sábado, 28 de março de 2026

Ruas e Cores: Hip-Hop em Tela — o impacto no Museu das Bandeiras levou à prorrogação da exposição

 


 

A exposição Ruas e Cores: Hip-Hop em Tela segue em exibição na Cidade de Goiás até o dia 17/04 — e, devido ao sucesso da mostra, teve seu período prolongado — ampliando esse ciclo potente de encontros, trocas e atravessamentos entre arte, ancestralidade, museu e rua.




A mostra mergulha na força do hip-hop goiano, atravessando memória, identidade e transformação — uma expressão que nasce na rua, reverbera na arte e ocupa espaços, tensionando estruturas e abrindo novos caminhos.


Ainda dá tempo de sentir essa presença pulsando de perto.


Artista: Diego El Khouri

 Produção cultural e curadoria: Lívia Batista



 Site oficial com a pesquisa e as obras do projeto disponível:

 https://laborarteunicamp.my.canva.site/hip-hop-em-tela-site


















* No Museu das Bandeiras, antigo espaço de repressão e encarceramento, ecoa uma história brutal marcada pela violência contra corpos escravizados. Hoje, essa mesma estrutura abriga vozes que resistem — e o hip-hop se inscreve ali como continuidade dessa memória: denúncia, ancestralidade e permanência.

quarta-feira, 25 de março de 2026

O Filósofo da Maconha agora integra o acervo de Anita Costa Prado, criadora da Katita, personagem clássica dos quadrinhos brasileiros

 

O Filósofo da Maconha pousou no caos de São Paulo, no lar de uma roteirista relevante da cena dos quadrinhos nacionais: Anita Costa Prado, criadora de Katita, personagem clássica das tiras brasileiras — e não chegou sozinho. Levou consigo alguns zines publicados pela Editora Merda na Mão, além do zine O Berro, publicado pelo camarada Winter Bastos, que fazemos questão de  espalhar por aí.






Título: Blasfemo nr. 2
Editor: Diego El Khouri
Formato: 14 x 21 cm
Páginas: 12
Arte da Capa: Diego El Khouri
Ano: 2022




Título: Blasfemo nr. 3
Editor: Diego El Khouri
Formato: 14 x 21 cm
Páginas: 12
Arte da Capa: Diego El Khouri
Ano: 2024



Título: Religare

Autor: Ningu3m

Prefácio: Fabio da Silva Barbosa 

Formato: 14 x 21 cm 

Páginas: 12

Ano: 2024

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Título: O Berro nr. 36
Editor: Winter Bastos
Formato: 14 x 21 cm
Páginas: 16
Arte da Capa: Winter Bastos
Ano: 2024


* Katita, personagem roteirizado pela Anita, se afirma como uma personagem de resistência: lésbica, crítica e direta, que usa o humor para tensionar preconceitos e confrontar posturas homofóbicas. É aí que reside a importância do quadrinho — não apenas como entretenimento, mas como ferramenta de enfrentamento e posicionamento dentro da cena dos quadrinhos brasileiros.


Esse viés mais provocativo aparece, inclusive, no zine “Fala aê, porra!!! nº 1”, de Diego El Khouri, publicado há cerca de uma década, onde uma dessas tiras explicita essa postura combativa:





E vale lembrar: quem adquirir O Filósofo da Maconha — um quadrinho de fôlego, com 126 páginas, roteiro de Fabio Barbosa e desenhos de Diego El Khouri — recebe uma caricatura personalizada na primeira página, espaço pensado justamente para esse tipo de intervenção artística, acompanhada de uma dedicatória.

E, claro, não poderia ser diferente: no exemplar recebido por Anita, está lá a caricatura dela:



E é uma honra para nós, da Editora Merda na Mão, ver um quadrinho feito com tanto suor e dedicação integrar o acervo de uma figura tão importante no cenário da arte brasileira. Pra a gente, isso é uma grande satisfação!




domingo, 22 de março de 2026

HQ XXI: A Ópera da Desgraça — 204 páginas de caos e transgressão gráfica | Novo lançamento da EMNM

 A 59ª publicação da Editora Merda na Mão não pede licença: invade.



São 204 páginas de uma obra visceral, um soco prolongado que atravessa três anos de gestação (2019–2023) — antes, durante e depois do colapso pandêmico — e só agora, em 2026, rompe a carne do tempo como um parto maldito.


Criada por Diego El Khouri, o outsider da galáxia de Parnaso, essa HQ é menos um livro e mais um documento de sobrevivência. Um registro bruto de quem desenhava como quem escreve o último adeus da arte — com a cortina caindo, a luz se apagando na retina e o mundo apodrecendo em volta.


Entre o caos cotidiano, a precariedade extrema, a luta insana por existir e outras criações que disputavam espaço com a ruína, essa obra ficou anos enclausurada. Guardada. Fermentando.


Agora, ela é devolvida ao mundo como deve ser:

um vômito gráfico, indigesto, provocativo.


Uma crítica sem anestesia, talvez uma das mais contundentes que o século XXI ainda vai ser forçado a engolir.


Com roteiro e desenhos de Diego El Khouri, prefácio brutal de Fabio da Silva Barbosa (do clássico zine Reboco Caído) e diagramação precisa e poética de Lívia Batista.



* Era pra ter sido publicada ontem, dia 21, mas devido problemas técnicos finalizamos hoje...   

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Editora Merda Na Mão segue publicando os impublicáveis e cuspindo no status quo

Quem quiser adquirir é só acessar o link abaixo. O quadrinho chega numa boa, direto na sua casa:

https://loja.uiclap.com/titulo/ua160029/




quinta-feira, 19 de março de 2026

Conexão Editora Merda na Mão e banda Exame de Fezes: duas bostas bombásticas incomodando o status quo — potências incendiando a cena artística

  




Chegou à casa do jornalista, poeta e músico Ulisses Aesse, figura conhecida de Goiânia, um exemplar da HQ punk lisérgica O Filósofo da Maconha, além de zines vomitados pela Editora Merda na Mão e por parceiros como o selo Metal Reunion ZineBlasmorfose e O Berro.

Esse camarada é vocalista e um dos fundadores da banda punk/grindcore Exame de Fezes, surgida nos anos 1980. Letras agressivas, vocal violento e berrado, uma porrada de palavrões, revolta, sarcasmo... uma postura visceral e indigesta: conexão melhor não poderia haver.



O desenhista do quadrinho, Diego El Khouri, é amigo de Ulisses Aesse há mais de uma década. Apesar dos poucos encontros, eles sempre foram calorosos e intensos — geralmente em bares underground ou em shows de sua banda phudida.

El Khouri chegou a escrever o prefácio de um dos livros de Ulisses, além de entrevistá-lo em 2011.

Aqui neste link você confere o bate-papo completo: https://molholivre.blogspot.com/2011/06/ulisses-aesse-o-jornalismo-vivo.html

Em 2013 inclusive o outsider pintor desenhou o jornalista punk:





No quadrinho O Filósofo da Maconha, a primeira página em branco foi pensada especialmente para quem adquire a obra: um espaço reservado para uma caricatura personalizada acompanhada de dedicatória. Assim, o quadrinho deixa de ser apenas uma publicação e se transforma em uma peça única.

                     E, claro, fizemos a caricatura de Ulisses Aesse:




O quadrinho, com roteiro de Fabio da Silva Barbosa e arte de Diego El Khouri, ainda está disponível — restam poucos exemplares.

Faça como Ulisses Aesse e garanta o seu antes que acabe.




Exame de Fezes:








segunda-feira, 16 de março de 2026

Páginas em Carne Viva estreia no YouTubodigestivo com “Os Últimos Dias de Pompeo”, de Andrea Pazienza

  



Hoje postamos um novo vídeo no canal do YouTubodigestivo da Editora Merda na Mão.

E não é qualquer vídeo: é o nascimento de um programa novo.

Páginas em Carne Viva — um espaço para falar de quadrinhos que não pedem licença, não pedem desculpa e muitas vezes  indigestos.

episódio #01 começa justamente com um deles.

Este vídeo existe por um motivo simples: quase não existem vídeos sobre esse quadrinho.

E os poucos que existem tratam a obra com certo desdém — acham a HQ pesada demais, dark demais, junkie demais, drogada demais.

Mas talvez seja justamente aí que esteja a força do trabalho do italiano Andrea Pazienza (1956–1988).

Os Últimos Dias de Pompeo é um mergulho brutal na mente de um personagem que atravessa a noite, a heroína e a própria autodestruição.

E o desenho acompanha essa descida: em alguns momentos o traço é obsessivo, detalhado, refinado; em outros, vira algo bruto, rápido, quase selvagem — como se o próprio quadrinho estivesse entrando em colapso.

Publicado no Brasil pela Editora Veneta em 2016, esse é um daqueles trabalhos que continuam perturbadores décadas depois de terem sido feitos.



Aliás, esse é um vídeo que já queríamos  fazer há alguns meses — um daqueles quadrinhos que ficam rondando a cabeça até você finalmente sentar e falar sobre eles.

Andrea Pazienza morreu de overdose de heroína aos 32 anos, tendo um final tão brutal quanto o próprio personagem Pompeo.

Talvez isso também explique por que essa obra ainda incomoda tanta gente.

Para a Editora Merda na Mão, é justamente nesse território — sombrio, indigesto e desgraçado — que nasce a arte mais intensa e necessária.



 Páginas em Carne Viva #01
Os Últimos Dias de Pompeo — Andrea Pazienza

Apresentação: Diego El Khouri
O outsider da galáxia de Parnaso.

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Aqui o vídeo na íntegra: 










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