quarta-feira, 28 de novembro de 2018

BON-VIVANT

Por: Buffon de Carvalho

o bon-vivant
                   cruza
        o    s
                  desertos
   & 
         aproveita
     a                
                       espera:

para ele
tudo é prima-vera

& o verão
      aque  ce
               seu
               san- 
       gue


cada dor
     é uma
        oportun-idade

- antesala
      de inédito
                 gozo -
o mundo
          todo:

   praze-rosa
       química

sábado, 17 de novembro de 2018

MAQUINARIA

Por: Ikaro Maxx

Por que há tanto trovão na fúria
& ela nunca serena:
não alcançará o mar um dia?

Se uma cicatriz que não diz seu nome não fecha 
haveria sol para uma superfície que, por infinitas voltas,
se aprofunda & não se revela?

Os trabalhos cotidianos cessaram
& as lamúrias não são mais ditas.
Não amaldiçoem a vida, escravos de todas as eras.

A história testemunha todo o esforço depreendido
O sono que se coagula
numa retina tão espremida

O horizonte que se distancia enquanto se caminha
em meio ao caos & ao desejo
As terras prometidas de todos os dias
das horas imperturbáveis que bafejam

O sol que antes cuidava de nós parece querer dormir
dono de luz tão intensa que nela se afoga como numa cama
& à noite as criaturas migram de uma fome à outra
desassossegadas como na primeira noite humana

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

EIS O BURACO

Por: Edu Planchêz

nas fornalhas do corpo, nas fornalhas,
nos arredores do campo, do salão
a mim apresentado por uma bruxa,
esse salão ficava no oco de uma árvore,
disse-me isso Hans Christian Andersen
guardo comigo os três cães,
o de olhos de botão, o de olhos de xícara...
e de  olhos do tamanho de uma roda de uma carroça...
caríssimo Diego El Khouri,
apenas você me entenderia nessa hora,
apenas você navegante malungo eu
roger walters e seus irmãos pink floyd,
minha mulher catarina crystal, a rainha do egito,
a rainha, a ave, o céu de meus cabelos
sol girassol guitarras som de rio...
meus princípios cor de esmeraldas,
a batida imperfeita, eis o buraco,
a passagem
arco-íris
aviões de cera
almofada quadriculada sorvete chocolate e creme

sábado, 3 de novembro de 2018

O MITO

Por: Marizete Ribeiro

Tenho que reconhecer, Bolsonaro realmente é um mito, aceito.

O cara venceu uma eleição:

• Prometendo cortar direitos trabalhistas em um país de maioria pobre;
• Prometendo privatizar ensino num país que mais de 80% estuda em escolas públicas;
• Sendo machista num país que 50% dos eleitores são mulheres e no quinto pior país para se nascer mulher.
• Sendo racista num país onde 53% da população é negra;
• Sendo homofóbico num país que 15%,(estimados) da população é lgbt+ e no país que mais mata lgbts no mundo;
• Prometendo acabar com estudo superior gratuito num país que só produz conhecimento acadêmico em universidade federais;
• Sem uma proposta econômica clara;
• Sem proposta para segurança - ou vai me dizer que proposta para segurança é armar a população e dar permissão para Polícia matar?;
• Sem falar absolutamente nada sobre melhorar nossas estradas, nem hospitais, portos, escolas e entre outros assuntos urgentes;
• Sem dar entrevista;
• Sem ir aos debates;
• Ameaçando as minorias;
• Defendendo publicamente e reiteradamente torturadores;
• Amedrontando a oposição; falando que vai acabar com os ativismos.
• Falando em fechar STF e o Congresso;
• Convocando militares para ministérios.
• Se dizendo nacionalista, mas a favor de entregar toda a soberania nacional para os gringos;
• Usando o nome de Deus em vão ao propagar o ódio e preconceito.

Sua campanha foi no WhatsApp e em menos de 20 segundos de horário político foi para o segundo turno, arrebatando seguidores através do ódio e da raiva. Agora no segundo turno ele teve tempo mais do que suficiente para apresentar suas propostas, mas gastou seu tempo atacando o adversário.

O cara é um mito em um país que "tudo vale a pena se não for o PT"; em um país machista, racista e homofóbico; em um país que 40% da população nunca comprou um livro, num país que tem apenas 6 famílias comandando a informação midiática..

Eles dirão: Se não der certo a gente tira.

Alguém me diz como que a gente tira militares do poder?

Tem gente que acha que é batendo panelas e indo pra Paulista... Doce ilusão.

Que Deus tenha piedade de nosso Brasil!


terça-feira, 23 de outubro de 2018

POR: EDUARDO MARINHO

Tempos de trevas se anunciam. O trabalho no inconsciente criando o "anti-petismo" já vem, há mais tempo do que se percebe, sendo feito pela mídia, em jornais, programas, novelas, ajudado pela conduta deste partido, que se igualou nos procedimentos institucionais a todos os outros, embora com programas pontuais de "inclusão social", entre aspas porque essa inclusão foi puramente comercial, na capacidade de consumo, e não tocou na criação de consciência social, nem no domínio das comunicações por empresas privadas. Estas, como porta-vozes do poder econômico, trabalham na manutenção da sociedade como ela é, desumana, dependente da exploração da maior parte da população. E pra isso é preciso ignorância, desinformação, miséria, abandono e repressão desenfreada.

"Fora petê", "petê nunca mais", "tudo menos o petê", "petê comunista" e outras compulsões irracionais foram incutidas à exaustão em todos os meios de comunicação de massa, os privados, com seus profissionais de "alto nível", consciências compradas por alto preço. A mídia tem sua ala "evangélicas", entre aspas porque o evangelho é quase oposto à sua ideologia, com tanta eficiência no domínio mental que a massa dos "fiéis" nem percebe que, seguidores de Jesus (que foi preso pelas forças de segurança, torturado uma noite inteira e pendurado com pregos em madeira pra morrer), são levados, induzidos, pressionados a escolher um declarado torturador e assassino ("tem que matar uns trinta mil") pra presidente da república. Engolem até a mentira de que ele também é evangélico, na encenação feita com seu "batismo" em Israel, "pátria espiritual" da "nação evangélica".

Tempos de trevas se anunciam. É preparar o lombo, aguçar os sentidos e afiar a criatividade. Vamos precisar, até sair do túnel em que estamos entrando. 

domingo, 7 de outubro de 2018

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Por: Diego El Khouri 

A chuva  aqui  cai vorazmente. Um clima melancólico.  O cinza emoldurando  a paisagem triste num dia de domingo . Coração  apertado. Silêncio.  Só o barulho da chuva.  De que forma o Brasil vai amanhecer? De que forma vou amanhecer?


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

E MAIS UMA PRIMAVERA NESSA VIDA DE INVERNO

Por: Joka Faria


Obra de Diego El Khouri 
Tarde de primavera, leituras de “Uivo” de Alllen Ginsberg. Faço um café ouvindo velhas canções brasileiras, Antonio Marcos, Paulo Sergio, Vanusa. A vida segue em suas mudanças, primavera, cachoeiras, praias caminhadas.
Reflexões sobre as estrelas, nessa manhã caldo de cana com um amigo e velhas conversas.
E mais uma primavera nesta vida de inverno.
Saudade de alguma estrela distante. Um conto de Dalto Fidencio “Eram os deuses demônios”, poesia, canções. Um encontro com as artes plásticas, as cores de Diego El Khouri.
Vida que segue, eternamente conflitos entre homens, semideuses e astronautas. De alguma estrela viemos e lutamos para voltar.
Lia Allen Ginsberg, enquanto o sol da tarde com sua luz me permitia. Quantas vidas nesses poetas. Ontem, em momento de sonho confrontava e dialogava com estranhos seres da dimensão do espelho.
Uma terra não reconhecida pela nossa desumanidade. Os verdadeiros filhos da Terra. Quantas ilusões! E Clarice Guimarães contava-me de seus sonhos e suas desventuras nas galáxias. Eram os deuses Reptilianos? Delírio!
A vida segue, trabalho educação, deseducação. Cadê o poema que ainda não foi escrito?
Primavera, contos, ensaios, poemas.
Clarice nunca era Clarice.
Vida, enquanto não se deve atravessar espelhos.
De qual estrela viemos? Ouçamos umas velhas Canções de Edu Pranchêz … Tambores de Fogo.
Joka Faria
João Carlos Faria
Setembro, Primavera de 2018.
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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

DILACERAMENTOS



Título: Dilaceramentos
Técnica: Óleo sobre tela
Dimensões: 30 x 40 cm
Artista: Diego El Khouri

terça-feira, 18 de setembro de 2018

CONEXÃO


Título: Conexão
Técnica: mista sobre tela
Dimensões: 50 x 40 cm
Artista: Diego El Khouri

terça-feira, 11 de setembro de 2018

ESCREVES COM SANGUE E VERÁS QUE O SANGUE É ESPÍRITO


Título: Escreves com sangue e verás que o sangue é espírito
Técnica: Mista sobre madeira
Dimensões: 100 x 100 cm
Ano: 2017
Artista: Diego El Khouri