segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Subversivas: as vozes chegaram. Agora começa a seleção

 


Ontem, 6 de setembro, encerramos as inscrições para Subversivas — Antologia poética escrita por mulheres.

E o que podemos dizer neste momento é: foi uma grande mobilização.

Agradecemos imensamente a todas as mulheres que participaram da chamada, enviaram seus poemas, compartilharam a convocatória, divulgaram o projeto, marcaram outras escritoras e passaram a acompanhar o trabalho da Editora Merda na Mão.

Recebemos poemas de autoras de 16 a 70 anos, vindas de diferentes lugares e trajetórias. Para nós, isso tem uma importância enorme. Significa que a poesia atravessou gerações, territórios e experiências diferentes e encontrou espaço dentro de uma proposta editorial independente e subversiva. 

A chamada também alcançou muitas pessoas através do instagrado,  do blog da Editora Merda na Mão, do Molho Livre, do Mova-se Projetos Culturais e de outros espaços que ajudaram a espalhar a convocatória.

Na postagem da convocação para a antologia  Subversivas no Instragado da Editora Merda na Mão tivemos: 

* 12406 visualizações, 

* 627 curtidas, 

* 346 compartilhamentos, 

*  231 salvamentos, 

* 55  repostagens, 

* 64287 acessos ao blog Molho Livre  nos últimos 30 dias

* 12641 acessos ao blog da Editora Merda na Mão nos últimos 30 dias

Mais do que números, porém, fica a dimensão humana dessa mobilização: mulheres escrevendo, compartilhando suas vozes e ocupando um espaço de publicação independente.

Agora começa uma nova etapa. Vamos organizar todo o material recebido, realizar a leitura e a seleção dos poemas e, posteriormente, divulgar as autoras que farão parte da antologia.

A todas que participaram, divulgaram e ajudaram a fazer Subversivas circular: nosso muito obrigado por fazerem parte dessa movimentação.

A Editora Merda na Mão segue acreditando na publicação como ato de resistência, abrindo espaço para vozes que muitas vezes permanecem fora do mercado editorial tradicional.


domingo, 6 de setembro de 2026

É HOJE: Último dia para se inscrever na antologia SUBVERSIVAS

  



É HOJE:


Último dia para enviar seus poemas para Subversivas — Antologia poética escrita por mulheres.


Se você ainda estava pensando, adiando ou deixando para depois, o depois chegou.


Envie seus 5 poemas (mais uma mini biografia)  em Word para: editoramerdanamao@gmail.com


A participação é gratuita.

Inscrições somente até hoje, 6 de setembro.

Detalhes para se inscrever  na antologia: https://molholivre.blogspot.com/2026/08/chamada-aberta-para-autoras.html?m=1


Uma iniciativa  Molho Livre, Editora Merda na Mão e Mova-se Projetos Culturais. 



quinta-feira, 3 de setembro de 2026

ZINE REBOCO CAÍDO: O PAINEL DA ARTE SUBVERSIVA PRECISA DE VOCÊ, PORRA! — 16 ANOS DE GUERRILHA CULTURAL

  



O zine Reboco Caído completa 16 anos de existência e resistência em outubro.

São mais de 70 edições atravessando o tempo, o mofo, o descaso, a caretice e essa coisa chamada mercado cultural. Um zine independente, sem anunciantes, sem financiamento e sem a proteção das vitrines culturais. Um painel vivo da produção artística que acontece no subsolo.



Agora, queremos fazer uma edição especial de 16 anos desse zine impresso, maior (o dobro), com 24 páginas, reunindo parte dessa história e mantendo vivo aquilo que sempre foi a essência do Reboco Caído: produção independente, liberdade, experimentação e guerrilha cultural.

Para isso, estamos fazendo uma ação através dos canais da Editora Merda na Mão.

CONTRIBUA COM QUALQUER VALOR PELO PIX:
fsb1975@yahoo.com.br
Fabio da Silva Barbosa
Enviar comprovante no e-mail (mesmo do pix)

* Quem contribuir recebe um exemplar do zine.




Essa ação vai até o dia 20 de Setembro. A ideia é que, até lá, já tenhamos conseguido arrecadar o suficiente para colocar essa edição especial no papel.

A cada dia, a luta pela sobrevivência fica mais terrível, difícil e desesperadora. Manter uma publicação independente durante tantos anos nunca foi fácil. Fazer isso sem grana e sem apoio nenhum é um exercício permanente de resistência. Coisa de maluco!

Por isso, estamos convocando quem reconhece a importância do Reboco Caído a colocar essa publicação comemorativa no papel.

É viver realmente o nós por nós, coletividade e autogestão.

Não estamos falando de qualquer zine. Estamos falando de uma publicação clássica da cena independente, um arquivo vivo de artistas, escritores, poetas, quadrinistas e toda uma produção cultural que insiste em existir fora dos circuitos oficiais.

Se o Reboco Caído também faz parte da sua história, agora é hora de entrar nessa porra.

Contribua com qualquer valor. Quem contribuir recebe um exemplar da edição especial de 16 anos.

E essa história não vai ficar apenas no papel.
Estamos publicando no YouTubdigestivo, canal da Editora Merda na Mão https://youtube.com/@editoramerdanamao?si=hZw6pptJVcziFrrg, depoimentos de pessoas que fizeram parte dessa trajetória:
 artistas que produziram capas, enviaram poemas, textos e desenhos, participaram de entrevistas, colaboraram com diferentes edições ou simplesmente acompanharam o Reboco Caído como leitores.

Os depoimentos estão sendo publicados separadamente ao longo deste período. Tipo um esquenta. 

E, em outubro vamos reunir tudo em um vídeo especial e mais longo, contando a trajetória do zine através dos depoimentos, das falas de Fabio, de imagens raras recuperadas dos arquivos, das capas das mais de 70 edições e de outros materiais que fazem parte dessa história.

Será praticamente um documentário sobre o Reboco Caído:  cinema marginal em ação.

Um registro de uma publicação que nasceu no circuito independente e continua existindo porque encontrou, ao longo do caminho, pessoas dispostas a colocar a mão na massa (ou na merda). Sem preguiça e sem desculpinhas. O bagulho foi sempre arregaçar as mangas, dormir pouco e fazer muito. Disciplina e foco. Guerrilha na veia. 

E não  para por aí!

José Zinerman, o fóssil vivo do underground, vai publicar nesse mês também  um zine especial, reunindo o catálogo das mais de 70 edições do Reboco Caído, com suas capas e informações. Olha aí que phoda! Além do Reboco Caído especial outro mano da cena por conta própria vai lançar um zine celebrando essa publicação combativa. Ou seja, outubro será um período inteiro de celebração dessa aberração editorial que se recusa a morrer.




Porque o Reboco Caído continua de pé, mesmo com as feridas abertas e ferindo fundo na alma. Porque ele nasceu pra ser mosca na sopa. Incomodar e informar. Refletir e transgredir. 

E segue funcionando como aquilo que sempre foi: um painel vivo, cortante, livre e pulsante da arte contemporânea produzida longe dos holofotes, das vitrines e das cerimônias comportadas.

16 anos de Reboco Caído. Mais de 70 edições. Uma porrada de artistas. Um arquivo de resistência. E ainda não acabou.




O REBOCO CAÍDO NÃO CHEGOU AQUI POR ACASO.
INSISTÊNCIA E FOCO.
INSUBORDINAÇÃO E REVOLTA.
RESILIÊNCIA E LUTA.
INDIGNAÇÃO BRUTA.

 





UM PEQUENO TEXTO SOBRE O REBOCO CAÍDO

Texto de Fabio da Silva Barbosa:

Não me ligo nessas coisas de data. Já teve ano do meu aniversário ir passando e eu não ver. Alguém, que não lembro quem, veio me lembrar. Talvez um dos meus filhos... Impossível saber ao certo... E, também, isso não tem nada a ver com a história. Não é relevante.

Tenho de ter cuidado para não me perder em meus labirintos mentais, onde um pensamento leva a outro e, quando vê, já estou em um ponto completamente diferente. O cérebro vai a esmo, à deriva, no oceano infinito dos pensamentos em ebulição. Um mar nada calmo ou de águas refrescantes.

O fato é que descobri, mexendo em papéis antigos, aproveitando uma brecha no tempo para tentar organizar as poucas coisas que me sobraram depois de me movimentar daqui pra lá e de lá pra acolá nessa vida nômade...
Ah... sim...

Descobri que em outubro deste ano o Reboco Caído completa 16 anos de existência. Vi pela data do primeiro número. Na época, ainda colocava a data.
Não deixei de me espantar com a longevidade da iniciativa, que muitas vezes só saiu graças à colaboração dos próprios leitores, que enviavam contribuições voluntárias ou respondiam prontamente ao passar meu chapéu solicitando apoio para a próxima publicação.

Sem falar que, muitas vezes, como as ideias não param de surgir, tive de abandonar uma iniciativa, ou colocá-la no congelador para dar espaço a outra que acabava de surgir. Mas o Reboco sempre esteve na lista das prioridades. Tinha de arrumar um buraco no espaço-tempo para dar um jeito e fazer acontecer.

Pensei em fazer uma compilação, uma edição especial, uma pequena mostra do que rolou nestes 16 anos. A única coisa que teria de inédito seria a nova entrevista com o entrevistado da primeira edição, o parceiro de várias aventuras na produção cultural, um cara chamado Diego El Khouri.

Na época desta primeira entrevista, estávamos acabando de nos conhecer e nem imaginávamos que dividiríamos a criação de iniciativas poderosas, como a Editora Merda na Mão, o Noise Experimental Performático Poético do War Brain, O Filósofo da Maconha, entre outras que rolaram ou estão para rolar.
Comentei sobre isso com Diego, e este perguntou se faria um formato especial e sobre o número de páginas.

Expliquei que a grana estava curta, as cópias e o correio caros... Enfim... Estávamos falando de uma publicação independente, sem anunciantes, de circulação gratuita e sem financiamento, apoiadores fixos ou agraciada por editais.
Então, o jeito seria fazer no formato que tem saído nos últimos tempos mesmo, sem muita firula.

Ele argumentou que o Reboco merecia uma edição especial maior, devido à sua importância como painel da produção underground e também para o número especial conseguir mostrar mais do que rolou durante todo este tempo.

Até concordei com ele, mas o problema persistia: de onde tirar o dinheiro se, para minha sobrevivência, já estava apertado?
Lançar no formato que tinha pensado já seria um ato de resistência diante da minha situação financeira.

Então ele sugeriu fazermos uma campanha utilizando os canais da editora. Mesmo não estando mais à frente da editora com este grande parceiro, fazia sentido, já que o Reboco Caído saiu um bom tempo pela Merda na Mão, durante todo o tempo em que estive na empreitada com Diego dando forma à EMNM, e a Editora tem entre suas funções apoiar produtores e iniciativas independentes.
Acertamos que a campanha aconteceria até o dia 20 de setembro, quando veríamos o que entrou e eu poderia ter tempo de organizar o próximo lançamento de acordo com o valor em mãos.

Me pareceu uma ótima sugestão, ainda mais sendo algo que já havia sido feito antes e tinha dado excelentes resultados graças aos entusiastas da iniciativa.
Para dar o pontapé inicial, combinamos que eu faria este pequeno texto.

Então, aqui estou, saculejando no trem lotado, enquanto digito estas linhas.

Fabio da Silva Barbosa
Direto das trincheiras infernais cotidianas


segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Angeli — 70 anos: Transgressão em forma de arte



Hoje, 31 de agosto de 2026, a Editora Merda na Mão celebra os 70 anos de Angelium dos nomes fundamentais da cultura subversiva brasileira.

Sua obra ajudou a instigar/inflamar a mente de gerações inteiras. Seus personagens, seu humor ácido e sua maneira de afrontar o bom gosto, a moral e a hipocrisia deixaram marcas profundas na arte, nos quadrinhos e na cultura underground.

Mosca na sopa atemporal. Faca rasgando a carne.

E talvez a própria Editora Merda na Mão não existisse se Angeli não tivesse aberto, décadas atrás, algumas dessas portas — ou melhor, arrombado algumas delas. Porque toda geração que ousa fazer diferente carrega um pouco daqueles que vieram antes.



Angeli completa 70 anos.
A transgressão continua viva.

Salve, Angeli!




Vejam o vídeo que fizemos sobre esse artista phoda no canal do Youtubodigestivo da lisérgica punk Editora Merda na Mão:


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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

O FILÓSOFO DA MACONHA aterrisou no RATOS DI VERSOS: o sarau mais chapado do Brasil!!!!

 


E aí, malucos e malucas! 

 

Soni kolenny está com o quadrinho O Filósofo da Maconha em mãos, no  Ratos Di Versos, histórico sarau de poesia da Lapa, no Rio de Janeiro, lendo suas páginas como quem recita poesia.


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A HQ agora faz parte do acervo do poeta Xandu , grande agitador desse sarau que há anos movimenta a poesia e a arte pelas ruas da Lapa.



        E essa história tem uma conexão especial.


O Filósofo da Maconha tem roteiro de Fabio da Silva Barbosa e desenhos de Diego El Khouri , artista que frequentou o Ratos Di Versos durante anos e se tornou amigo de Xandu.


Em determinado momento, Diego também entrevistou Xandu — uma conversa que pode ser encontrada no blog Fetozine ( https://fetozine.blogspot.com/2016/01/xandu-dos-ratos.html?m=1 ).

Uma antiga amizade atravessando o tempo e conectando a Lapa, a poesia e a arte do subsolo.


* Na foto acima: Diego El Khouri e Xandu.

Lapa, RJ: 20/05/2014


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É justamente desse lugar que vem a Editora Merda na  Mão:  da arte independente, da cultura subterrânea, dos artistas que fazem acontecer fora dos grandes circuitos e da vontade de publicar aquilo que muitos prefeririam manter escondido.











126 PÁGINAS 

65 Reais (correio incluso)

Pix: 02098805110

Enviar o comprovante no e-mail editoramerdanamao@yahoo.com ou editoramerdanamao@gmail.com


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Quem adquirir a HQ ganha uma caricatura exclusiva e uma puta dedicatória personalizada na primeira página. E o Xandu, do Ratos Di Versos, também já garantiu a sua!










Editora Merda na Mão 


* Publicando os impublicáveis 

e cuspindo no status quo 


https://editoramerdanamao.blogspot.com/

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

SUBVERSIVAS: ANTES DE ENVIAR SEUS POEMAS, LEIAM ISTO!

  


Estamos recebendo poemas para a SUBVERSIVAS — Antologia poética escrita por mulheres, mas alguns envios estão chegando incompletos ou sem todas as informações solicitadas no edital.


Já recebemos envios com apenas dois poemas, sem o nome da autora, sem minibiografia e sem outras informações necessárias.


Por isso, reforçamos: antes de enviar seu material, leia atentamente o regulamento completo.


 Para participar, é necessário enviar:


* 5 poemas, em arquivo Word;

* nome da autora;

* minibiografia de até 10 linhas;

* cidade, estado e país;

* redes sociais, site ou blog — opcional.


 O material deve ser enviado para:


editoramerdanamao@gmail.com


 Prazo: 06 de setembro de 2026.


A participação é gratuita e a Editora Merda na Mão não cobra taxa editorial das participantes.


 Não envie apenas os poemas. Confira todas as orientações do edital antes de enviar seu material.


 O regulamento completo está no blog: 

https://editoramerdanamao.blogspot.com/2026/08/chamada-aberta-para-auto.html


ATENÇÃO, AUTORAS! LEIAM ANTES DE ENVIAR


Leia com atenção e envie tudo conforme solicitado. Isso facilita a organização da chamada e evita que seu envio fique incompleto.




A SUBVERSIVAS está alcançando um nível de atenção que nunca tivemos antes.

A cada minuto, aumentam as visualizações, os compartilhamentos, os seguidores e o número de autoras chegando até nós.

É uma repercussão que nos surpreende e nos enche de força. A SUBVERSIVAS está crescendo diante dos nossos olhos — e isso só está acontecendo porque vocês estão fazendo essa chamada circular.

Nosso muito obrigado a cada pessoa que está lendo, compartilhando, indicando e chegando junto.

A poesia está em movimento. E a SUBVERSIVAS está apenas começando.


***.


EDITORA MERDA NA MÃO

Publicando os impublicáveis

e cuspindo no status quo

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

orgulho peripherico — Glauco Mattoso

 Num 14 de agosto, dia do orgulho peripherico, compuz em 2017

o poema abbaixo, incluido no livro O GLOSADOR MOTTEJOSO.
Tambem no livro STUPID QUESTION E OUTROS SONNETTOS ha poema pertinente.
MOTTE GLOSADO [7600]
Peripherico é o orgulho
de quem mora na favella.
Melhorar uma autoestima
todos querem, inclusive
quem, carente e pobre, vive
nos barracos morro accyma.
Mas na minha pobre rhyma
uma scena assim appella
sem que nada esperem della.
Demagogico barulho,
peripherico é o orgulho
de quem mora na favella.
///
DIA DO ORGULHO PERIPHERICO [11.234]
Não tenho orgulho, Glauco, sendo franco,
da minha condição de favellado!
Somente sinto orgulho do meu lado
humano, racial, pois não sou branco!
Não tenho muito saldo la no banco,
não tenho boa roupa, bom calçado,
não tenho da sahude bem cuidado,
nem tenho casa, aqui neste barranco!
Só tenho, de meu, este mau barraco
e delle nem preciso ter orgulho,
pois elle ja me encheu, de facto, o sacco!
Mas faço mesmo, cara, algum barulho
si tentam me dizer que me destacco
mais pela qualidade do bagulho!
////

* O Molho Livre é um blog cultural independente criado em 12 de outubro de 2010 por Diego El Khouri, dedicado à divulgação da literatura, poesia, artes visuais, quadrinhos, música e cultura underground. Desde sua fundação, mantém uma atuação contínua na valorização da produção artística alternativa, abrindo espaço para autores consagrados e novos talentos, sempre com independência editorial e espírito crítico. Mais do que um blog, o Molho Livre tornou-se um importante arquivo vivo da cultura marginal brasileira, resistindo há mais de quinze anos como um território de liberdade de expressão, experimentação estética e difusão da arte fora dos circuitos convencionais.