segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Outsider desde a infância: uma vida inteira inflamando a arte e cuspindo no status quo
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
A Editora Merda na Mão invadiu a Universidade Federal Fluminense... e a gente nem sabia...
A Monique Brito é leitora da Editora Merda na Mão, mora em Niterói (RJ) e recentemente comprou dois exemplares da HQ O Filósofo da Maconha, um pra ela e outro para o sobrinho, de 16 anos.
E tem um detalhe phoda nisso:
Ela disse que decidiu que a Editora Merda na Mão seria uma das ferramentas para ajudar a expandir a mente do garoto.
Isso, pra nós, é do caralho!
Porque é exatamente esse tipo de coisa que faz uma editora underground continuar existindo: inflamar o pensamento insurgente.
O quadrinho ainda está viajando pelo correio até Niterói. Mas, antes mesmo de chegar, já aconteceu outra história surpreendente.
A Monique mandou uma foto perguntando se determinado traço era meu. Ela achou parecido. Não era.
Era Religare, zine de Ningu3m, uma HQ poético-filosófica publicada pela Merda na Mão. Ningu3m é multiartista e também participou do lançamento de O Filósofo da Maconha, tocando na Mandrake Comic Shop, em Goiânia, em 2024.
Ele também já passou pelo nosso clássico Deu Merda, programa de entrevistas do YouTubodigestivo da Editora Merda na Mão, falando sobre arte, cultura, ativismo, resistência e outras coisas que normalmente deixam o pensamento comportado bastante desconfortável.
E não parou aí.
A Monique também encontrou um Zazazine, publicação colaborativa produzida pelo Coletivo Mente Sativa, Santa Ganja e Editora Merda na Mão em suas três edições impressas. Nessas edições saíram cartuns inéditos do Filósofo da Maconha.
E onde ela encontrou tudo isso?
Na estante de doações de livros do Bloco C do Instituto de Letras da UFF (Universidade Federal Fluminense), em Niterói.
Fica no hall de entrada do instituto, acessível a estudantes e professores. Toda semana tem gente deixando livros e gente pegando livros.
E lá estavam os nossos.
É aí que a coisa começa a ficar interessante.
Porque a Merda na Mão tem poucas tiragens. É uma editora independente, underground, sem dinheiro sobrando, sem estrutura nenhuma, sem distribuição gigantesca.
Mas os livros estão circulando.
Estão em estantes de doação.
Em universidades.
Em feiras.
Em espaços culturais.
Nas mãos de leitores.
E às vezes até em bancos de praça.
Já teve jornalista que encontrou um dos nossos livros em um banco em Porto Alegre, com um recado na primeira página dizendo para a pessoa ler e depois deixar o livro no próximo banco. Aqui nesse vídeo tem mais detalhes dessa história incrível:
Ou seja: os livros estão criando suas próprias rotas.
A gente publica e solta no mundo.
Depois eles começam a andar sozinhos.
E volta e meia aparecem notícias de algum lugar onde uma publicação da Merda na Mão foi parar sem que a gente sequer soubesse.
Uma hora a gente conta aqui esses relatos inusitados que volta e meia recebemos.
A Editora Merda na Mão é um monstro com vários tentáculos.
Um monstro editorial subterrâneo.
Um bicho com tentáculos demais para a gente controlar.
É pra isso que essa porra existe.
A Editora Merda na Mão fugiu do controle.
Ainda bem...
domingo, 4 de outubro de 2026
José Zinerman Nogueira lança edição especial do zine Heróis do Papel comemorando os 16 anos do zine Reboco Caído
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Nas últimas semanas a Editora Merda na Mão vem fazendo várias postagens, divulgações de lançamentos de zines, vídeos e documentário sobre os 16 anos do zine Reboco Caído
José Zinerman Nogueira, o fóssil vivo do underground, lançou em 1º de outubro de 2026 mais uma edição de sua série de zines digitais Heróis do Papel. Desta vez, a publicação é dedicada aos 16 anos do Zine Reboco Caído, criado pelo escritor, jornalista e educador social Fabio da Silva Barbosa, que ao lado de Diego El Khouri criou a Editora Merda na Mão.
Com impressionantes 127 páginas, o PDF reúne todas as mais de 70 capas do Reboco Caído e apresenta um amplo levantamento da trajetória de Fabio, incluindo seus livros, e-books, zines, jornais, PDFs e programas de rádio.
Fabio também organizou eventos como a Tarde Multicultural Sem Fronteiras, que teve cinco edições, e esteve à frente de programas de rádio como A Hora Macabra, Aleluia Nunca Mais: A Trilha Sonora do Fim do Mundo e Resistência Sonora.
O Reboco Caído recebeu o Prêmio Fanzine 2016, no 2º Gibifest de Alvorada, realizado em 2017.
Um aspecto especialmente interessante dessa trajetória é que cada capa do Reboco Caído foi criada por um artista visual diferente. Logo na entrada de cada edição, essa diversidade de linguagens já revela a potência do Reboco como um verdadeiro painel da arte contemporânea subterrânea, reunindo diferentes artistas, poetas, escritores, quadrinistas e outros agentes da cultura independente.
No canal do YouTubdigestivo da Editora Merda na Mão, há também um vídeo sobre os capistas do Reboco, reunindo depoimentos que ajudam a dimensionar essa história e as conexões construídas ao longo dos anos:
Fabio é natural de Niterói (RJ), cidade onde o Reboco Caído nasceu. Atualmente vive em Porto Alegre (RS). Teve também uma passagem por Foz do Iguaçu (PR).
No mesmo canal, o vídeo “Impressos de Guerrilha: A Revolução das Editoras Alternativas” registra um bate-papo realizado no espaço da Feira UNILA, no Jardim Universitário, em Foz do Iguaçu. Ao lado de outros participantes, Fabio fala sobre sua entrada no universo dos zines e sobre o nascimento do monstro de vários tentáculos chamado Editora Merda na Mão:
O Heróis de Papéis dedicado ao Reboco Caído é, portanto, mais do que uma homenagem: é um documento de 127 páginas sobre 16 anos de existência e resistência, reunindo capas, memória, trajetória editorial e parte significativa do percurso de um dos personagens atuantes mais phodas e profícuos do underground brasileiro. Fabio é realmente uma máquina de produção cultural, mosca na sopa na cara do sistema fétido, outsider subversivo.
Solicitar o PDF desse material através dos emails
fsb1975@yahoo.com.br
ou
jn7400@gmail.com
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* Não podemos esquecer que nesse mês de Outubro Fabio vai lançar a edição especial dos 16 anos do Reboco Caído, um zine impresso com mais páginas do que o habitual. A campanha que fizemos de arrecadação para possibilitar esse zine maior foi um sucesso. Agradecemos a todos os malucos, malucas e maluques que contribuíram para esse lançamento.
Nós por nós, coletividade e autogestão sempre!
* Esse mês também, através do Estúdio Merda Pura (o estúdio imaginário da Editora Merda na Mão), vamos lançar o documentário Zine Reboco Caído — 16 anos de guerrilha cultural. Aqui você pode ver o trailer:
* Veja também:
Instituto de Estudos Libertários entrevista Fabio da Silva Barbosa: https://ielibertarios.wordpress.com/2026/10/03/instituto-de-estudos-libertarios-entrevista-fabio-da-silva-barbosa/
* José Zinerman Nogueira é poeta e escritor, um documento vivo do underground brasileiro. Sua trajetória atravessa décadas de literatura independente, inquietação e resistência cultural. Entre versos, ideias e experiências, sua obra pulsa à margem dos circuitos oficiais. Um sujeito que fez da palavra um território de liberdade, memória e transgressão.
segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Nem Tosco Todo, voz histórica do punk baiano, entrevista Diego El Khouri
Nem Tosco Todo ,vocalista da clássica banda punk Cama de Jornal , de Vitória da Conquista (BA), formada em 2001, e do projeto Nem Tosco Todo e as Crianças Sem Futuro, entrevistou o multiartista Diego El Khouri, um dos criadores da Editora Merda na Mão.
Um papo sobre arte, punk, poesia, quadrinhos, pintura, underground, sobrevivência, Editora Merda na Mão, O Filósofo da Maconha, XXI — A Ópera da Desgraça, War Brain, Subversivas e a obsessão de continuar produzindo mesmo quando o mundo manda parar.
Duas trajetórias que se cruzaram no subterrâneo e continuam fazendo barulho.
Leia a entrevista completa no Tosco Todo:
https://toscotodo.blogspot.com/2026/09/entrevista-com-o-multiartista-diego-el.html
Publicando os impublicáveis.
Inflamando a insurgência do gueto
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Gabriel Augusto (1991-2026): a arte dark silenciou...
Por: Diego El Khouri
O mundo perdeu a presença física de um ser humano incrível. O planeta Ficou mais frio, mais chato, mais insensível.
Gabriel Augusto era um grande artista. Deixa um puta legado, uma obra contundente, corajosa que nunca será esquecida. A história não vai se calar perante o seu talento.
Conheci ele por volta de 2016 / 2017, através do tatuador Hélio Nascimento, o Helião. O Helião queria me apresentar esse maluco que tinha uma obra absurda, mas estava meio perdido, sem saber por onde começar para organizar sua primeira exposição.
Eu vivia um momento muito profícuo na época, com várias exposições acontecendo no Brasil e fora, individuais e coletivas, inclusive algumas simultaneamente. Quando o Helião me mostrou o trabalho do Gabriel, fiquei impactado. Chapei mesmo!
Cheguei a tentar entrevistá-lo para o canal no YouTube, mas ele era tímido com as câmeras. E no fim, nem precisou de ajuda. Ele mesmo abriu seu caminho e alçou voos muito longe.
Rompeu totalmente a bolha de Goiânia. Hoje a obra dele está em coleções particulares de 15 países. Fez parte, por exemplo, dos coletivos Déstructuralisme Figuratif e Dark Art Society, que abriu portas pra mostras na França e nos EUA.
Esse múltiplo poeta do absurdo, das cores mórbidas e bizarras, começou a desenhar com sete anos de idade no Museu de Arte de Goiânia. Depois fez SENAC e entrou na UFG em 2014, no curso de Artes Visuais. Foi nesse contexto que comecei a conviver mais com ele.
Era um cara que já tinha essa pegada dark, muito esfumaçada, com crânios, caveiras, principalmente crânios, e uma produção compulsiva. A estrutura engessada e careta da universidade não entendeu esse talento. Um professor, inclusive, pediu pra ele abandonar esse lance de pintar crânios. Ele se exilou da sala de aula e ficava pelos corredores desenhando compulsivamente, até tomar a decisão mais ousada da vida dele: abandonar a faculdade e tudo para viver exclusivamente da arte.
Com isso, se tornou também um grande tatuador. Sua tattoo perambulava entre fineline e blackwork, mas sempre com foco autoral, não comercial.
Transitava, portanto entre múltiplas linguagens, como a pintura, a tatuagem, a escultura. Ele certa vez disse que acreditava "que todo tipo de arte se conecta entre si", por isso ele diversificada tanto nos materias.
Já a poética era a mesma: obras mórbidas quase cheirando enxofre. Rostos desconfigurados, corpos dissecados, cores frias, escorrendo tinta, emulando carne em putrefação. O retrato de uma sociedade doente, solitária, rostos sem forma, sufocados, enforcados, dilacerados, à beira do precipício do século sinistro.
Gabriel Augusto partiu no dia 23 de setembro de 2026, aos 35 anos, na porta de sua casa, quando chegava do treino, vítima de um infarto. E o mais chocante é que ele já tinha uma exposição agendada para esta semana. Neste sábado, dia 26 de setembro, às 11h, sua obra integra a mostra comemorativa de 45 anos da Galeria Tina Zappoli, em Porto Alegre (RS), a coletiva A ARTE ALI, que reúne 25 artistas que fazem parte da história da galeria.
Quando eu e o Fabio da Silva Barbosa criamos a Editora Merda na Mão, com a proposta de publicar os impublicáveis, ficamos imaginando qual seria a logo. Fizemos alguns desenhos rápidos, mas logo definimos que seria um braço, uma mão jogando um cagalhão pra frente de quem estivesse vendo.
E pra ficar um desenho diferente de tudo, resolvi colocar nesse braço as tatuagens que o Gabriel fez no meu braço direito. Eu tenho o braço direito inteiro tatuado por ele, e as costas também, tudo fechado com desenhos dele. Tudo freehand. Ele ia criando na hora e tatuando.
Um dia, me encontrei com ele pra entregar algumas publicações da Editora Merda na Mão e, tomando cerveja, a ficha dele caiu: "Porra, essa tatuagem da logo é a tatuagem que eu fiz em você!". Foi muito divertido ver a reação dele.
Então, enquanto a Editora Merda na Mão existir, ela vai carregar sempre um pedaço da arte dele. Ele partiu em Goiânia (onde moro) e sábado já tem outra exposição sua em Porto Alegre (onde Fabio mora): dois criadores dessa editora de vários tentáculos e que publica obras subversivas e indigestas.
***
Hoje acendo o cânhamo em frente à janela. A cidade em chamas, a cidade-necrópole, a cidade-vertigem... O caos urbano batendo lá fora e aqui dentro... Sopro a fumaça, essa mesma fumaça que tantas vezes compartilhamos... Entre conversas, risadas, reflexões e bebidas... Fumaça, vapor e imagem... te conhecer foi um privilégio, camarada!...
Quando eu partir espero deixar boas lembranças nas pessoas como você deixou em todos nós... Talento imenso e humildade gigante, atitude e inquietação... Honestidade e dedicação...
E a fumaça prossegue... Vá em paz, amigo...
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
TODO GOVERNO FASCISTA.
Por Gutemberg F. Loki
Todo governo fascista
É sempre covarde e ordinário
Todo governo fascista
É um desastre humanitário
O seu tom é sempre o mesmo,
Ignorante e autoritário
O seu tom é sempre o mesmo,
Arrogante e arbitrário
Abra bem os olhos
O perigo está bem à vista,
Fique atento e lute
Contra todo governo fascista!
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Uma corrente pela Carol: a resistência underground precisa se mobilizar
Carol é uma figura fundamental na história da cena underground de Goiânia. Uma agitadora cultural que, através de sua trajetória, ajudou a movimentar, fortalecer e construir a cena independente da cidade, criando conexões e possibilitando intercâmbios com artistas e bandas de diversas partes do Brasil.
Sempre acreditou na força do nós por nós, na coletividade, na autogestão e na construção conjunta. Uma trajetória feita de encontros, resistência e dedicação à cultura independente.
Agora é ela quem precisa da nossa força.
Carol está enfrentando uma batalha contra o câncer e conta com o apoio de todos que puderem somar nessa caminhada. Qualquer contribuição, dentro das possibilidades de cada pessoa, pode ajudar.
PIX CPF: 689.548.241-53
Ana Carolina dos Santos
Se você conhece sua trajetória, já cruzou com ela pela cena ou simplesmente acredita na força da coletividade, ajude a fazer essa corrente chegar mais longe.
Nós por nós. Agora é hora de fortalecer quem tantas vezes fortaleceu a cena.
Compartilhe.
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
O Filósofo da Maconha aterrissa mais uma vez — esbanjando fumaça e delírio
Olha aí, malucos e malucas: Cautar, artista visual de Carmo, Rio de Janeiro, é mais um leitor que chegou até a Editora Merda na Mão através da nossa própria rede de leitores.
Depois de conhecer nosso trabalho, Cautar adquiriu um exemplar de O Filósofo da Maconha, HQ com roteiro de Fabio da Silva Barbosa e desenhos de Diego El Khouri , e gravou um vídeo mostrando o material que recebeu:
É justamente esse tipo de circulação que fortalece uma editora independente: um leitor conhece, recomenda para outro, o outro conhece, acompanha, compra, lê e ainda registra o que recebeu.
E aqui existe uma parada muito phoda da Editora Merda na Mão: quem adquire o quadrinho ganha uma caricatura na primeira página, feita por nós. E com o Cautar não foi diferente. Ele inclusive escolheu a foto a ser retratada.
O Filósofo da Maconha tem 126 PÁGINAS, um trampo de fôlego.
Ainda temos os últimos exemplares.
R$ 65 com frete incluso.
Pix: 02098805110
Para adquirir, envie o pagamento via Pix e mande o comprovante por mensagem ou pelo e-mail: editoramerdanamao@gmail.com
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Poema de Cautar, artista e leitor da Editora Merda na Mão:
Não consigo parar de me revirar.
Sou um crocodilo,
acabei de morder uma presa,
agarrado no meu instinto incurável,
abocanhando os sonhos e girando.
O mais escamado e desajeitado possível,
impulsivo, não solto. Às vezes levo para baixo,
afundo nas águas escuras para asfixiar meu sonho.
Meu recurso é mínimo,
não uso terno como os pinguins,
não danço no baile nem canto de galo,
não migro como essas presas,
mas tenho fome.
Na lama,
rastejo parecendo lerdo, inofensivo e com lágrimas nos olhos.
Sou o mais gordo e tímido,
mas tenho fome.
Estou sempre à espreita, submerso,
sempre observando.
O que eu posso fazer é nadar devagar,
atento aos gansos, veados e pombas.
Vejo um pavão com suas penas e instituições culturais prometendo gentilezas e favores,
mas quando chega o dia da festa, os contratos são sempre para os pássaros raros migratórios,
de raças valorizadas pela mídia.
Eles passam, a brisa leva o capital embora.
As hienas riem da minha cara desengonçada.
Figuras como eu estão sempre com fome.
Na espreita, ainda rastejando na lama,
esperando por esses distraídos,
sigo meu instinto
com um ato explosivo.
Sigo um plano
e seguro o sonho
entre os dentes.
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Editora Merda na Mão — publicando os impublicáveis e cuspindo no status quo.
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Subversivas: as vozes chegaram. Agora começa a seleção
Ontem, 6 de setembro, encerramos as inscrições para Subversivas — Antologia poética escrita por mulheres.
E o que podemos dizer neste momento é: foi uma grande mobilização.
Agradecemos imensamente a todas as mulheres que participaram da chamada, enviaram seus poemas, compartilharam a convocatória, divulgaram o projeto, marcaram outras escritoras e passaram a acompanhar o trabalho da Editora Merda na Mão.
Recebemos poemas de autoras de 16 a 70 anos, vindas de diferentes lugares e trajetórias. Para nós, isso tem uma importância enorme. Significa que a poesia atravessou gerações, territórios e experiências diferentes e encontrou espaço dentro de uma proposta editorial independente e subversiva.
A chamada também alcançou muitas pessoas através do instagrado, do blog da Editora Merda na Mão, do Molho Livre, do Mova-se Projetos Culturais e de outros espaços que ajudaram a espalhar a convocatória.
Na postagem da convocação para a antologia Subversivas no Instragado da Editora Merda na Mão tivemos:
* 12406 visualizações,
* 627 curtidas,
* 346 compartilhamentos,
* 231 salvamentos,
* 55 repostagens,
* 64287 acessos ao blog Molho Livre nos últimos 30 dias
* 12641 acessos ao blog da Editora Merda na Mão nos últimos 30 dias
Mais do que números, porém, fica a dimensão humana dessa mobilização: mulheres escrevendo, compartilhando suas vozes e ocupando um espaço de publicação independente.
Agora começa uma nova etapa. Vamos organizar todo o material recebido, realizar a leitura e a seleção dos poemas e, posteriormente, divulgar as autoras que farão parte da antologia.
A todas que participaram, divulgaram e ajudaram a fazer Subversivas circular: nosso muito obrigado por fazerem parte dessa movimentação.
A Editora Merda na Mão segue acreditando na publicação como ato de resistência, abrindo espaço para vozes que muitas vezes permanecem fora do mercado editorial tradicional.


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