domingo, 22 de março de 2026

HQ XXI: A Ópera da Desgraça — 204 páginas de caos e transgressão gráfica | Novo lançamento da EMNM

 A 59ª publicação da Editora Merda na Mão não pede licença: invade.



São 204 páginas de uma obra visceral, um soco prolongado que atravessa três anos de gestação (2019–2023) — antes, durante e depois do colapso pandêmico — e só agora, em 2026, rompe a carne do tempo como um parto maldito.


Criada por Diego El Khouri, o outsider da galáxia de Parnaso, essa HQ é menos um livro e mais um documento de sobrevivência. Um registro bruto de quem desenhava como quem escreve o último adeus da arte — com a cortina caindo, a luz se apagando na retina e o mundo apodrecendo em volta.


Entre o caos cotidiano, a precariedade extrema, a luta insana por existir e outras criações que disputavam espaço com a ruína, essa obra ficou anos enclausurada. Guardada. Fermentando.


Agora, ela é devolvida ao mundo como deve ser:

um vômito gráfico, indigesto, provocativo.


Uma crítica sem anestesia, talvez uma das mais contundentes que o século XXI ainda vai ser forçado a engolir.


Com roteiro e desenhos de Diego El Khouri, prefácio brutal de Fabio da Silva Barbosa (do clássico zine Reboco Caído) e diagramação precisa e poética de Lívia Batista.



* Era pra ter sido publicada ontem, dia 21, mas devido problemas técnicos finalizamos hoje...   

quinta-feira, 19 de março de 2026

Conexão Editora Merda na Mão e banda Exame de Fezes: duas bostas bombásticas incomodando o status quo — potências incendiando a cena artística

  




Chegou à casa do jornalista, poeta e músico Ulisses Aesse, figura conhecida de Goiânia, um exemplar da HQ punk lisérgica O Filósofo da Maconha, além de zines vomitados pela Editora Merda na Mão e por parceiros como o selo Metal Reunion ZineBlasmorfose e O Berro.

Esse camarada é vocalista e um dos fundadores da banda punk/grindcore Exame de Fezes, surgida nos anos 1980. Letras agressivas, vocal violento e berrado, uma porrada de palavrões, revolta, sarcasmo... uma postura visceral e indigesta: conexão melhor não poderia haver.



O desenhista do quadrinho, Diego El Khouri, é amigo de Ulisses Aesse há mais de uma década. Apesar dos poucos encontros, eles sempre foram calorosos e intensos — geralmente em bares underground ou em shows de sua banda phudida.

El Khouri chegou a escrever o prefácio de um dos livros de Ulisses, além de entrevistá-lo em 2011.

Aqui neste link você confere o bate-papo completo: https://molholivre.blogspot.com/2011/06/ulisses-aesse-o-jornalismo-vivo.html

Em 2013 inclusive o outsider pintor desenhou o jornalista punk:





No quadrinho O Filósofo da Maconha, a primeira página em branco foi pensada especialmente para quem adquire a obra: um espaço reservado para uma caricatura personalizada acompanhada de dedicatória. Assim, o quadrinho deixa de ser apenas uma publicação e se transforma em uma peça única.

                     E, claro, fizemos a caricatura de Ulisses Aesse:




O quadrinho, com roteiro de Fabio da Silva Barbosa e arte de Diego El Khouri, ainda está disponível — restam poucos exemplares.

Faça como Ulisses Aesse e garanta o seu antes que acabe.




Exame de Fezes:








segunda-feira, 16 de março de 2026

Páginas em Carne Viva estreia no YouTubodigestivo com “Os Últimos Dias de Pompeo”, de Andrea Pazienza

  



Hoje postamos um novo vídeo no canal do YouTubodigestivo da Editora Merda na Mão.

E não é qualquer vídeo: é o nascimento de um programa novo.

Páginas em Carne Viva — um espaço para falar de quadrinhos que não pedem licença, não pedem desculpa e muitas vezes  indigestos.

episódio #01 começa justamente com um deles.

Este vídeo existe por um motivo simples: quase não existem vídeos sobre esse quadrinho.

E os poucos que existem tratam a obra com certo desdém — acham a HQ pesada demais, dark demais, junkie demais, drogada demais.

Mas talvez seja justamente aí que esteja a força do trabalho do italiano Andrea Pazienza (1956–1988).

Os Últimos Dias de Pompeo é um mergulho brutal na mente de um personagem que atravessa a noite, a heroína e a própria autodestruição.

E o desenho acompanha essa descida: em alguns momentos o traço é obsessivo, detalhado, refinado; em outros, vira algo bruto, rápido, quase selvagem — como se o próprio quadrinho estivesse entrando em colapso.

Publicado no Brasil pela Editora Veneta em 2016, esse é um daqueles trabalhos que continuam perturbadores décadas depois de terem sido feitos.



Aliás, esse é um vídeo que já queríamos  fazer há alguns meses — um daqueles quadrinhos que ficam rondando a cabeça até você finalmente sentar e falar sobre eles.

Andrea Pazienza morreu de overdose de heroína aos 32 anos, tendo um final tão brutal quanto o próprio personagem Pompeo.

Talvez isso também explique por que essa obra ainda incomoda tanta gente.

Para a Editora Merda na Mão, é justamente nesse território — sombrio, indigesto e desgraçado — que nasce a arte mais intensa e necessária.



 Páginas em Carne Viva #01
Os Últimos Dias de Pompeo — Andrea Pazienza

Apresentação: Diego El Khouri
O outsider da galáxia de Parnaso.

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Aqui o vídeo na íntegra: 










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quinta-feira, 12 de março de 2026

Relato de um artista que se recusou a morrer

 Recentemente anunciei o fim da minha jornada artística. E não, não foi por falta de dinheiro ou de reconhecimento. Com isso eu sempre soube lidar, inclusive com a falta. Nunca tive preguiça de correr atrás, nem fui apegado a essas coisas como a maioria das pessoas costuma ser. O que me atravessava eram outras forças. Coisas mais profundas, mais difíceis de explicar, que estavam me dilacerando por dentro.

Mas naquela mesma postagem recebi um sacode do camarada Eduardo Marinho. Um daqueles sacodes que chegam na hora exata. Foi talvez a melhor coisa que eu poderia ter ouvido naquele dia.
Aquilo me fez parar, pensar e reorganizar o caos.
Agora volto ainda mais intenso. Mais instigante. Com a mesma dedicação radical de sempre. A arte continua sendo para mim o que sempre foi: uma obsessão criativa, louca, subversiva e prazerosa, capaz de incendiar o pensamento insurgente.
Não me subordinar a padrões impostos.
Não domesticar o olhar.
Não pedir licença.
Não abaixar a cabeça.
E, acima de tudo, voltar a pensar em mim mesmo, na minha própria trajetória de vida.
Porque é isso que precisa estar no centro de tudo.
Acima das expectativas dos outros.
Acima das convenções.
Acima de qualquer tentativa de enquadramento.
É daí que devem nascer as escolhas dos meus dias.
Então aguardem.
Porque muita coisa phoda ainda vai rolar por aí.

Diego El Khouri, outsider da galáxia de parnaso; Goiânia, 11/03/2026



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Alguns comentários de apoio:










quarta-feira, 11 de março de 2026

Diego El Khouri no Conexão Roots falando de arte underground e literatura independente

 



No dia 10/04, às 20h, a Conexão Roots recebe Diego El Khouri para um bate-papo sobre arte, literatura independente e cultura underground. A apresentação fica por conta de Cris Roots e JP Roots.

Diego El Khouri é um dos criadores da lisérgica  punk Editora Merda na Mão, fundada em 12 de abril de 2020 por Fabio da Silva Barbosa e pelo próprio artista. A editora nasceu com uma missão direta: publicar os impublicáveis.

Trata-se de uma editora independente dedicada a obras ousadas, marginais e sem espaço no mercado editorial tradicional. A Merda na Mão abre caminho para autores e artistas que enfrentam barreiras no circuito convencional, publicando livros, zines, HQs e poesia com uma estética profundamente subversiva, cultural e underground.

Em quase seis anos de atividade editorial, já são mais de 50 publicações, somando cerca de 60 títulos.

Entre suas características marcantes estão:

  • Publicação gratuita para autores, algo raro no cenário editorial.

  • Atuação multiforme, envolvendo livros, zines, distro, eventos e presença em feiras culturais.

  • Projetos ligados à editora, como o selo musical Ruídos Absurdos, voltado para a cena noise, hardcore e experimental.

  • Distribuição de CDs e materiais de bandas do underground.

Durante o programa, o público também poderá participar enviando perguntas ao convidado, tornando o bate-papo ainda mais direto e interativo.

Instagram da rádio: https://www.instagram.com/web.radio.jp_roots67?igsh=MXZ6bXVoOGpjN3cwYg==



https://editoramerdanamao.blogspot.com/

terça-feira, 10 de março de 2026

O ARTISTA ESTÁ EM CRISE.

 Por Gutemberg F. Loki.


O artista está mal

O artista está em crise

O mundo não ajuda

E a vida não é nada easy


O artista está mal

O artista está em crise

Céus tão escuros

Momentos em reprise


O artista está mal

O artista está em crise

Sonhos que choram

Debaixo da marquise


O artista está mal

O artista está em crise

O artista se pergunta:

"Onde está a sua expertise?"


O artista está mal 

O artista está em crise,

Mas ele sabe que não pode

Viver com a alma na valise


O artista está mal 

O artista está em crise,

Mas ele precisa reagir 

Antes que a dor o pulverize.

domingo, 8 de março de 2026

Editora Merda na Mão celebra o 8 de março como dia de luta e resistência

  

 

 

Hoje é 8 de março.

Hoje  é dia de celebrar a luta e resistência. 


O Dia Internacional da Mulher nasceu da revolta. Do sangue escorrendo pelos lares e ruas. Nasceu da luta de mulheres  que disseram: CHEGA!


No início do século passado, operárias morreram queimadas dentro de uma fábrica onde trabalhavam em condições brutais, com portas trancadas e jornadas desumanas. A memória delas virou símbolo de resistência.


Chega de violência.

Chega de abuso.

Chega de machismo.


O feminicídio é real. A brutalidade do machismo também. E isso precisa acabar. casos violentos se proliferam dia após dia, segundo após segundo... e não podemos nos calar.


A Editora Merda na Mão se posiciona contra o feminicídio e contra toda forma de violência contra mulheres.


Resistência sempre. 


Editora Merda na Mão.

Publicando os impublicáveis

e cuspindo no status quo.



Título: Marielle Franco
Técnica: Óleo sobre papel
Dimensões: 420 x 297 mm
Artista: Diego El Khouri





Título: Rosa Parks
Técnica: Óleo sobre papel
Dimensões: 420 x 297 mm
Artista: Diego El Khouri

sábado, 7 de março de 2026

HQ O Filósofo da Maconha e zines chegam ao lar do camarada Ivan Silva

 



Chegou na casa do múltiplo artista  Ivan Silva , O FILÓSOFO DA MACONHA — acompanhado de vários outros zines saídos direto das vísceras da EDITORA MERDA NA MÃO. 

Ivan é camarada antigo dos idealizadores da editora, principalmente de Diego El Khouri. Lá atrás, entre 2012 e 2013, eles fizeram juntos as três edições do lendário Zine Brenfa — que virou peça clássica na cena underground.



E tem mais camada nessa história:

Ivan chegou a musicar, certa vez, um poema de Fabio da Silva Barbosa — justamente um dos pilares criativos por trás do quadrinho. Ou seja, as conexões não são recentes. Elas vêm sendo costuradas há anos, entre som, palavra e imagem.


Agora o ciclo se expande.




O Filósofo da Maconha esfumaçando lares.

126 PÁGINAS de fôlego.

Roteiro de Fabio da Silva Barbosa, desenhos de Diego El Khouri e prefácio de Ciberpajé .

Mais que envio, é reencontro.

Mais que quadrinho, é continuidade de uma trajetória feita no papel, na amizade e na insistência.

É com honra que esse trabalho chega às mãos de um velho parceiro de batalha gráfica e sonora.


         A Editora Merda na Mão segue publicando os impublicáveis e cuspindo no status quo, porraaaa!!!!!



Ahh.. vale ressaltar que na primeira página da HQ, Diego  fez uma caricatura exclusiva de Ivan, acompanhada de dedicatória — como acontece com todo mundo que adquire O Filósofo da Maconha.

É aí que a coisa muda de chave: deixa de ser apenas uma história em quadrinhos e passa a ser uma peça única. Cada exemplar ganha intervenção direta, traço original, gesto irrepetível.




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Como aqui já foi dito nessa postagem:

Entre 2012 e 2013, Diego produziu ao lado de Ivan  as três edições do zine Brenfa — um artefato gráfico ácido, direto e sem pedir licença.

O foco principal eram cartuns e charges críticas, mirando o moralismo, a caretice e o teatro social. Mas as duas primeiras edições também abriram espaço para poesias, textos e uma entrevista bombástica com o poeta Glauco Mattoso. 


Abaixo as 3 edições publicadas na época:




zine Brenfa nr. 1
16 Páginas
Dimensões: 21 x 15 cm
Ano: 2012
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zine Brenfa nr. 2
16 Páginas
Dimensões: 21 x 15 cm
Ano: 2012

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A terceira edição veio como um soco editorial: especial, reunindo os melhores cartuns das duas anteriores, somados a trabalhos inéditos. Foi a mais robusta — 28 páginas — e a única com capa e contracapa coloridas. Dentro, apenas cartuns e charges. Só lâmina gráfica.

Brenfa não era só um zine. Era munição artesanal contra o status quo.



* Capa

zine Brenfa nr. 3
28 Páginas
Dimensões: 21 x 15 cm
Ano: 2013




                                                             Contracapa


                              ******************************************

                                     editoramerdanamao@yahoo.com


                                                   Pix: 02098805110

                                  R$ 50 reais na mão ou R$ 60,00 via correio


                                * Postado originalmente no blog da Merda na Mão: 


                                https://editoramerdanamao.blogspot.com/

domingo, 1 de março de 2026

O Filósofo da Maconha pousou em Goianira

  


O talentoso músico Renato Oliveira  recebeu essa semana, no seu trampo no Correios em Goianira, interior de Goiás, um pacote nada comum.

Dentro dele: O FILÓSOFO DA MACONHA.

Além dos zines de brinde, recebeu também a caricatura personalizada e a dedicatória na primeira página — porque aqui quem adquire entra na obra.




E não é qualquer publicação.

126 PÁGINAS de fôlego.


Roteiro de Fabio da Silva Barbosa, desenhos de Diego El Khouri e prefácio de Ciberpajé.

Tem algo simbólico nesse trajeto: Goianira também atravessa a formação de um dos envolvidos no quadrinho, o outsider Diego. Parte da vida foi vivida ali — e agora a história retorna em papel, circulando justamente pelas mãos de quem trabalha fazendo mensagens viajarem.




A  Editora Merda na Mão segue publicando os impublicáveis e cuspindo no status quo. 


Papel em trânsito.

Ideia em movimento.


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