domingo, 31 de maio de 2026
NA LUZ DAS ESTRELAS.
sábado, 23 de maio de 2026
3ª LIVE INFLAMANDO O 5º ELEMENTO DO HIP HOP — Episódio com Diego El Khouri
Hoje vamos transmitir a reprise do programa “Inflamando o 5º Elemento do Hip Hop”, realizado originalmente no dia 12 de abril de 2026, data em que a Editora Merda na Mão completou 6 anos de existência e resistência.
A conversa foi conduzida por Rodrigo Ktarse e Igor CDO, tendo Diego El Khouri como convidado, em um diálogo sobre arte subversiva, cultura underground, produção independente e resistência artística.
O bate-papo já foi repostado no canal do YouTubedigestivo da Editora Merda na Mão e ficará disponível para assistir neste link a partir do dia 23/05/2026, às 16 horas.
Nós por nós, coletividade e augestão.
domingo, 10 de maio de 2026
Flores para as Mães, Ódio ao capitalismo
Hoje, 10 de maio de 2026, Dia das Mães, a Editora Merda na Mão celebra toda reflexão que possa se transformar em força contra a apatia e a brutalidade do mundo.
Foda-se o consumismo desenfreado, as propagandas vazias e as datas reduzidas a vitrines. A gente cospe nesse espetáculo. Mas algumas datas carregam sangue, memória, luta e sobrevivência — e não podem passar despercebidas.
Num país onde mães da periferia enterram filhos assassinados pelo Estado, onde falta saneamento, alimento e dignidade, fica evidente que ainda existe uma guerra cotidiana sendo travada contra os desassistidos.
Então fica aqui nosso salve para todas as mães que sustentam o mundo nas costas.
As raízes importam. Sem memória não existe futuro. Ignorar o passado é condenar tudo à repetição da mesma banalidade de sempre.
A Editora Merda na Mão seguirá publicando os impublicáveis e cuspindo no status quo.
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Poema e voz: Diego El Khouri
Vídeo gravado originalmente em 2014
sexta-feira, 1 de maio de 2026
1º de Maio: carregado do sangue da classe trabalhadora. Nunca esquecer. Nunca desistir. Nunca recuar.
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PRIMEIRO DE MAIO, LUTA ANARQUISTA
Por: Gutemberg F. Loki
O silêncio dos inocentes
Vejo como um grande desmaio
Ninguém fala mais o porquê
Do Primeiro de Maio
Comemoram apenas
Como mais um feriado
Não contam a história
Do sangue derramado
Não falam da opressão
E da repressão bruta
Não falam que os anarquistas
Organizaram a luta
Contra as jornadas de trabalho
Tão prolongadas e abusivas
Que ao próprio trabalhador
Eram caras e nocivas
Hoje oito horas de trabalho
É uma coisa tão comum
Mas naquele tempo não era aceito
Por patrão nenhum
Por décadas a fio, sempre querendo,
Lutando e mobilizando
Anarquistas mais trabalhadores
Foram conquistando
E violenta sempre foi
A voz do Estado e dos patrões
Aos trabalhadores sobravam
Mortes e prisões
França, Austrália, Europa, Estados Unidos,
As greves aconteciam
Oito horas de trabalho
Todos queriam
Primeiro de Maio,
De 1886
Nas ruas de Chicago, muito barulho
Ali se fez
Novas manifestações no dia 4,
Na Praça Haymarket uma bomba explodiu
Foi a própria polícia buscando a justificativa
Da violência que se seguiu
O saldo desse brutal confronto
Mais de cem mortos e muitas prisões
Mas ainda haveria mais covardias
Para agradar os figurões
Parsons, Fischer, Engel, Spies,
Lingg, Schwab, Fielden e Neeb,
Presos, julgados, para dar exemplo:
Condenados!
O sonho atrás das grades
Lingg na cela se matou
Parsons, Fischer, Spies, e Engel
Na forca o destino não os calou
August Spies:
“Virá o dia em que o nosso silêncio
Será mais poderoso do que as vozes
Que hoje estrangulais!”
Os Mártires de Chicago
Símbolo contra o Sistema imundo
A sua luta se espalhou
Por todo o mundo
Seis anos mais tarde
A condenação foi anulada
Quem ainda estava preso
Teve a liberdade decretada
Mais à frente o Primeiro de Maio
Foi adotado como feriado ilegal
Conflitos e repressão
A violência era oficial
Foram décadas de lutas
Onde os trabalhadores não recuaram
Os ideais anarquistas
Sempre os motivaram
E quem sonha sempre alcança
O feriado entrou no calendário civil
Um após outro, cada país
Ao feriado aderiu
Somente os Estados Unidos
Como arrogante opressor
Até hoje se recusa reconhecer
O Dia do Trabalhador
E tanta História
E tanta luta
E hoje o povo
Do feriado desfruta
Só não sabe por que
E nem busca informação
Para ele é só um feriado
Pra sua diversão
E comemora o Estado e o patrão
Por tanta popular distração
Mas esse feriado é dos que lutam
E nunca dispensam a reação!
Viva aos Mártires de Chicago!
Viva aos movimentos Anarquistas!
Viva aos trabalhadores
E as nossas conquistas!
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quinta-feira, 23 de abril de 2026
Editora Merda na Mão: 6 Anos Inflamando a Insurgência do Gueto
https://editoramerdanamao.blogspot.com/
23 de abril — Dia Mundial do Livro
Hoje é o tal do Dia Mundial do Livro.
23 de abril.
Escolheram essa data porque morreram uns nomes phudidos da literatura, tipo William Shakespeare e Miguel de Cervantes.
Mas vamos direto ao ponto:
a gente caga pra qualquer tipo de data.
Só que também não dá pra ignorar completamente num país que caga ainda mais pra cultura do que a gente pra calendário.
Então fica esse registro atravessado mesmo.
Porque se tem uma coisa que ainda não conseguiram domesticar direito é a leitura.
Ler é perigoso.
Ler dá trabalho.
Ler desmonta certezas idiotas.
Leitura é antídoto contra burrice, contra mediocridade e contra esse looping infinito de conteúdo vazio que empurram goela abaixo todo dia.
E é nesse meio desse caos que a Editora Merdas na Mão segue de pé.
Abril de 2026: seis anos de existência e resistência.
Seis anos fazendo livro na marra.
Seis anos sobrevivendo na insana disciplina, na insistência e na teimosia.
Quem acompanha o blog sabe: a gente tenta postar todo dia. Nem sempre rola. A realidade atropela, o tempo esfarela, a sobrevivência cobra.
Desde o dia 12 de abril, nosso aniversário, a gente abriu outra frente: juntar vídeos de leitores, autores, parceiros e parceiras que somam com a editora.
A galera mandou salve. Mandou força. Mandou palavra.
foi phodaaaaaaaaa!!!!!!!!
Isso virou combustível.
E por isso o blog deu uma respirada esses dias — não por desistência, mas porque a gente tava trabalhando nisso.
Os vídeos estão saindo no Instagrado da editora e no YoTubodigestivo.
Depois vem um material maior, juntando tudo.
Hoje não dava pra ficar em silêncio.
Porque livro ainda é trincheira.
E a Editora Merdas na Mão segue no subterrâneo: publicando o que incomoda, o que cutuca, o que não pede autorização.
A gente não pede licença.
A gente não se adapta.
A gente cospe no status quo.
Se você tá aqui, é porque você é exceção!!
Só segura um pouco a ansiedade: já já a gente volta com as postagens diárias.
Até lá, seguimos.
Nós por nós.
Coletividade.
Autogestão.
E livro como arma.
sábado, 11 de abril de 2026
3ª LIVE INFLAMANDO O 5º ELEMENTO DO HIP HOP — Episódio com Diego El Khouri
3ª LIVE INFLAMANDO O 5º ELEMENTO DO HIP HOP
Apresentação: Rodrigo Ktarse e Igor CDO
Diálogos sobre arte subversiva e subterrânea, com o convidado Diego El Khouri, artista visual e protagonista da Editora Merda na Mão.
🔥 Esta edição acontece em uma data simbólica: no mesmo dia em que a Editora Merda na Mão completa 6 anos de existência e resistência, publicando os impublicáveis e fortalecendo a cena independente.
Data: 12/04/2026
⏰ Hora: 15h
Instagram: @igorrocha_rap
“Conhecimento é resistência!"
sábado, 4 de abril de 2026
Construtores de cabeças
Por: Edu Planchêz Pan Maçã Silattian Caramuru
Construtores de cabeças
---------------A natureza se vinga,
Gesta o vento de cem mil pés,
Arrasta duas mil cidades por segundo
A onda gigante come as pernas e os braços dos continentes
E aquele que apodrece o céu, o mar e a terra
Clama inocência
Caixões feitos de dinheiro
Cobrem os vastos campos
Minhas lágrimas não irão secar
Junto com as nascentes
Tempo de desespero de planetas e homens,
O tiro saiu pela culatra,
Nada tem detido a avalanche,
Nem deuses, nem internautas
Sou poeta, homem de fé inquebrável,
Cavalheiro de infinita esperança
Como Bob Dylan e outros construtores de cabeças
Ergo taças de sangue
Atirando dardos de coragem
Aos que estão perdendo a batalha
O poeta príncipe de metal
Acorrenta os cães
Dos dentes de estricnina a sua cintura,
Arranca do pâncreas das águas o tumor
Ele, o Rei de marfim, sustenta congressos de sóis
Nos corredores do intenso
E espalha especiarias orgânicas
Dizendo aos seus irmãos que façam o mesmo
Orquídeas imensuráveis precipitam-se
Dos furos das pedras e das cavidades vermelhas
Alargando pétalas sobre os corpos
Das estrelas que esqueceram que são estrelas
quarta-feira, 1 de abril de 2026
Onde tudo começou: o quadrinho punk lisérgico na casa da professora que despertou o pensamento crítico
https://editoramerdanamao.blogspot.com/
Dessa vez, O Filósofo da Maconha aterrissou em um lugar muito especial — um espaço que faz parte da formação de um dos envolvidos nessa história em quadrinhos punk lisérgica, nascida para incomodar e libertar a mente: a casa da professora Sandra Silveira.
Professora de português, sempre incentivou a leitura e o pensamento crítico. Filha de outra docente, hoje falecida, Dona Malta, Sandra construiu uma forma de comunicação inteligente e diferenciada com os estudantes. Sempre se atualizando, observando novas tendências e evitando se prender ao passado.
Diego El Khouri, roteirista da graphic novel chapada, é grato por todo o incentivo e tem grande respeito por essa professora que tanto o instigou ao longo do ensino médio, no Colégio José Rodrigues Naves, em Goianira — uma cidade do interior de Goiás e que marcou profundamente sua jornada.
Na primeira página da HQ, como de costume, quem adquire o quadrinho ganha uma caricatura, e com a professora não foi diferente. Diego já tinha a desenhando anos atrás, aos 16 anos de idade; um desenho recentemente resgatado.
E abaixo a caricatura feita na HQ:
...Uma professora adquirir um quadrinho com esse peso mostra a cabeça boa que ela tem...
Valeu, professora!!!!!
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Título: O Filósofo da Maconha
Roteiro: Fabio da Silva Barbosa
Desenho: Diego El Khouri
Formato: 29,5 x 21 cm
Páginas: 126
Ano: 2024
terça-feira, 31 de março de 2026
Da sarjeta ao acervo: O Filósofo da Maconha agora na coleção do vocalista da clássica banda punk Cama de Jornal
https://editoramerdanamao.blogspot.com/
Chegou a Vitória da Conquista (Bahia) um verdadeiro arsenal pesado vindo do subterrâneo, direto da casa de uma lenda viva do underground: Nem Tosco Todo, vocalista da clássica banda Cama de Jornal e uma das figuras mais importantes da cena independente brasileira.
Nem é um grande parceiro da Editora Merda na Mão. Inclusive, em seus dois últimos livros — Estamos Mais do que Vivos e Diálogos Imaginários e outros escritos (lançados pela Editora Dando a Letra e Tosco Todo) — fomos apoiadores contraculturais dessas obras surpreendentes, que também revelaram ao mundo seu lado literário.
Seu primeiro livro foi a biografia de 352 páginas intitulada Vagando por Aí, publicada em 2023. Em sua turnê por Goiânia, Nem trocou materiais com a Merda na Mão, na pessoa de Diego El Khouri — ocasião em que a editora expôs sua banquinha punk lisérgica no evento promovido pela Two Beers or Not Two Beers Records.
Foi nesse encontro que surgiu o convite para que a editora ajudasse Nem a impulsionar essa nova linguagem pulsante de sua existência: a literatura.
A Editora Merda na Mão respeita pra caralho a trajetória desse maluco, que faz da própria vida uma forma de resistência artística e cultural. Um agitador cultural de verdade, dos mais foda.
Pra gente, essa parceria é uma honra. Uma puta honra.
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No Youtubodigestivo o show que celebrou o encontro da Editora Merda na Mão com a banda punk Cama de Jornal:
sábado, 28 de março de 2026
Ruas e Cores: Hip-Hop em Tela — o impacto no Museu das Bandeiras levou à prorrogação da exposição
A exposição Ruas e Cores: Hip-Hop em Tela segue em exibição na Cidade de Goiás até o dia 17/04 — e, devido ao sucesso da mostra, teve seu período prolongado — ampliando esse ciclo potente de encontros, trocas e atravessamentos entre arte, ancestralidade, museu e rua.
A mostra mergulha na força do hip-hop goiano, atravessando memória, identidade e transformação — uma expressão que nasce na rua, reverbera na arte e ocupa espaços, tensionando estruturas e abrindo novos caminhos.
Ainda dá tempo de sentir essa presença pulsando de perto.
Artista: Diego El Khouri
Produção cultural e curadoria: Lívia Batista
Site oficial com a pesquisa e as obras do projeto disponível:
https://laborarteunicamp.my.canva.site/hip-hop-em-tela-site
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* No Museu das Bandeiras, antigo espaço de repressão e encarceramento, ecoa uma história brutal marcada pela violência contra corpos escravizados. Hoje, essa mesma estrutura abriga vozes que resistem — e o hip-hop se inscreve ali como continuidade dessa memória: denúncia, ancestralidade e permanência.






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