quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Clécia Oliveira e a Fio Cultural Produções

  Por: Diego El Khouri

Imersa na múltiplas linguagens da arte, Clécia Oliveira desenha seu caminho: uma trajetória de dedicação e entrega, poesia  e estudos, inspiração e transpiração. Escritora, produtora, jornalista, revisora, em  seu trabalho transparece a imagem de uma pessoa que está realmente afim de colaborar de forma positiva na arte e na cultura do país. Ano passado a entrevistei no canal do youtube da Editora Merda na Mão https://www.youtube.com/watch?v=fNU7HKFVwVw no programa Deu Merda, edição número 24 (hoje o programa já ultrapassou o número 60). Clécia é uma agitadora cultural e uma escritora intensa. Idealizadora do Fio Cultural Produções e tantos outros projetos. Então vamos ler/ouvir o que essa mineira que hoje reside no Rio de Janeiro tem a dizer.


http://fetozine.blogspot.com/



1) Como se iniciou   seu   gosto pela poesia e quais  escritores te influenciaram nesse princípio?

O meu gosto pela poesia começou na infância. Eu me lembro de ter contato logo que aprendi a ler. Eu achava bonito e tentava escrever algo parecido, principalmente pensando nas rimas...rs. Uma história que me lembro é que, quando eu tinha 8 anos, fizemos um livro na 2ª série primária. Foi marcante porque, além de ter vários trechos meus na narrativa, ao final, foram selecionados poemas para compor o livro, inclusive, meus. Desde então, continuei a escrever, até mesmo durante as aulas que eu não estava muito interessada.

Sobre influências, acho difícil nomear porque tive contato com muitos autores que me chamaram a atenção, como Manuel Bandeira, Drummond, Mário Quintana, Fernando Pessoa, Machado de Assis, os beatniks, Edgar A. Poe e por aí vai. Quando jovem, passei a ter mais contato com autoras e me encantei com Cecília Meireles e Cora Coralina, por exemplo. E não paro de conhecer obras e autorxs interessantes. No meu caso, acho que as influências ficam um pouco no subconsciente. 


2) O que te motiva  a criar?

Acho que é por não aguentar que as ideias fiquem somente na minha cabeça. Acabo transformando, materializando em algo, que pode ser na literatura e em outras artes e produções. É uma forma de desabafo, crítica, de expressar sentimentos, ideias, observações, de mostrar análises sobre algo do cotidiano ou uma viagem, fantasia, etc.



3) Fale  sobre a   Fio Cultural  Produções e os eventos artísticos que promove através dela.

A Fio Cultural atua com base no tripé Cultura-Educação-Comunicação, não deixando de manter a Poesia como fio condutor. Realiza diversas atividades culturais e artísticas, produções editoriais, audiovisuais e outros projetos. Também oferece serviços nas áreas de letras, comunicação e produção. Um dos projetos próprios mais marcantes da Fio Cultural é o Sarau FioMultiCultural, que completa 6 anos em 2021. É um evento multilinguagens onde se encontram manifestações e apresentações em várias linguagens e formatos. Assim como outras atividades da Fio, busca promover reflexões, encontros e trocas entre artes, artistas, produtores, comunicadores, educadores...




4)  Como anda a cena artística e cultural no Rio de Janeiro?

Sempre foi muito efervescente, mas, durante a pandemia, está sofrendo drasticamente, assim como em várias regiões. No entanto, vejo muitos agentes culturais/artistas se reinventando com a tecnologia e promovendo atividades on-line, também continuam produzindo suas obras e encontrando outros meios de divulgá-las e de serem remunerados. No entanto, muitos estão passando grandes dificuldades. E está longe de ser o que era a cena artística e cultural. De fato, pelo menos, o movimento continua e a arte e os artistas continuam tentando exercer seus papéis e mostrar seus valores e o quanto são resistentes. 

 

5) Em Julho  de   2019 você colaborou na  construção do I  Encontro de Saraus Rio na OFF  FLIP 2019, em Paraty. Fale sobre esta iniciativa.

A ideia veio do desejo de promover encontros, trocas, interlocuções. Há saraus muito importantes e diversificados no Rio de Janeiro, que reúnem artistas que atuam com estilos, técnicas, temas, enfim, com características distintas, o que torna a produção contemporânea muito rica e diversificada na cidad


e. São muitas vozes. A OFFflip, que é um evento paralelo à Flip e que ocorre na mesma época deste evento internacional, é uma forma de conectar artistas e apresentar ao público os que não têm tanta oportunidade de estar na grande mídia e nos grandes eventos. E a proposta do Encontro de Saraus veio para agregar muito a este evento paralelo de resistência. 


6)  Fale sobre  o  Sarau D4 - Arte Erótica.

O D4 nasceu de uma conversa entre amigos que produziam obras eróticas e já haviam realizado eventos com o tema. No caso, eu, Vinni Corrêa e Ricardo Mendes. Fizemos o D4, em 2019, e tivemos uma adesão bastante significativa. Foi sucesso de público e, entre os participantes, tivemos diversidade de gêneros, de linguagens, etc. Foi um evento muito rico, com qualidade artística e que também trouxe reflexões sobre censura,  mulher x erotismo, liberdade, moralidade, respeito. A repercussão foi interessante.

Poucos meses depois, eu e outros dois amigos, Paulo Kajal e Sérgio Gramático Jr., buscamos meios de realizar um sarau erótico com título Dark Room Poético. Também foi multilinguagens. A diferença é que, de fato, teve um “dark room”, mas com toda segurança e respeito. Em janeiro de 2021, a Fio Cultural lançou o livro/coletânea “Fio Arte Erótica”, em homenagem aos dois saraus, e realizou live/sarau de lançamento.



7) Através da UFRJ você  trabalhou no Museu Nacional. O museu era um reconhecido centro de pesquisa em história natural  e antropológica  na América Latina.  Em 2  de setembro  de 2018, logo após o encerramento  do  horário  de   visitação,  um incêndio de grandes proporções atingiu os três andares do prédio do Museu, destruindo uma quantidade imensa de peças. O que representa um acidente desses para a  memória  nacional?

Na época do incêndio, eu estava gravando um documentário sobre o Museu, via Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ (FCC), onde eu trabalhava. O Museu é vinculado ao Fórum. Além disso, eu cursava uma Pós-graduação em Acessibilidade Cultural para Pessoas com Deficiências e os grupos de trabalho da Pós estavam preparando projetos para acessibilizar espaços do Museu. Infelizmente, fomos interrompidos, mas passamos a realizar os trabalhos e assistir às aulas no Museu Histórico Nacional. E, em anos anteriores, trabalhei em produções coletivas de unidades da UFRJ que envolviam o Museu.

O Museu Nacional ainda é um reconhecido centro de pesquisa e está se reerguendo. Um acidente desses mostra o quanto a cultura, educação, ciência e instituições públicas não são assistidas adequadamente. Há perdas irrecuperáveis e irreparáveis nesse caso. Muita memória se foi mesmo. Porém, muitos pesquisadores ativos estão procurando recuperar informações e prosseguir, como possível, com as pesquisas. E há, também, planejamento de reiniciar as atividades culturais, principalmente após o fim da pandemia. Não é possível ter peças perdidas de volta, mas sim conteúdos e aquisição de novas peças por meio de doações, além das resgatadas e das que não estavam no palácio na ocasião do incêndio. E, daqui para frente, espero que os trabalhos continuem e que o Museu Nacional seja reconstruído, mesmo que demore. E observo que isto está em andamento.



8) Em tempos de pandemia, como a arte deve se colocar para ocupar espaços  sem sair de casa e sem  cair no  mais do mesmo?

A palavra é Reinvenção. Já estou vendo artistas continuarem suas produções em suas casas, em seus ateliês, estúdios, etc. A forma de apresentar as produções é que muda. E muitos estão buscando as maneiras possíveis no momento e com adesão do público que necessita consumir arte. O diferencial também é o ponto que cada artista toca e como o faz. Estamos vivendo no mesmo caos, mas é possível extrair muitas coisas diferentes disso tudo. E o melhor: é um momento de bastante reflexão, autoconhecimento pessoal e artístico e, ainda, de desafio em manter a arte e a cultura em movimento. 



9) A arte  vai sobreviver ao autoritarismo?

Claro! Tempos de autoritarismo vêm de longa data. E arte não só sobreviveu como torna as situações extremas objeto das próprias produções. A arte continua resistindo e mostrando seu papel.


10) Uma frase.

Não seja mais um comum num mundo de mortos.


9) Dica de leitura(s)

Leiam os poetas contemporâneos! Há grandes artistas e obras que precisam ser conhecidas e consumidas. 



10) Um poema de  sua   autoria


Alecrim


Um doce sabor nos lábios me recorreu

Ao lembrar-me de dias espectrais 

Entre beijos, bebidas, abraços e comidas

Música farta e cantos dos amigos.

Dançávamos sem olhar para os passos

Qualquer tropeço era engraçado

Escrevíamos poesia sem tantos pêsames

E nos abraçávamos todos os meses.


Dormir é descansar para acordar para a vida 

Que continua...

É abraçar o próprio travesseiro e ficar mais esperto na rua.

Os dias de verão serão onde quisermos

Nas salas ou nas praias criadas por nós. 


E como o teatro não para!

Textos correm as vontades de expressão e interação

E se lançam em todos os lugares

Enquanto nos apresentamos pelos celulares.


O pé de alecrim está crescendo

E diz a cada dia que segue o oposto 

Do mundo que está morrendo.

A indignação veio sem autorização

Mas a humanidade não se recolherá 

Ainda veremos a vida florir com novos valores

E seremos cheiro de alecrim

Quando as ruas puderem nos recepcionar

E se encherem de verdade (s).


***Clécia Oliveira – Rio de Janeiro, RJ

É poeta, produtora cultural/audiovisual/editorial, jornalista e revisora. Coordena e produz as atividades da Fio Cultural Produções. Alguns dos projetos que atua: Sarau FioMultiCultural (6 anos), FioZines, Cine Fio, produção de livros e documentários. Atualmente, em 2021, está em andamento o projeto “Eu, na Pandemia” – livro multilinguagens, com vários autores, que será o primeiro passo para eventos relacionados ao tema.


segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Elementos pra vida

Por: Guilherme de Andrade 


Pixo estampado no centro

Ecoa na cidade a voz do gueto

Suas formas e suas letras

                                              Fora das normas

Trazem a mensagem 

Dos que não rondam a cidade

Daqueles jogados às margens 

Ainda resistindo criaram 

Sua cultura para abalar 

As estruturas cinzas 

De uma cidade morta 

Todo esse povo 

Construíram a periferia 

E com todo esse universo

Soltaram no mundo 

                                   Os batuques do samba

                                   Acalento pra alma 

Ainda não satisfeitos 

Entregaram na mão 

De toda a rapaziada 

Quatro elementos 

Que regem o tempo

                                   O Microfone 

                                    Pra rimar

                                    O spray 

                                   Pra grafitar 

                     O break (Ou  o corpo)

                                   Pra dançar 

                              O aparelho de som                        

                               Pra samplear 


Com toda essa criação 

A quebrada foi além 

Nóis por Nóis 

É tudo que nóis tem.

domingo, 1 de agosto de 2021

Conselho

Por: Guilherme Andrade


Poesia desça do pedestal! 

Retire de suas linhas 

Palavras esquecidas, mortas. 


Poesia, não se esqueça 

Seu lugar não é presa 

Mofando dentro da gaveta. 


Poesia vem pra rua

E seus versos 

Na boca do povo serão eternos.

sábado, 31 de julho de 2021

Lançamento do álbum RENOVACENO na HQWeek

 



Editora Merda na Mão

Colombo - Em Memória

 Por: Fabio da Silva Barbosa


 Colombo sobreviveu ao período do terror, 

ao período conhecido como ditadura militar no brasil. 


Colombo veio a tombar 

devido a mesma ignorância e truculência imbecil. 


Colombo foi-se/foice de covid. 


Se não fosse pelos mesmos retrógrados de outrora, 

ele ainda estaria aqui. 


Perdemos mais uma memória viva da história macabra. 


Colombo foice/foi-se, 

mas ficaram os martelos


http://memorialdademocracia.com.br/card/sequestro-fracassa-na-pista-do-galeao

segunda-feira, 26 de julho de 2021

INFORMATIVOMANIFESTOPROTESTODISCURSO 01

EDITORA MERDA NA MÃO

Publicando os impublicáveis

INFORMATIVOMANIFESTOPROTESTODISCURSO 010

Para aqueles que ainda não perderam a capacidade de leitura.

Ler três linhas e se achar bem informado é estar disponível para os manipuladores de plantão.

Fortaleça o cérebro.

- JUNHO/2021 –


A barra tá pesada e a vida tá bruta, mas a Editora Merda na Mão continua a toda intensidade resistindo, persistindo e insistindo. Rompendo cada vez mais barreiras e conquistando novos espaços. 

Já faz algum tempo desde nosso último informativo e, como sempre, muita coisa aconteceu neste intervalo. Tentaremos condensar todas as novidades aqui, mas os canais da editora vêm sendo atualizados e neles contém todo o diário de bordo.  Twitter, instragado, facebunda, youtubodigestivo, blogspot... 

Estamos em todas as áreas. Totalmente sem limites e sem fronteiras. Para conseguirmos continuar nosso ritmo de produção, estamos precisando de pessoas disponíveis a dar este mergulho na arte da produção completamente independente, imbuídas totalmente do espírito “faça você mesmo”. Muito trabalho e nenhuma remuneração, a não ser a satisfação de manter as culturas dos submundos, de resistência e de combate vivas.


Lançamentos:

- O lançamento digital da HQ Atrás do Número apresenta Laura Laco, um nome que muito em breve vocês estarão ouvindo novamente em nossa editora. 

Nossos lançamentos digitais podem ser conferidos no issuu https://issuu.com/editoramerdanama , na Zineteca Digital Colaborativa https://drive.google.com/drive/folders/1E7gPUJ8pyVQ5pBBO4pzrTCFbRG1nc6jp e em

nossas prateleiras da Cadaveric Noise Bibliothec  http://www.murderrecords.com/445547471 .

- O RANCOROSO MANIFESTO REGADO COM OS VENENOS DE UM GRINDER FILHO DA PUTA CHEIO DE PURO ÓDIO RANÇOSO DEVIDAMENTE VOMITADO, MIJADO E CAGADO PARA CIMA DE VOCÊS TODOS..., primeiro lançamento da Editora Merda na Mão, lançado em versão impressa pela holandesa MURDER RECORDS, acaba de ser lançado em versão impressa também aqui no Brasil por nossa editora. O material apresenta a entrevista realizada por Fabio da Silva Barbosa, trazendo toda a expressão do inferno de Danihell Slaughter. O material pode ser pedido pelo novo e-mail da editora. editoramerdanamao@yahoo.com

- ARACHNOPHOBIA é o novo livro de poesias de GLAUCO MATTOSO e que já está disponível pelo novo e-mail da editora. editoramerdanamao@yahoo.com

- E nossa linha de quadrinhos foi inaugurada com RENOVACENO, do CIBERPAJÉ. Corre que ainda tem, mas já está acabando. Esse também é só pedir pelo novo e-mail da editora. editoramerdanamao@yahoo.com

- A publicação contra o fascismo, 7 DIAS CORTANDO AS PONTAS DOS DEDOS, organizada por ROJEFFERSON MORAES, saiu em uma parceria entre a Editora Merda na Mão e a Na Tora Produções. Para pedidos, o contato é pelo e-mail 7dias.cortando.aponta.dosdedos@gmail.com ou natora.producoes.eventos@gmail.com

-O FILÓSOFO DA MACONHA ainda precisará de um pouco mais de tempo, pois se trata de um trabalho primoroso que está sendo muito aguardado. Vai valer a pena esperar  https://editoramerdanamao.blogspot.com/2021/05/e-producao-continuaacelerada.html- O número 62 do zine Reboco Caído já está sendo finalizado. Para garantir a versão impressa, o velho FSB preparou alguns pacotes promocionais sem gasto com correio. Melhor, só dando uma cabeçada na parede. Além de adquirir um material diferenciado, você ainda estará apoiando a produção 100% independente. Entrevistas, quadrinhos, porresias e muito e muito mais. https://editomraerdanamao.blogspot.com/2021/05/esta-vindo-por-ai-o-numero-62-do-zine.html

O contato com o zineditor para adquirir os pacotes promocionais ou números anteriores é pelo e-mail fsb1975@yahoo.com.br

- Novos números do AAAHHrte zine digital também saíram neste meio tempo e já tem mais no pente. O material continua registrando o que rola no submundo criativo. 

Este e outros lançamentos digitais podem ser conferidos no issuu https://issuu.com/editoramerdanamao, na Zineteca Digital Colaborativahttps://issuu.com/editoramerdanamao e em nossas prateleiras da Cadaveric Noise Bibliothec : //www.httpmurderrecords.com/445547471 .

- CANTO DO POVO - RAÍZES DE LIBERDADE, de GUILHERME SIQUEIRA DE ANDRADE, já está com o miolo finalizado, aguardando apenas a capa. O autor está mandando alguns escritos para um aquece até o lançamento. Se quiser ir se preparando pro que está por vir, é só acompanhar no blog.

- O novo livro de Fabio da Silva Barbosa, Fábrica de Cadáveres – Do forno ao moedor, está para sair em breve. Falta pouco. Fiquem de olho em nossas redes antissociais.

- Outros que estão na fila para saírem em breve são o Biqueira, de Rafael Vaz, e o Brazyu, de agner nyhyhwhw. Fiquem de olho em nossos canais e informem-se.


Aleluia Nunca Mais – A trilha sonora do Fim do Mundo:

Toda terça, 21:30, o programa de rádio da Editora Merda na Mão está indo ao ar pela Rádio Rota 220. O programa é uma parceria entre a Editora Merda na Mão, a Rádio Rota 220 e o Home Estúdio Popular. O programa prima por destruir as fronteiras e estourar as bolhas das zonas de conforto.

Apresentação: Rafael Vaz

Seleção musical, roteiro e concepção do programa: Fabio da Silva Barbosa

Produção e acabamento em geral: Marcos Favela e o Home Estúdio Popular

Espaço gentilmente cedido por: Vivi Yvy Kim e toda equipe da Rádio Rota 220

Links para ouvir a rádio:

https://www.radios.com.br/aovivo/rota-220/159115

https://zeno.fm/radiorota-220/

https://www.liveonlineradio.net/brazil/radio-rota-220.htm

https://www.deezer.com/search/Radio%20Rota



Camisas:

Totalmente deselegante, como não poderia deixar de ser, a Editora Merda na Mão lança sua camisa em diversos tamanhos e cores. Se você não tem medo de apanhar na rua, ser cuspido, ou que atirem coisas em você, por apenas R$ 55,00, sem gastos com correio, você pode conseguir a sua através do link 

Outras formas de pegar a sua estão em nosso blog, na postagem https://editoramerdanamao.blogspot.com/2021/05/deselegancia-garantida-eatitude.html


Novidades no blog:

Além das postagens, sempre mostrando o que tá rolando, demos uma guaribada na barra lateral do nosso blog, trazendo novas possibilidades e acessos.

Confirmam.

https://editoramerdanamao.blogspot.com/

Canal do Youtubo:

https://www.youtube.com/c/EditoraMerdanaM%C3%A3o/videos

E a programação do nosso canal continua a todo vapor.

Acende, puxa e passa direto

- O Contra Mão Musical continua saindo toda terça e trazendo convidados da cena underground. Zé Júlio e sua performance única nos brinda semanalmente com uma energia inesgotável.

- Panda Reis retorna com sua Utópica Liberdade, quinzenalmente, às sextas feiras.

- O Poukas Ideias precisou dar uma pausa para sanar certas dificuldades técnicas, mas em breve estará de volta trazendo a voz da galera que conta sua história, registrando personagens e mostrando que a vida não cabe nos roteiros previamente estabelecidos.

- O Rimas Insurgentes do Gueto não tem seguido de forma periódica devido ao corre da rapaziada, mas fiquem de olho no canal que de vez enquanto vai estar pingando novidades do programa.

- O Deu Merda também deu uma quebra na periodicidade para conseguirmos prestar atenção a outras partes, mas a carruagem segue e as novidades não param.

Começou a ir ao ar o Deu Merda Bestial – Cortes e Recortes trazendo destaques da produção deste importante veículo da editora. Além disso, continuam as entrevistas com novos convidados e sequências de entrevistas feitas anteriormente.

O Deu Merda Especial de 1 Ano também não pode ficar de fora. O programa comemorativo reuniu a nata do RAP Combativo. Ktarse, Marcos Favela, CDO e 2P mandaram o recado, com a apresentação daquele que não poderia faltar, nosso mestre de cerimônias macabras desde o primeiro programa, Diego El Khouri, o Outsider da Galáxia de Parnaso.

Os lançamentos que ocorreram no programa também merecem destaque. O Renovaceno teve seu lançamento ungido pelas palavras do Ciberpajé e o 7 Dias Cortando as Pontas dos Dedos teve um grande sarau de lançamento. Para quem perdeu, vale a pena conferir. Tá lá.

O vídeo com depoimentos de pessoas que passaram de alguma forma pela editora durante este primeiro ano também ficou massa. Presenças ilustres e defeitos especiais espargindo a loucura Merdoniana. Também estão sendo postados aos poucos os depoimentos separados.


Cadaveric Noise Bibliothec:

Além das atualizações semanais que continuam explodindo, nos próximos dias estaremos inaugurando o espaço da exposição permanente Fanzinotecapa*, onde colocaremos as capas feitas pela Fanzinoteca IFF Macaé para fanzines diversos.

*O projeto Fanzinotecapa é um projeto da Fanzinoteca IFF Macaé que consiste em fornecer capas para fanzines.


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Nossas redes:

https://editoramerdanamao.blogspot.com/

https://twitter.com/MerdaMao

https://www.instagram.com/editoramerdanamao/

https://www.youtube.com/channel/UCuvlS7xNw31Y-MsSMPw5izA/videos



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Para conferir nossas publicações:

Issu:

https://issuu.com/editoramerdanamao .

CadavericNoiseBibliothec:

http://www.murder-records.com/446506822 .

ZinetecaDigital Colaborativa:

https://drive.google.com/drive/folders/1E7gPUJ8pyVQ5pBBO4pzrTCFbRG1nc6jp .



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Para receber nosso informativo via e-mail assim que sair, entre em contato e solicite.

Daí é só aguardar que vai começar a chover merda pra você. Um prato cheio pra quem

gosta

editoramerdanamao@yahoo.com


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Agradecendo a todos aqueles que estão chegando junto e fortalecendo a proposta.

Um grande foda-se aos parasitas e chatos de plantão.


domingo, 25 de julho de 2021

a estátua do matador de índios escravista filho da puta, foi incendiada ( churrasquinho de borba gato )

Por Edu Planchêz/ Catarina Crystal


a estátua do matador de índios escravista filho da puta, 
foi incendiada, 
incendiada está minha voz de tocador de flauta demônio pan, 
papum papum papum, pumpá

fogo no rabo da estátua, fogo no teu rabo, fogo,
fogo nas carniças dos que não gostam de gente,
fogo nos neurônios dos que pensam errado,
pela inocência do desconhecimento,
por não saber historia, geografia, literatura... 
por não saber,
por chegar em casa e travar
antes da janta 
por estar esmagado 
pelas fétidas botas desses merdas 
que nos arrombam,
que sempre nos desprezou
 
fogo nas ruas 
e nos anéis do ku dos que se calam,
dos que marcham cegos para a morte
mergulhados nas presas da "amiga" serpente
sem saber, sem saber, sem saber,
eles nada sabem, nada, nada, nada, nada, nada,
estamos mortos em vida,
estamos?

a estatua do matador de indios escravista filho da puta, 
foi incendiada, 
incendiada está minha voz de tocador de flauta demônio pan, 
papum, papum, pumpá

fogo no rabo da estátua, fogo no teu rabo, fogo,
fogo nas carniças dos que não gostam de gente,
fogo nos neurônios dos que pensam errado,
pela inocência do desconhecimento,
por não saber historia, geografia, literatura... 
por não saber,
por chegar em casa e travar
antes da janta 
por estar esmagado
pelas fétidas botas desses merdas 
que nos arrombam,
que sempre nos desprezou

fogo nas ruas 
e nos anéis do ku dos que se calam,
dos que marcham cegos para a morte
mergulhados nas presas da "amiga" serpente
sem saber, sem saber, sem saber,
eles nada sabem,
eles nada sabem, nada, nada, nada, nada, nada,
estamos mortos em vida,
estamos?

a estátua do matador de índios escravista filho da puta, 
foi incendiada, 
incendiada está minha voz de tocador de flauta demônio pan, 
papum, papum, pumpá



 

quinta-feira, 22 de julho de 2021

O zine CAMA SURTA reverberando na internet

 


Interessante essa matéria de 2010 sobre o poeta Glauco Mattoso  que achei agora por acaso na internet (nesse link http://lendocancao.blogspot.com/2019/06/ao-maior.html?m=1  ). Nessa entrevista o zine CAMA SURTA, de minha lavra, é citado. puta honra! E lembrando que nós da Editora Merda na Mão  acabamos de publicar uma obra do "poeta da crueldade" intitulada Arachnophobia. Interessados pedir no email editoramerdanamao@yahoo.com.


quarta-feira, 14 de julho de 2021

Por: Gabriela Assunção


 Eles leva a droga e c acha que é por  sorte 

Se não te matar na bala

Te mata de overdose 

Sempre foi assim

 já dizia Sabotage

Usa da maldade falta com a verdade 

É o que a vida nos ensina

Veja bem, 

Brooklin

Respeito é pra quem tem

A gente aqui só vendo as criança 

Crescendo sem infância

Passando a coca numa dola

Pro playboy de lacoste 

Aprendeu com a quebrada 

Não que isso importe 

A balinha na cabeça, parça

E o menor com a cabeça cheia de bala.

Quem deixou a hk entrar

o mesmo 

que revista o preto 

com 80 tiros pra avisar.


sexta-feira, 2 de julho de 2021

Por: Edu Planchêz Maçã Silattian

"uma arma carregada não te libertará, isso é o que voce diz"

 "Ian curtis foi um menino que sofreu muito"
 "Olhos de spleen"

Ian curtis, o ultimo escombro de Manchester é ele, 
pois pós ele os caras da banda se tornaram o NEW ORDER 
assim morreu o rock e veio a discotek, 
do lixo ao lixo, do luxo ao lixo, ou...

IAN era filho da guerra, o último ESCOMBRO, diz um documentário,
"eles" ensaiavam dentro das ruinas das velhas fábricas

Diego, eu to todo recalcado, me sentindo ultrapassado, esquecido, complexado com preconceito com a minha idade, 
com a idade dos que possuem a minha idade,
 não porque quero, é uma prisão ao pensamento travado, acenderei um incenso indiano da índia de Kabir...