sexta-feira, 31 de julho de 2026

ÚLTIMOS EXEMPLARES: OU VOCÊ ENTRA NESSA VIAGEM AGORA, OU ELA ACABA SEM VOCÊ!

 Alguns quadrinhos existem para entreter. Outros existem para incomodar. O Filósofo da Maconha foi criado para explodir qualquer expectativa.




Com 126 páginas, roteiro de Fabio da Silva Barbosa, desenhos de Diego El Khouri e prefácio do multiartista Ciberpajé, esta HQ é um mergulho no delírio, na sátira, no underground e na liberdade criativa. Você nunca leu nada igual.



Estamos com os últimos exemplares dessa edição. Depois que acabarem, acabou.


Ao longo desta postagem você poderá conferir algumas páginas da obra. Elas são apenas uma amostra de um universo estranho, ácido e imprevisível, impossível de resumir em poucas palavras.





Cada exemplar adquirido recebe uma caricatura exclusiva, desenhada por Diego El Khouri na primeira página, acompanhada de uma dedicatória. Assim, cada HQ deixa de ser apenas um livro e se transforma em uma peça única.




R$ 60,00 (Correios inclusos).

Pix: elkhouri.diego@gmail.com

Pedidos e informações: editoramerdanamao@gmail.com




Os últimos exemplares estão esperando pelos leitores mais curiosos, mais inquietos e menos conformados. Se você procura uma HQ que desafia qualquer padrão, essa é a sua chance.

















domingo, 26 de julho de 2026

PALESTINA

Por Gutemberg F. Loki.


Como posso fechar os olhos

Para dormir

Se na Palestina a guerra não cansa

De destruir?


Vejam os mortos

Homens, mulheres e crianças,

A guerra não destrói só vidas

Mas também esperanças


Palestina, Palestina

Terra marcada pela dor

Palestina, Palestina

A guerra só traz o horror


O horror, o horror...


Como pode Israel fazer

O que faz?

Nenhum genocídio é melhor

Do que a paz


Vejam os mortos

Homens, mulheres e crianças,

A guerra não destrói só vidas

Mas também esperanças


Palestina, Palestina

Terra marcada pela dor

Palestina, Palestina

A guerra só traz o horror


O horror, o horror...




quarta-feira, 22 de julho de 2026

REMUS SILVA (14/10/1964 – 21/07/2026) - LEPROSY

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A Editora Merda na Mão o lamenta profundamente a partida de Remus Silva, baixista da lendária banda Leprosy, um dos nomes que ajudaram a construir a história do metal goiano.


Sua música, sua dedicação e sua presença permanecem vivas na memória de quem compartilhou palcos, amizades e resistência através da arte.


Desejamos muita força à família, aos amigos e a todos os companheiros do Leprosy neste momento de dor.

Descanse em poder, Remus. Sua história jamais será esquecida.



 



terça-feira, 21 de julho de 2026

A dor e o horror de se viver na geleira artificial de um mundo hipócrita, covarde, esterelizado e de uma bondade cruel e conformista

  Por Fabio da Silva Barbosa 


estamos na época da positividade tóxica 

onde não devemos nos rebelar

sentir raiva ou gritar

tudo tem de ser limpo, calmo e cheio das tais boas vibrações


fico escutando seu discurso de bom moço 

enquanto o mundo despenca

nos precipícios criados

pela humanidade suicida


enquanto escuto sua voz fraca e baixa

como a merda de um guru exotérico 

finco as unhas em minha face

deixando a carne se abrir em rasgos infames


as garras vão desenhando sucos profundos na pele

enquanto a ardência nos lembra que toda essa loucura é real

que o horror é a vida

e a vida foi transformada em todo esse lixo terrível que nos cerca e sufoca 


o sangue escorre grosso

e as marcas permanecem por um longo tempo

lembrando que a dor não irá nos tirar

deste fúnebre pesadelo

que se arrasta através dos dias


futuro perdido de uma geração apática 

escrava das frias telas, da farsa algoritma e da estéril  "realidade" virtual

que nada tem de real na existência superficial

perdendo a vida para a inteligência artificial

que nada tem de inteligência e que transforma a humanidade em algo banal


é realmente surreal

como este triste animal

consegue abrir mão da saúde mental

por algo que vale tão pouco

como a escalada social ou o carimbo de aceito em algum clube boçal

domingo, 19 de julho de 2026

Luto no underground: Jennifer Finch, da L7, morre aos 59 anos

 




O punk rock perdeu uma de suas vozes mais intensas. Jennifer Finch, baixista, fotofotógrafa, artista visual, vocalista e uma das fundadoras da L7, morreu aos 59 anos após enfrentar um câncer cerebral agressivo.

Formada em Los Angeles em 1985, a L7 ajudou a redefinir o rock pesado ao misturar punk, grunge e atitude sem concessões. Com discos como Bricks Are Heavy e músicas como Pretend We're Dead, a banda influenciou gerações e mostrou que o underground também pode estremecer o mundo.

A Editora Merda na Mão presta homenagem a Jennifer Finch. Sua arte permanece como um grito de insubmissão contra a caretice, o machismo e a domesticação da cultura. Enquanto houver distorção, fanzines, quadrinhos marginais e resistência, seu legado continuará vivo.

Jennifer Finch presente. O underground não esquece seus mortos.






sexta-feira, 17 de julho de 2026

EDITORA MERDA NA MÃO cuspindo no status quo!!!

  



A Editora Merda na Mão, criada em 12 de abril de 2020 por Fabio da Silva Barbosa e Diego El Khouri, nasceu para publicar os impublicáveis, vomitar no mercado editorial e cuspir no status quo.


São quase 60 títulos entre livros, zines e HQs , além do selo Ruídos Absurdos e da Merda na Mão Distro.


Sem patrão. Sem censura. Sem pedir licença.

EM BREVE NOVIDADES...

email: editoramerdanamao@yahoo.com



YouTubodigestivo: 

 https://youtube.com/@editoramerdanamao?si=O1OGWraipvWRPA7M







quinta-feira, 16 de julho de 2026

Gaza: Quando os livros resistem à guerra. Palestina Livre!

 

Depois que sua livraria foi destruída e seu filho morreu na guerra, Mohammed Saad se recusou a deixar a cultura desaparecer. Resgatou livros dos escombros e criou uma biblioteca a céu aberto em Gaza. Enquanto muitas famílias queimam livros para cozinhar e sobreviver, ele pede que falem com ele antes. Sempre que pode, compra esses livros para preservá-los, porque acredita que cada página guarda a memória de um povo. Em meio à destruição, Mohammed prova que a resistência também pode ser feita de livros.


Palestina Livre!




sábado, 11 de julho de 2026

QUEM PODE PUNIR ISRAEL?

Por Gutemberg F. Loki.


O mundo fecha os olhos

Para essa covardia assassina

O mundo fecha os olhos

Para o genocídio na Palestina 


Braços cruzados das potências 

Ignoram esse massacre cruel

Braços cruzados das potências 

Quem pode punir Israel?


O mundo fecha os olhos

Para um povo entregue à ruína 

O mundo fecha os olhos

Para o genocídio na Palestina


Braços cruzados das potências 

Ignoram esse massacre cruel

Braços cruzados das potências 

Quem pode punir Israel???


sábado, 4 de julho de 2026

O TEMPO & A VONTADE.

Por Gutemberg F. Loki


Por quantas mortes

Já passei?

Foram tantas, mas em nenhuma

Me enterrei 


Por quantas mortes

Já passei?

Nunca tive vergonha das lágrimas 

Que chorei


Eu sei que há aquela noite

Mais densa e mais escura,

Onde a dor e a solidão

Sussurram versos de loucura


Mas eu sei, que a felicidade 

Só pertence a quem a procura

E que o tempo e a vontade

Levam ao coração a esperada cura.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Em memória do poeta Andrei ( 1955 - 2026) - Enquanto seus versos forem lidos, sua voz continuará ecoando

  



Hoje recebi a notícia da partida do poeta Andrei, e ela me atingiu profundamente.

Tive a honra de vé-lo recitar poemas em alguns saraus pelo Rio de Janeiro, mas uma das lembranças mais vivas que guardo dele é da FLIP de 2019, em Paraty. Embora já o conhecesse dos saraus, foi lá que realmente começamos a conversar.

Ficamos hospedados no mesmo hostel. Eu costumava virar as madrugadas perambulando pelas ruas de Paraty enlouquecendo, pirando, absorvendo aquela atmosfera da cidade. Já o Andrei dormia cedo. 10 da noite já estava deitado.  Ainda assim, quando eu acordava, ele já estava no quiosque de frente para a praia, depois do café, fumando um cigarro. Eu tomava meu café, acendia outro cigarro, e dali surgiam longas conversas sobre poesia, literatura, processo criativo e vida.

Sempre achei interessante esse contraste. Eu vivia a madrugada; ele vivia a manhã. Havia nele uma disciplina silenciosa que contrastava com uma escrita intensa, forte e pulsante. Talvez fosse justamente dessa tensão que nasciam seus poemas.

Também dividimos os mesmos palcos durante a FLIP, ao lado do pessoal da Fio Cultural Produções.

Andrei era um daqueles raros seres humanos que enriquecem qualquer conversa. Ele partiu, mas um poeta nunca morre. Enquanto seus versos forem lidos, sua voz continuará ecoando.

Valeu, Andrei, meu camarada. Nunca irei esquecer aqueles papos interessantes sobre poesia, processo criativo, arte, resistência cultural...


Diego El Khouri