Hoje postamos um novo vídeo no canal do YouTubodigestivo da Editora Merda na Mão.
E não é qualquer vídeo: é o nascimento de um programa novo.
Páginas em Carne Viva — um espaço para falar de quadrinhos que não pedem licença, não pedem desculpa e muitas vezes indigestos.
O episódio #01 começa justamente com um deles.
Este vídeo existe por um motivo simples: quase não existem vídeos sobre esse quadrinho.
E os poucos que existem tratam a obra com certo desdém — acham a HQ pesada demais, dark demais, junkie demais, drogada demais.
Mas talvez seja justamente aí que esteja a força do trabalho do italiano Andrea Pazienza (1956–1988).
Os Últimos Dias de Pompeo é um mergulho brutal na mente de um personagem que atravessa a noite, a heroína e a própria autodestruição.
E o desenho acompanha essa descida: em alguns momentos o traço é obsessivo, detalhado, refinado; em outros, vira algo bruto, rápido, quase selvagem — como se o próprio quadrinho estivesse entrando em colapso.
Publicado no Brasil pela Editora Veneta em 2016, esse é um daqueles trabalhos que continuam perturbadores décadas depois de terem sido feitos.
Aliás, esse é um vídeo que já queríamos fazer há alguns meses — um daqueles quadrinhos que ficam rondando a cabeça até você finalmente sentar e falar sobre eles.
Andrea Pazienza morreu de overdose de heroína aos 32 anos, tendo um final tão brutal quanto o próprio personagem Pompeo.
Talvez isso também explique por que essa obra ainda incomoda tanta gente.
Para a Editora Merda na Mão, é justamente nesse território — sombrio, indigesto e desgraçado — que nasce a arte mais intensa e necessária.


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