domingo, 21 de julho de 2019

quinta-feira, 18 de julho de 2019

REENCONTRO HISTÓRICO DE POETAS --- VAGABUNDOS DO DHARMA

Por: Diego El Khouri

No Rio  de Janeiro,
 a cidade-vertigem-elétrica-selvagem, Verlaine Edu Planchêz recebe Rimbaud Diego El Khouri para uma libação poética em meio  aos cacos do Século Sinistro.  A voz intensa da Catarina Crystal Blues acaricia  os tímpanos  na melodia atemporal da arte que se eterniza.



quarta-feira, 17 de julho de 2019

NASCIMENTO


 (o Cometa atravessou o peito)

Por: Diego El Khouri

Lua translúcida e mágica. A história  perpassando pelos poros e alma. Memória  viva de uma cidade, de um lugar....A poesia nas calçadas  irregulares de Paraty e a cerveja gelada no bar. Poetas por todos os lados. Música  por todos os lados.  E de repente  nos  conectamos. Somos de países  e culturas  diferentes.  Sou da cidade do sol e você da lua. Vivemos uma noite surreal pelo centro histórico  de Paraty.  até  que enfim encontramos nosso mundo. O meu mundo. O teu mundo. Fumamos  nosso baseado  fumaça  leve iluminando o cais. Conversamos com os olhos e com a boca. A lua intensa iluminava nosso coração. Dias de bebedeira na festa da poesia e estava ali apenas me embriagando no seu olhar... Naquela noite, naquele julho de 2019 (ou poderia ser qualquer ano) ali estava toda minha essência iluminada pelo amor. É impossível dizer o que se passou. Certas coisas não se descrevem com palavras. Certos atos não se desenham em versos. Aquilo foi surreal e intensamente real. Apenas o mar, a lua, as estrelas... Apenas eu e você... Você  tão distante veio para, voluntariamente, abraçar a cara da injusta miséria dessas crianças abandonadas na favela... e dar um norte belo para esses meninos e meninas ausentes e esquecidos pelo estado (estado que insisto em escrever com letra minúscula)... Nossos bolsos com guimbas de cigarro guardadas para o próximo lixo... a gente ria de tudo e de tudo o rosto pintava serenidade... paz... uma paz azul como o mar, iluminado como o céu... as pessoas não existiam mais... seu país distante, minha cidade longínqua... nossas dores e alegrias... nada mais existia... você foi o cometa que atravessou meu peito e deixou marcas profundas na minha alma... na sua alma... Talvez os caminhos não se cruzem mais... Talvez nem mais conversa, nem abraço (aquele abraço demorado cheio de ternura; o melhor abraço de nossas vidas)... Você tem uma história... A minha já se perdeu em um barco à velas que arrancou de mim meu passado... Os detalhes, gostos, jeitos, sinuosidades me transformaram ...  não preciso dizer... sempre digo que “sentir é mais que saber”... Registrar tudo que aconteceu daria mais beleza a esse desabafo-relato... Mas sentimentos não carecem de explicação... os detalhes estão guardados para sempre em nossa memória...  Para viver esse amor o que fazer ? Enfrentar a distância quilométrica que nos separa? Enfrentar um Estado fascista que na terra tupiniquim  mata nossos índios, crianças, negros e pobres? Vencer o abismo cultural contra a cultura respeitada que em sua nação vive cada dia mais? Possuir virtudes (virtudes que não tenho) perante uma história na qual você já estava acostumada? Abrir portas e janelas dessa casa fechada? O que vivemos foi real – surreal. Amor que nos engrandece e nos faz reis e rainhas nessa terra. Não  nos beijamos, nem amor fizemos ... e para nós dois, eu e você, irremediavelmente, foi que a noite mais linda de todas  que vivemos e isso ninguém nos tira.



"BOLSONARO VAI TOMAR NO CU!!!!!!!" FASCISMO NA FLIP PARATY 2019


Por: Diego El Khouri

O fascismo se faz presente no Brasil. A democracia abalada. Fui convidado à me apresentar em um evento literário em Paraty no estado do Rio de Janeiro. Foram dias incríveis na qual revi amigos e tive experiências maravilhosas. Mas o fascismo está em todos os lugares. Todo eleitor do Bolsonaro (sem exceção) não aceita o diálogo e normalmente eles tem sérios problemas de interpretação de texto. Eleitor de bolsonaro que lê livros é algo raro. São, na grande maioria, ignorantes e segregacionistas. Pois bem... a democracia em Paraty, mesmo nesse belo evento e prol da literatura, sofreu mais um ataque gravíssimo. O jornalista Glenn Greenwald, responsável pelos vazamentos da lavajato, foi convidado a dar uma palestra nessa cidade, mas os fascistas aparaceram com carro de som e fizeram tanta baderna que ficou impossível a palestra do jornalista. Até rojão os bolsominions soltaram ocasionando um acidente. Conclusão: Bolsominions são intolerantes, racistas, misóginos e homofóbicos. Muito grave o que aconteceu em Paraty.

BOLSONARO VAI TOMAR NO CU!!!

segunda-feira, 1 de julho de 2019

IMPRESSÕES SOBRE A OBRA "O LIVRO DOS ABRAÇOS" DO EDUARDO GALEANO


Por: Diego El Khouri

     Sopro de nuvens azuis. Parábolas cortantes de fel e poesia. Cheiro do desassossego no sossego dos passos. Olhar sem ver. A abstração no concreto. A matéria condensada em jogos de palavras. A maré cheia da noite. Todo dia é dia de exílio. “Perdidos em lugar algum, em lugar nenhum”.  Raízes penetrantes.  Culturas infindas. Movimentos de bocas e murmúrios. Toda uma América Latina viva, em chamas. Ditaduras e construções pictóricas.  Ditaduras e paredes calcificadas de arte e merda. Ditaduras e paisagens multifacetadas de cores e sabores.  Ditaduras e sangue e hemoglobina escorrendo calçadas e altares. Ditaduras e colonias. Ditaduras e poder. As  relações humanas e o poder.  “Portinari saiu”. Cade Portinari? Suas pinturas — cheiro de terebentina e aguarrás. A sensibilidade da imagem-poesia. Imagem-vertigem. “ Histórias estilhaçadas que encontram a parte que lhes falta”. “ No muro mordido pelos tiros”... Tiros “atravessando os tímpanos” nas trincheiras do ocidente. Caminho da luz rumo ao ocidente. Acidente. Grito sutil. Estridente. Sutilezas que marcam pegadas. Pegadas ninguém vê. Pegadas que muitos sentem. Entrar sem entrar. Neruda em trincheiras de enxofre e flores. Movimento anti fascista. As asas violentas. A águia não devia estar ali. Aqui “nas cozinhas do subúrbio”  “soprar, suavemente, a palma das mãos.” Alguns sonhos faziam fila. Olhavam ao redor. Eduardo Galeano no Livro dos Sonhos    Toda a América. Suas contradições. Olhar fino de fina poesia. Liberdade semântica. Liberdade visual. Liberdade existencial. O olhar fixo na plenitude do êxtase que lapida emoções. 
 




sexta-feira, 28 de junho de 2019

SÉCULO SINISTRO (III)



Título: Século  Sinistro (III)
Técnica: Óleo sobre papel
Dimensões: 420 x 297 mm
Artista: Diego El Khouri

terça-feira, 25 de junho de 2019

EDUARDO MARINHO EM VIA CELESTINA

Por: Diego El Khouri


Conheci Eduardo Marinho  em 2010 através do escritor Fábio da Silva Barbosa. Aquele encontro em Niterói foi um divisor de águas na minha vida. Foi um processo tumultuado e que me fez enxergar o mundo (e minha própria vida) com outros olhos. Eduardo sempre diz que o que ele fala é óbvio (e concordo), mas é um óbvio que muitas vezes não percebemos e que faz toda diferença. O contato com suas ideias nos transformam por dentro (e Eduardo talvez não tenha noção disso). Foi bom rever esse amigo tão importante nessa minha jornada nesse mundo louco.


* Eduardo Marinho está viajando pelo país lançando o documentário  Eduardo Marinho em Via Celestina

Para assistir o doc.: https://www.youtube.com/watch?v=KwAXUZQw3vc



domingo, 23 de junho de 2019

SOBRE O AMOR

Por: Diego El Khouri 

A fina beleza  do Sol não  revela apenas o olhar, mas também a pretérita paisagem  que enlaça o corpo, perfuma o ambiente e esbofeteia  o presente  na fome  que não  se instinguiu...

segunda-feira, 17 de junho de 2019

ARQUEIROS DO SUBCONSCIENTE

Por: Edu Planchêz 

-------mahatma diego el khouri,"e o mundo acabara cego", e o mundo não acabara porque a poesia da revolução que nasce de mim, de nós, arqueiros do subconsciente, que morremos cem vezes por milésimos de segundos de puras cores vítrias vidas de água e papel, vultos movidos pelo roçar do vento ora frio temperado do rio de janeiro centro da cidade mãe de meninos e meninas, de homens e mulheres rebentos do carnaval que orson welles filmou com as lentes retorcidas dos olhos do menino peri de dalva e herivelto ( que nunca abandonaram as praias, que nunca desaparecerão da urca, do casarão palco cama cozinha de grande otelo...




quarta-feira, 12 de junho de 2019

MISANTROPIA SELETIVA

Por: Ikaro Maxx

Nunca gostei muito de andar ou frequentar escritores. Sou um pouco misantropo, por vezes. Não tenho medo de andar sozinho, quando se sai do útero inteiramente só & só iremos nadar imóveis numa cova ou num jarro de cinzas. A companhia de escritores que se levam demais a sério é muito chata & inoportuna. Não gosto de ficar falando de meus projetos, se vou escrever isso ou aquilo, exceto para pessoas a quem me abro completamente como um rio sem margens o comprimindo. Gosto da convivência simples & instigada dos poetas que não se nomeiam, que não anseiam - como se viver dependesse disso - condecorações de nossa gentil & bela sociedade. Todos sabemos como a sociedade trata os poetas & os seus artistas mais inspirados. A matrix & o espetáculo se atualizam, não esqueçamos disso, porém, os sacrifícios & desperdícios continuam rolando a céu aberto ou dentro de quartos cobertos de fumaça & angústia. Os melhores artistas que encontrei pelo percurso da minha vida geralmente eram pessoas cuja sociedade normativa (careta & conservadora, uma tautologia...) jogava uma vigília apavorante sobre (aquela coisa dos "boatos", do "isso ou aquilo", do "ooooohhh"). Brilhantes, excêntricos, em elétrico devir, em pleno vôo - famintos pela vida & pela morte, pelo amor & desamor, pelo entendimento & pela incompreensão, por fugir dos rótulos & ao mesmo tempo vivendo sob alguns. Pessoas cujo humor & brilhantismo eram excitantes, excitáveis - & que dançavam mesmo no abismo. As pessoas costumam chamar a esses de "marginais", porém nós nunca fomos & nos dissemos "marginais", como se fôssemos anunciar num espaço público qualquer "TODO MUNDO PRO CHÃO, ISTO É UM ASSALTO", embora fizéssemos coisas do tipo "Deste momento em diante a alma de vocês - & seus corpos, bem entendidos - estão livres das opressões simbólicas & cadavéricas do Velho Navio Ocidente...". Exorcismos semióticos que poucos "sacaram". Esses poetas & escritores, sim, são meus companheiros. O tipo de gente que não precisa se dependurar & mamar nas bolas de um Paulo Coelho ou de um Ferreira Gular para "serem poetas ou escritores considerados" - o tipo de escritor que será o Futuro da Poesia aqui & Agora.