quinta-feira, 27 de agosto de 2026

O FILÓSOFO DA MACONHA aterrisou no RATOS DI VERSOS: o sarau mais chapado do Brasil!!!!

 


E aí, malucos e malucas! 

 

Soni kolenny está com o quadrinho O Filósofo da Maconha em mãos, no  Ratos Di Versos, histórico sarau de poesia da Lapa, no Rio de Janeiro, lendo suas páginas como quem recita poesia.


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A HQ agora faz parte do acervo do poeta Xandu , grande agitador desse sarau que há anos movimenta a poesia e a arte pelas ruas da Lapa.



        E essa história tem uma conexão especial.


O Filósofo da Maconha tem roteiro de Fabio da Silva Barbosa e desenhos de Diego El Khouri , artista que frequentou o Ratos Di Versos durante anos e se tornou amigo de Xandu.


Em determinado momento, Diego também entrevistou Xandu — uma conversa que pode ser encontrada no blog Fetozine ( https://fetozine.blogspot.com/2016/01/xandu-dos-ratos.html?m=1 ).

Uma antiga amizade atravessando o tempo e conectando a Lapa, a poesia e a arte do subsolo.


* Na foto acima: Diego El Khouri e Xandu.

Lapa, RJ: 20/05/2014


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É justamente desse lugar que vem a Editora Merda na  Mão:  da arte independente, da cultura subterrânea, dos artistas que fazem acontecer fora dos grandes circuitos e da vontade de publicar aquilo que muitos prefeririam manter escondido.











126 PÁGINAS 

65 Reais (correio incluso)

Pix: 02098805110

Enviar o comprovante no e-mail editoramerdanamao@yahoo.com ou editoramerdanamao@gmail.com


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Quem adquirir a HQ ganha uma caricatura exclusiva e uma puta dedicatória personalizada na primeira página. E o Xandu, do Ratos Di Versos, também já garantiu a sua!










Editora Merda na Mão 


* Publicando os impublicáveis 

e cuspindo no status quo 


https://editoramerdanamao.blogspot.com/

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

SUBVERSIVAS: ANTES DE ENVIAR SEUS POEMAS, LEIAM ISTO!

  


Estamos recebendo poemas para a SUBVERSIVAS — Antologia poética escrita por mulheres, mas alguns envios estão chegando incompletos ou sem todas as informações solicitadas no edital.


Já recebemos envios com apenas dois poemas, sem o nome da autora, sem minibiografia e sem outras informações necessárias.


Por isso, reforçamos: antes de enviar seu material, leia atentamente o regulamento completo.


 Para participar, é necessário enviar:


* 5 poemas, em arquivo Word;

* nome da autora;

* minibiografia de até 10 linhas;

* cidade, estado e país;

* redes sociais, site ou blog — opcional.


 O material deve ser enviado para:


editoramerdanamao@gmail.com


 Prazo: 06 de setembro de 2026.


A participação é gratuita e a Editora Merda na Mão não cobra taxa editorial das participantes.


 Não envie apenas os poemas. Confira todas as orientações do edital antes de enviar seu material.


 O regulamento completo está no blog: 

https://editoramerdanamao.blogspot.com/2026/08/chamada-aberta-para-auto.html


ATENÇÃO, AUTORAS! LEIAM ANTES DE ENVIAR


Leia com atenção e envie tudo conforme solicitado. Isso facilita a organização da chamada e evita que seu envio fique incompleto.




A SUBVERSIVAS está alcançando um nível de atenção que nunca tivemos antes.

A cada minuto, aumentam as visualizações, os compartilhamentos, os seguidores e o número de autoras chegando até nós.

É uma repercussão que nos surpreende e nos enche de força. A SUBVERSIVAS está crescendo diante dos nossos olhos — e isso só está acontecendo porque vocês estão fazendo essa chamada circular.

Nosso muito obrigado a cada pessoa que está lendo, compartilhando, indicando e chegando junto.

A poesia está em movimento. E a SUBVERSIVAS está apenas começando.


***.


EDITORA MERDA NA MÃO

Publicando os impublicáveis

e cuspindo no status quo

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

orgulho peripherico — Glauco Mattoso

 Num 14 de agosto, dia do orgulho peripherico, compuz em 2017

o poema abbaixo, incluido no livro O GLOSADOR MOTTEJOSO.
Tambem no livro STUPID QUESTION E OUTROS SONNETTOS ha poema pertinente.
MOTTE GLOSADO [7600]
Peripherico é o orgulho
de quem mora na favella.
Melhorar uma autoestima
todos querem, inclusive
quem, carente e pobre, vive
nos barracos morro accyma.
Mas na minha pobre rhyma
uma scena assim appella
sem que nada esperem della.
Demagogico barulho,
peripherico é o orgulho
de quem mora na favella.
///
DIA DO ORGULHO PERIPHERICO [11.234]
Não tenho orgulho, Glauco, sendo franco,
da minha condição de favellado!
Somente sinto orgulho do meu lado
humano, racial, pois não sou branco!
Não tenho muito saldo la no banco,
não tenho boa roupa, bom calçado,
não tenho da sahude bem cuidado,
nem tenho casa, aqui neste barranco!
Só tenho, de meu, este mau barraco
e delle nem preciso ter orgulho,
pois elle ja me encheu, de facto, o sacco!
Mas faço mesmo, cara, algum barulho
si tentam me dizer que me destacco
mais pela qualidade do bagulho!
////

* O Molho Livre é um blog cultural independente criado em 12 de outubro de 2010 por Diego El Khouri, dedicado à divulgação da literatura, poesia, artes visuais, quadrinhos, música e cultura underground. Desde sua fundação, mantém uma atuação contínua na valorização da produção artística alternativa, abrindo espaço para autores consagrados e novos talentos, sempre com independência editorial e espírito crítico. Mais do que um blog, o Molho Livre tornou-se um importante arquivo vivo da cultura marginal brasileira, resistindo há mais de quinze anos como um território de liberdade de expressão, experimentação estética e difusão da arte fora dos circuitos convencionais. 

sábado, 8 de agosto de 2026

MEIO MILHÃO DE SERES NO PLANETA ADENTRARAM O MOLHO LIVRE



Em 12 de outubro de 2010 surgia o blog cultural Molho Livre.

Eu, Diego El Khouri — artista visual, poeta, quadrinista, editor e outras coisas difíceis de catalogar — já vinha, desde 2009, produzindo blogs culturais e me comunicando com grandes nomes da cena artística brasileira, como Glauco Mattoso, Fabio da Silva Barbosa, Thina Curtis, entre tantos outros. Entrevistava artistas de diferentes lugares do país e recebia pelo correio publicações independentes que alimentavam minha inquietação.

Mas, naquele momento, eu havia decidido abandonar a arte.

Num acesso de raiva, em 31 de dezembro de 2009, quando tinha apenas 23 anos, publiquei no blog Paranoia Freud ( https://paranoiafreud.blogspot.com/?m=1 ) um texto anunciando o fim das minhas atividades. Um trecho dizia:

"Tudo não passou de águas turvas. Talvez um dia animo e volto a cuspir via rede minhas inquietações... No momento quero encerrar minhas atividades e me entregar ao ócio; o capitalismo tolheu meus membros e destruiu todo meu intelecto."

Não durou muito.

Em 10 de outubro de 2010, nascia o Molho Livre.

Desde então, foram 1.548 postagens reunindo poemas, aforismos, entrevistas, contos, pinturas, ensaios e toda sorte de manifestação artística que encontrasse espaço por ali.

O blog se tornou um painel independente da produção artística contemporânea brasileira — um espaço para aquilo que muitas vezes não encontrava lugar nos circuitos oficiais.

Hoje, chegamos 503953  visualizações.

Mais de meio milhão de acessos.

Para uma página cultural independente, construída sem nenhuma estrutura, sem investimento  e movida fundamentalmente pela insistência, pela intensidade e pelo desejo de fazer circular aquilo que merece ser visto, é uma marca enorme.

O Molho Livre nasceu quando eu pensava em abandonar a arte.

Talvez essa seja a parte mais phoda da história: eu não abandonei.

E seguimos cuspindo nossas inquietações na rede.

Molho Livre — desde 2010 espalhando o caos.




segunda-feira, 3 de agosto de 2026

CHAMADA ABERTA PARA AUTORAS

 Poemas viscerais e subversivos para antologia da Editora Merda na Mão

Subversivas

Antologia poética escrita por mulheres


Desde 2020, a Editora Merda na Mão existe para publicar os impublicáveis.

Agora abrimos uma chamada pública voltada exclusivamente para autoras de todo o Brasil e também de outros países de língua portuguesa interessadas em integrar uma nova antologia de poesia.

Não buscamos poemas comportados, domesticados ou escritos para agradar ao mercado.

Queremos textos que queimem.

Poemas que enfrentem o conservadorismo, a violência, o machismo, o fascismo, a moral hipócrita, a opressão cotidiana, o medo, a desigualdade, os preconceitos e todas as formas de silenciamento.

Também há espaço para poemas sobre amor, desejo, corpo, loucura, memória, perdas e sobrevivência — desde que escritos com liberdade, intensidade e verdade.



Esta arte não é a capa oficial do livro, que ainda será desenvolvida.

Esta antologia é uma iniciativa do blog cultural Molho Livre, da Editora Merda na Mão e da Mova-se Projetos Culturais. O Molho Livre dedica-se à divulgação da arte, da literatura e da cultura independente. Já a Editora Merda na Mão será responsável pela publicação da obra. O projeto gráfico ficará a cargo de Lívia Batista (Mova-se Projetos Culturais), e a antologia será disponibilizada em impressão sob demanda pela UICLAP.


COMO PARTICIPAR

Enviar para:

editoramerdanamao@gmail.com

até 06 de setembro de 2026.

No e-mail deverão constar:

  • cinco poemas, em arquivo word;
  • mini biografia (até 10 linhas);
  • cidade, estado e país;
  • redes sociais (opcional), site ou blog.


SOBRE A PUBLICAÇÃO

A participação é gratuita.

A Editora Merda na Mão não cobra taxa editorial das participantes.

A renda obtida com a comercialização do livro será destinada à manutenção das atividades da editora, permitindo a continuidade de um trabalho independente de diagramação, revisão, divulgação e publicação de autores e autoras que permanecem à margem do mercado editorial tradicional.

As participantes selecionadas terão seus poemas publicados na antologia e receberão ampla divulgação por meio dos canais da editora.


SOBRE O MOLHO LIVRE

Esta chamada nasce no Molho Livre, blog cultural criado em 12 de outubro de 2010 por Diego El Khouri.

Há quase 16 anos o blog documenta a produção artística independente, publica entrevistas, poesia, quadrinhos, artes visuais, música, cinema, literatura e acompanha a cena cultural brasileira e internacional, tornando-se um importante arquivo da produção underground contemporânea.




SOBRE A MOVA-SE PROJETOS CULTURAIS

É uma iniciativa criada por Lívia Batista dedicada à criação, produção e difusão de projetos culturais e educativos. Atua no desenvolvimento de ações em artes visuais, literatura, dança, formação de público, oficinas, exposições e produção de conteúdo, promovendo o acesso à cultura, a reflexão crítica e a valorização da diversidade por meio da arte.

Instagram: https://www.instagram.com/movasecultura/



SOBRE A EDITORA MERDA NA MÃO

Criada em 12 de abril de 2020 por Fabio da Silva Barbosa e Diego El Khouri, a Editora Merda na Mão nasceu com a missão de publicar os impublicáveis — obras ousadas, marginais e sem espaço no mercado editorial tradicional.

Em pouco mais de seis anos de atuação, a editora construiu um catálogo com cerca de 60 publicações entre livros, zines e HQs, sempre priorizando autores e artistas independentes, sem cobrar pelos processos editoriais de diagramação, revisão e divulgação.

Além da atividade editorial, mantém o selo musical Ruídos Absurdos, a Merda na Mão Distro e o canal da Editora Merda na Mão no YouTube, fortalecendo uma rede de produção cultural voltada ao underground e à arte independente.

Acreditamos na publicação como ato de resistência.

Publicando os impublicáveis.

Blog da Editora Merda na Mão: https://editoramerdanamao.blogspot.com/

Instagrado: https://www.instagram.com/editoramerdanamao/

Youtubodigestivo: https://www.youtube.com/c/EditoraMerdanaM%C3%A3o

Xuister: https://x.com/MerdaMao




PUBLICANDO OS IMPUBLICÁVEIS

Se você escreve poesia como forma de resistência, insubmissão ou sobrevivência, esta chamada é para você.

Esperamos seus poemas.


domingo, 2 de agosto de 2026

5 poemas de Ana Cristina Cesar — (1952-1983)




houve um poema

que guiava a própria ambulância
e dizia: não lembro
de nenhum céu que me console,
nenhum,
e saía,
sirenes baixas,
recolhendo os restos das conversas,
das senhoras,
"para que nada se perca
ou se esqueça",
proverbial,
mesmo se ferido,
houve um poema
ambulante,
cruz vermelha
sonâmbula
que escapou-se
e foi-se
inesquecível,
irremediável,
ralo abaixo.


***

COMO RASURAR A PAISAGEM


a fotografia
é um tempo morto
fictício retorno à simetria

secreto desejo do poema
censura impossível
do poeta

***

deus na antecâmara



Mereço (merecemos, meretrizes)

perdão (perdoai-nos, patres conscripti)

socorro (correi, vaiei-nos, santos perdidos)



Eu quero me livrar desta poesia infecta

beijar mãos sem elos sem tinturas

consciências soltas pêlos ventos

desatando o culto das antecedências

sem medo de dedos de dados de dúvidas

em prontidão sanguinária



(sangue e amor se aconchegando

hora atrás de hora)



Eu quero pensar ao apalpar

eu quero dizer ao conviver

eu quero parir ao repartir



filho

pai

e

fogo



DE-LI-BE-RA-DA-MEN-TE

abertos ao tudo inteiro

maiores que o todo nosso

em nós (com a gente) se dando



HOMEM: ACORDA!



3.7.69

***

Aventura na Casa Atarracada

Movido contraditoriamente
por desejo e ironia
não disse mas soltou,
numa noite fria,
aparentemente desalmado;
- Te pego lá na esquina,
na palpitação da jugular,
com soro de verdade e meia,
bem na veia, e cimento armado
para o primeiro a andar.

Ao que ela teria contestado, não,
desconversado, na beira do andaime
ainda a descoberto: - Eu também,
preciso de alguém que só me ame.
Pura preguiça, não se movia nem um passo.
Bem se sabe que ali ela não presta.
E ficaram assim, por mais de hora,
a tomar chá, quase na borda,
olhos nos olhos, e quase testa a testa.

***

Poema para você ler

Leia-me entre as linhas
onde os silêncios se confundem
com os gritos que não quero mais ouvir.

Talvez eu esteja esperando
que alguém adivinhe
o que nunca pude escrever.

***

* Ana Cristina Cesar (1952–1983) foi uma poeta, tradutora e crítica literária carioca, considerada um dos principais nomes da poesia marginal brasileira. Sua escrita combina linguagem íntima, fragmentária e sofisticada, misturando poesia, cartas, diários e reflexões sobre a própria literatura. Publicou livros como Cenas de Abril, Correspondência Completa, Luvas de Pelica e A teus pés, sua obra mais conhecida. Morta aos 31 anos, deixou uma produção breve, porém decisiva para a renovação da poesia brasileira contemporânea.


* O Molho Livre é um blog cultural independente criado em 12 de outubro de 2010, dedicado à divulgação da literatura, poesia, artes visuais, quadrinhos, música e cultura underground. Desde sua fundação, mantém uma atuação contínua na valorização da produção artística alternativa, abrindo espaço para autores consagrados e novos talentos, sempre com independência editorial e espírito crítico. Mais do que um blog, o Molho Livre tornou-se um importante arquivo vivo da cultura marginal brasileira, resistindo há mais de quinze anos como um território de liberdade de expressão, experimentação estética e difusão da arte fora dos circuitos convencionais. 

sexta-feira, 31 de julho de 2026

ÚLTIMOS EXEMPLARES: OU VOCÊ ENTRA NESSA VIAGEM AGORA, OU ELA ACABA SEM VOCÊ!

 Alguns quadrinhos existem para entreter. Outros existem para incomodar. O Filósofo da Maconha foi criado para explodir qualquer expectativa.




Com 126 páginas, roteiro de Fabio da Silva Barbosa, desenhos de Diego El Khouri e prefácio do multiartista Ciberpajé, esta HQ é um mergulho no delírio, na sátira, no underground e na liberdade criativa. Você nunca leu nada igual.



Estamos com os últimos exemplares dessa edição. Depois que acabarem, acabou.


Ao longo desta postagem você poderá conferir algumas páginas da obra. Elas são apenas uma amostra de um universo estranho, ácido e imprevisível, impossível de resumir em poucas palavras.





Cada exemplar adquirido recebe uma caricatura exclusiva, desenhada por Diego El Khouri na primeira página, acompanhada de uma dedicatória. Assim, cada HQ deixa de ser apenas um livro e se transforma em uma peça única.




R$ 60,00 (Correios inclusos).

Pix: elkhouri.diego@gmail.com

Pedidos e informações: editoramerdanamao@gmail.com




Os últimos exemplares estão esperando pelos leitores mais curiosos, mais inquietos e menos conformados. Se você procura uma HQ que desafia qualquer padrão, essa é a sua chance.