http://retalhosdeexistencia.wordpress.com/2013/08/15/a-doce-frescura-do-pelo-alheio/
E o poema do Isaac Soares de Souza inspirado nesse meu texto segundo o autor:
A BUCETA
Puta que pariu, a beleza padronizada e ordenada
Enceta agora um ultimato a buceta da minha amada,
Querem que ela seja inteiramente raspada,
Sem os pelos que a circundava
Mata virgem que eu explorava
E cujo clitóris minha sede estancava
Os pelos da buceta da minha amada
Expunham a minha libido
E minha língua lasciva perscrutava
Aquele talho de carne rosada
Fonte cheirosa em que eu me deleitava
Posseiros do padrão desmataram a floresta
Da minha amada, estuprada, vilipendiada,
E agora resta apenas a fenda
Ainda estupenda
Em que eu me meto
Querem impor a buceta da minha amada
A força e ordenada, que ela passe a fazer uso
Desse verdadeiro abuso
De apenas um bigodinho de Hitler
Que acinte
Desrespeito para o meu pinto
Que prefere o aconchego de um labirinto
Cercado de pelos
Em cuja caverna vezes incontáveis sofri espasmos
E seguidos orgasmos
A buceta da minha amada me come
Me consome e me dá mais e mais vida
Eu não como a buceta da minha amada
A buceta da minha amada é que me come
Esse território cercado de pelos
É propriedade minha
E nenhum invasor poderá impor
Neste paraíso sagrado a sua vontade
A buceta da minha amada é uma gruta de santidade
Pois gera a vida em sua continuidade
A mulher é a buceta do universo
Assim como dizia Raul Seixas
Não permitirei que a buceta da minha amada
se desvencilhe de seus pelos
cujas madeixas
são a proteção do meu falo
Quero os pelos na buceta da minha amada.
///
E para quem quiser ver a entrevista que fiz com esse poeta, escritor e amigo pessoal de Raul Seixas, que inclusive teve uma parceria musical ainda não gravada e inédita com a canção "Mulher", só acessar esse link:
http://fetozine.blogspot.com.br/2013/08/isaac-soares-de-souza-e-o-retrato-de.html
















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