te aperto contra meu peito
numa madrugada de desespero
sou seu poeta sem freio
na melancolia do desejo.
técnica: lápis aquarela
Te aperto contra meu peito
numa madrugada de desespero
sou seu poeta sem freio
na melancolia do desejo.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
JÓIAS DO TEMPO
(Por Diego El Khouri)
Me despeço
de
teu peito,
anjo das ilusões tardias.
seus olhos
:madrugada soturna do sonho fingido
ao limite do tempo me fixei na imagem real
do palhaço burro e retardado que sou
grávido do espírito santo
as
multi
cores
da
dor bandida
são reais
aos anais da história vai a poesia de lambuja
chupando caralhos
numa tarde infinda
olhos 3 D
viagem lisérgica
sou
todo amor
quando sinto
seu
calor
ao lado dessa cama
imaculada
pastos de cinza
voragens
suicidas
da saia que abaixa e o dia que sobe
QUERO ANTES REVOLUÇÃO!!!
Revolução
:
meu lar
petrifica o vazio
moldando-o em doses garrafais
de um elemento quadrado
que se encontra no interior da mata
na sua mata verde de cannabis
um anjo bateu à porta
sou eu nu sacudindo as jóias
que fizeram de seu orgasmo tempo perdido
Me despeço
de
teu peito,
anjo das ilusões tardias.
seus olhos
:madrugada soturna do sonho fingido
ao limite do tempo me fixei na imagem real
do palhaço burro e retardado que sou
grávido do espírito santo
as
multi
cores
da
dor bandida
são reais
aos anais da história vai a poesia de lambuja
chupando caralhos
numa tarde infinda
olhos 3 D
viagem lisérgica
sou
todo amor
quando sinto
seu
calor
ao lado dessa cama
imaculada
pastos de cinza
voragens
suicidas
da saia que abaixa e o dia que sobe
QUERO ANTES REVOLUÇÃO!!!
Revolução
:
meu lar
petrifica o vazio
moldando-o em doses garrafais
de um elemento quadrado
que se encontra no interior da mata
na sua mata verde de cannabis
um anjo bateu à porta
sou eu nu sacudindo as jóias
que fizeram de seu orgasmo tempo perdido
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