quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Por Murilo Pereira Dias

E enfim não resta mais lembranças, não se têm expectativas, nem esperança!!! O passado foi vivido e já se foi esquecido!!! Encontra-se a ausência do presente!!!! A realidade de estar em si!!! Estar em buscas de nada e não mais desejar!!!! Ser !!! Ou estar!!!! Ilusão ou altruísmo, destruição e caridade!!! Guerra e paz!!!! Sem sentido ignorante e intelectuais!!!! Árvores carne nuvens vegetais!!!! Enfim algo que me faz pensar!!!! O fim do cigarro!!!!

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

domingo, 20 de novembro de 2016

PARA NÃO TER UM TRISTE FIM

Por: Edu Planchêz


as baratas possuem mais sangue
que as pessoas desse país tacanho,
infelizmente
lembro que a professora da ufrj,
disse-nos para não pormos a culpa da desinformação,
no povo, pois existe um projeto,
uma ideologia do capital dominando
o pensar das pessoas
via tudo que comunica
no sarau das estrelas,
que nos comande a virtude,
a virtuose encerrada no profundo de cada um,
na ancestralidade de todos os deuses humanos
ninguém é bobo, a sabedoria do povo,
não encolhe por muito tempo,
o dragão da maldade estica seus arames eletrificados
pelas bactérias do egoísmo
e da falta de conhecimento
da absoluta lei de causa e efeito
a nova humanidade brota desse breu,
dessa crua, diria inocência coletiva,
dos que escravizam e dos que são escravizados
mas lima barreto,
acredita que todos são policarpos quaresmas
e lutarão vencendo
para não ter um triste fim


sábado, 19 de novembro de 2016

REINO DE RATOS

Por: Edu Planchêz

lilás, a flor submersa,
submersos no mundo dos búfalos
que não temem leões,
eu e minha mulher,
eu e a colher,
ela e o doce de bananas
isso nada quer dizer,
poesia é loucura,
algo que cospe,
o ritmo da fatal astúcia
que equilibra trovões
nos véus dos que vivem tontos,
dos que não vivem por viver
tóxica armadilha,
ardil apontado para a cabeça
dos que nascem com a lua no cu,
não com o cu pra lua
e foda-se
se você não está gostando
do que escrevo,
agressividade,
é ser julgado por michael teló e cláudia leite,
país de merda,
poesia de merda
escrita por quem nunca nada leu,
pátria reino de ratos
que a história enterrará,
sem lamentos

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

DIEGO EL KHOURI

Por: Renato Griffith

Artista que diz o que pensa
E pinta aquilo que fala
Poeta que sem medo protesta
Com o rosto sem máscara
Governo imundo fascista
Cheiro de medo exala
Pois um guerreiro nasceu
Quente como fornalha
Com sangue nos olhos
Seus ideais o torna forte
Liderando a rebeldia
E fazendo a tua própria sorte
El Khouri será munição
De uma arma chamada Arte
Buscaremos revolução
Da verdadeira liberdade

terça-feira, 1 de novembro de 2016

QUAIS QUESTÕES SÃO LEVANTADAS EM AS INTERMITÊNCIAS DA MORTE, DE JOSÉ SARAMAGO?


Por: Winter Bastos 



Ele está, indubitavelmente, entre os mais importantes nomes da literatura em Língua Portuguesa no mundo. Escreveu uma série de ótimos livros como O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984)A Jangada de Pedra (1986)História do Cerco de Lisboa (1989)O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991)Ensaio sobre a Cegueira (1995) e Todos os Nomes(1997)Trata-se de José Saramago (1922-2010), não por acaso o primeiro autor em Língua Portuguesa a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura, em 1998. Depois da premiação, não se acomodou, continuou brindando seus leitores com boas obras. Vieram: A Caverna (2000)O Homem Duplicado (2002), Ensaio sobre a Lucidez (2004) e outros, dos quais destaco o interessantíssimo As Intermitências da Morte (2005).
No dia seguinte ninguém morreu” – com essa frase se inicia o romance, narrado em terceira pessoa, com digressões meio num estilo machadiano, pelo qual o narradoronisciente se permite observações marginais à ação dos personagens. Aliás, no começo sente-se a ausência dum enfoque narrativo sobre personagens específicos. É como se estivéssemos diante da descrição da aventura geral dum povo e não da história de uma ou outra pessoa determinadas. Desde 1º de janeiro ninguém mais morria no país, que não tardaria a mergulhar em polvorosa. E é esse tumulto nacional que vai sendo contado de início: um grande drama coletivo, apesar de – aparentemente – ser uma felicidade individual se livrar da morte.
A falta de falecimentos logo se revela um problema social. O mundo já está organizado sobre o pressuposto de que todos morrerão um dia. As agências funerárias vivem disso. Os hospitais pressupõem que os pacientes desenganados partam para o além (e não que se convertam em eternos agonizantes, ocupando indefinidamente os leitos). As famílias esperam que seus idosos sigam para o descanso eterno – e não que as condenem ao trabalho eterno de auxiliá-los em sua subvida cada vez mais decrépita e exigente de cuidados. Crise econômicamoral e também religiosa; afinal, sem morte, não há vida após a morte. A imortalidade, paradoxalmente, torna sem sentido a promessa cristã numa vida eterna.
Diversas instituições e grupos sempre tiraram proveito da mortandade humana (funerárias, crematórios, seguradoras, cemitérios, coveiros, carpideiras e, indiretamente, o Estado e a Igreja). Da mesma forma, surge quem busque obter vantagem a partir da ausência de falecimentos: aparece uma organização secreta chamada máphia, de quem o próprio governo acaba se tornando refém.
Depois de nos situar bem no meio desse caos em que a dita “indesejada das gentes” passa a ser mais desejada do que nunca, a narração elege um grupo restrito de personagens para traçar-lhes a trajetória. A história ganha maior concretude, com o foco narrativo partindo de certa personagem que se dá a conhecer a um violoncelista, que mal imagina o que o espera. A mulher misteriosa que a ele se apresenta de forma sedutora não é ninguém menos que a própria morte, em carne e osso. Mais viva do que nunca.
Poucas vezes na literatura, abordou-se tão bem a finitude da existência humana. O genial lusitano José Saramago é, provavelmente, o escritor que melhor deu vida a essa misteriosa dama chamada morte.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

OFÍCIO

Por: Diego El Khouri

— Você trabalha de quê?

— Sou artista plástico.

— Ok. Tudo bem. Mas você trabalha de quê?

sábado, 22 de outubro de 2016

XVIII EXPOSIÇÃO COLETIVA DE ARTES PLÁSTICAS





XVIII Exposição Coletiva de Artes Plásticas pelo instituto MOSARTE (Museu Santuário da Arte). Instituto criado pelo escultor e artista plástico Elifas Modesto.. 56 artistas. 
Curador: Diego El Khouri 
Local: Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região - Goiás —



quarta-feira, 19 de outubro de 2016

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

ENTREVISTA COM O ARTISTA PLÁSTICO DIEGO EL KHOURI




  PROGRAMA RAÍZES JORNALISMO CULTURAL  
Entrevista para o Programa Raizes Jornalismo Cultural. Foi ao  ar Sábado  (dia 24 de setembro de 2016), às 12h30min na PUC-TV. Canais: 24 TV aberta, 22 NET, 324 Sky e GVT. www.puctvgoias.com.br