terça-feira, 7 de agosto de 2012
domingo, 5 de agosto de 2012
Flores Pubianas
(Por Diego El Khouri)
O olho é uma luz revestida de desejo
palavras alheias perdidas no tempo.
Terra selvagem, cabelo desfeito
você parada na minha frente
corpos em desalinho, noites inquietas.
Marinheiros perdidos no barco
à margem de uma existência vã,
crianças submersas em pútridos desfiles
lances de jóias e albergues fúnebres
à lua que se vai solitária
pelo tempo o todo se forma ao Nada.
Tonto e enlouquecido de nostalgia
livros dispersos sobre a escrivaninha
páginas destruídas de ira e tensão
só você em minha mente
só seu sorriso brilhando na escuridão
só seus lábios vermelhos e sensuais
na vasta imensidão.
Corpos contraídos, desencontrados
a chuva inundando gerações
agarro tua coxa, escondo meu passado
“A Morte ressurge” e a xingo
:essa nefasta dama que devora ilusões...
e a abandono e continuo contigo
livre de todo temor e raiva...
Gametas unidos, você linda
xamã em transe mediúnico
arcanjo em desejo e ventura
plácidas regiões de paz e carinho...
Flores pubianas
só o teu sorriso e nada mais!
só teus lábios, teus lábios
e nada mais!
Flores pubianas, noite quente
sempre um verso no bolso da calça
ontem não dormi, aliás permaneço
alheio as ordens e costumes
não dormi e isso é tudo!
Com uma faca te esquartejo,
arranco tuas tripas e teu talento
ó Morte, jovem dama nefasta...
A abandono e continuo contigo (só contigo)
Livre de todo temor e raiva
Livre até de mim mesmo.
Setembro, 2009
segunda-feira, 30 de julho de 2012
PARA O MALANDRO VAGABUNDO/ FEITO COM CARINHO
(Por Fabio da Silva Barbosa)
hoje eu canto para o Belo Malandro
que não aceita os grilhões desta prisão
que sai por aí sem hora marcada
sem se preocupar com a caminhada
hoje saúdo todas as pessoas
que vivem sem prumo, rumo ou broas
vagabundo iluminado iluminando a visão
não tem registro, raiz ou manual de instrução
tantos julgam, falam ou explicam
poucos percebem, entendem e abraçam
quantos acusam, acusaram ou acusarão
alguns observam a lua, tocam viola e questionam a convenção
mas o bom vagabundo
malandro iluminado
estará sempre a bailar
pela terra, pelo mar e pelo ar
pela terra
pelo mar
e pelo ar
que não aceita os grilhões desta prisão
que sai por aí sem hora marcada
sem se preocupar com a caminhada
hoje saúdo todas as pessoas
que vivem sem prumo, rumo ou broas
vagabundo iluminado iluminando a visão
não tem registro, raiz ou manual de instrução
tantos julgam, falam ou explicam
poucos percebem, entendem e abraçam
quantos acusam, acusaram ou acusarão
alguns observam a lua, tocam viola e questionam a convenção
mas o bom vagabundo
malandro iluminado
estará sempre a bailar
pela terra, pelo mar e pelo ar
pela terra
pelo mar
e pelo ar
quarta-feira, 25 de julho de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
RECEBI
(Por Glauco Mattoso)
Diego, recebi o enveloppe cheio. Valeu. Em breve retribuo. Abbraço nos tornozelos. GLAUCO
///
GLAUCO MATTOSO LANÇA ROMANCE ESCRIPTO EM SONETOS E LINKA PUSHKIN À LITTERATURA BRASILEIRA
Acaba de sahir, pelo sello Tordesilhas, o romance lyrico RAYMUNDO CURUPYRA, O CAYPORA, do poeta Glauco Mattoso, composto de 200 sonetos decasyllabos, narrando a vida azarada e decahida do protagonista, do poncto de vista de seu amigo Craque, outro marginal paulistano.
O primeiro grande romance da litteratura russa, EUGENIO ONEGIN, de
Alexander Pushkin, tambem é construido em versos e emprega o
decasyllabo, mas no eschema do soneto inglez. Sua trama amorosa envolve
violencia e critica social, como de habito. Em portuguez, à parte o
genero epico, a poesia narrativa não adopta o verso heroico como
estructura formal da ficção. Tampouco o soneto tem funccionado como
gabarito textual. Mattoso reinventa a funcção sonetistica num drama que,
alem da urdidura amorosa, carrega nas tinctas da degradação urbana,
emphatizando a marginalidade e a criminalidade nas metropoles, com todos
os vicios (inclusive sexuaes) do submundo. Tal funcção vem sendo chamada
pelo auctor de "decasyllabo decadente".
Mais informações no site da editora: www.tordesilhaslivros.com.br
///
DUM EMINENTE ANTECEDENTE
[soneto 5301]
Com os classicos talvez
mais famosos eu convivo:
o Alexandre russo fez
seu poema narrativo.
Em soneto, é minha vez
de contar, e não me privo.
Meu "Raymundo" acham vocês
pornographico, offensivo?
Que se suje e se malandre
ninguem falla do Alexandre,
que uns obscenos escrevia...
Mesmo sendo "baixo" e chulo,
meu romance, ao que calculo,
faz maior a poesia...
///
domingo, 22 de julho de 2012
CURTA-METRAGEM -REDENÇÃO
Curta-metragem produzido de julho a setembro de 2010 em Goiânia-GO.
Realização: Insana Produtora Independente
Direção: Fernanda Simmonds;
Ass. de direção: Ludmilla Rabelo e Raphael Gustavo da Silva;
Direção de arte: Karolina Rabelo;
Maquiagem: Virginia Burlesque;
Trilha sonora: Flores Indecentes;
Estrelando: Jorge Hercules; Carlla Urzeda e grande elenco.
terça-feira, 17 de julho de 2012
segunda-feira, 16 de julho de 2012
BRENFA - EDIÇÃO Nº 01
Já está disponível a primeira edição do fanzine Brenfa (zine em parceria com Ivan Silva). Quem se interessar é só mandar um email nos endereços:
elkhouri.diego@hotmail.com - Diego El Khouriisrbaixo@hotmail.com - Ivan Silva
elkhouri.diego@hotmail.com - Diego El Khouriisrbaixo@hotmail.com - Ivan Silva
quarta-feira, 11 de julho de 2012
AOS MORALISTAS
(Por Queiroz Filho)
Nesta mente esdrúxula e exaurida
Aonde habitam todas as desgraças,
Tomada como os livros, pelas traças
E dos sublimes Sonhos, recolhida.
É donde extraio a tola Dor fingida
Bebendo a Razão em negras taças!...
Não cabe nessas lágrimas escassas
E nem em minha Alma emudecida
O brilho ostentador dos altruístas.
A vida me ensinou como os ingratos
Em ver na compulsão de idealistas
A fome de Hedônicas conquistas,
E tal como os rebentos de Pilatos,
Eu escarro no Altar dos moralistas...
( Queiroz Filho) 16-04-11
Nesta mente esdrúxula e exaurida
Aonde habitam todas as desgraças,
Tomada como os livros, pelas traças
E dos sublimes Sonhos, recolhida.
É donde extraio a tola Dor fingida
Bebendo a Razão em negras taças!...
Não cabe nessas lágrimas escassas
E nem em minha Alma emudecida
O brilho ostentador dos altruístas.
A vida me ensinou como os ingratos
Em ver na compulsão de idealistas
A fome de Hedônicas conquistas,
E tal como os rebentos de Pilatos,
Eu escarro no Altar dos moralistas...
( Queiroz Filho) 16-04-11
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