Por Diego El Khouri
Partiu o ser mais sábio que conheci. Invadiu o lar sem pedir licença. Fez bagunça na casa. Alegrou tudo com sua estripulia e energia de vida. Embelezou a existência como nenhuma poesia é capaz (na verdade, ela era a própria poesia).
Quando a gente fala que ela era diferente, não é mero jogo de palavras. Ela, de fato, era diferente. Desde o olhar profundo, atravessando a íris, até a elegância natural que esbanjava. Um ar de graça e elevação. Sua postura fazia com que as discussões cessassem. Todo mundo que a conhecia tinha um certo pudor em sua presença.
Ela veio ensinar o amor. Inclusive ensinou amor a quem achava impossível amar animais. Era uma cachorrinha de rua, adotada ainda filhote pela minha mãe (que não acreditava no amor pelos animais e mudou completamente). Uma artista sensível.
Eu pude conhecê-la já com 8 meses de vida, pois, na época, eu estava morando no Rio de Janeiro, enquanto ela permanecia no centro do país — portanto, já uma adolescente. Não pude ouvir o telefone tocar nesta madrugada, pois estava medicado devido a um probleminha de saúde. Acordei com a notícia. Foi difícil trabalhar hoje.
Fazia um tempo que eu não a via, mas as lembranças ficam.
Durante um período, me vi totalmente excluído de tudo, indesejado e odiado. Quanto mais próximas estavam as pessoas, mais ódio e asco eu recebia. Ser um artista totalmente mergulhado no seu ofício não é nada fácil.
Meg, eu nunca vou te esquecer. Treze anos de vida que duram para sempre.
Obrigado por estar ao meu lado no período em que mais me senti só na minha vida.
Obrigado.










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