sexta-feira, 20 de maio de 2022

PROMOÇÃO BOMBÁSTICA VORAZ!!!!!!!!!!!!

 Malucos e malucas, estamos com mais uma PROMOÇÃO BOMBÁSTICA na Editora Merda na Mão!!!!!!    É a grande oportunidade de ter em mãos um material potente/atemporal e ao mesmo tempo contribuir com essa editora que se tornou um relevante espaço para a arte independente mundial. Para continuarmos publicando os impublicáveis contamos com o apoio de vocês adquirindo nossos lançamentos (livros, quadrinhos, camisas e CDs). A cena artística underground só existe através do nós por nós, da coletividade e auto gestão. Aproveita que essa promoção é relâmpago!!! Faça parte dessa história!!!

https://editoramerdanamao.blogspot.com/


Interessados através do ema editoramerdanamao@yahoo.com





* Incluir valor do correio

quinta-feira, 19 de maio de 2022

Danihell Slaugther delirando nas páginas fétidas da obra literária do FSB

 Nessa foto o  livro FÁBRICA DE CADÁVERES - DO FORNO AO MOEDOR  do Fabio da Silva Barbosa na Holanda no estúdio da Murder Records , distribuidora focada em som extremo, parceira da Editora Merda na Mão, a besta do Apocalipse. Pela  4ª vez Danihell Slaugther delirando nas páginas fétidas e viscerais dessa obra pesada e intensa. E aí, você também tem estômago para tal leitura?

https://editoramerdanamao.blogspot.com/


domingo, 15 de maio de 2022

O caminhar urbano na metrópole devastada — Biqueira: Obra de Rafael Vaz

 Por: Rafael Vaz



     Na busca constante de se entender e procurar entender o mundo onde vive, é que Rafael Vaz começou suas primeiras experimentações com as palavras. Paraense da cidade de Altamira, sua alfabetização começou autodidata andando com sua mãe pelo Centro da pequena cidade e perguntando o que eram as placas e fachadas das lojas com aquela diversidade de cores e fontes. Daí pra frente, sua vida foi apenas leituras. Encontrou nas letras as explicações e significado para quase tudo que provocava, e assim veio a vontade de manter-se em curso com a formação e o conhecimento.

     Ainda jovem, mudou-se para Goiânia para cursar faculdade. Ainda sem muitos amigos, começou a registrar suas experiências em um caderno, como um diário. Entre chateações por estar distante de Altamira, e as novas relações encontradas em Goiânia, surgiram os primeiros poemas deste poeta, que no início falava de suas saudades da terra natal, assim como de todo o deslocamento de ser estrangeiro à nova cidade. Que não só era estranho por ser capital, como tinha uma cultura totalmente longe daquilo que trazia consigo na bagagem.

Para saber o que queria e escreveria, passou por muitas experiências e como um novo mundo, desbravou e conheceu as ruas, becos e lugares da cidade, criou um relacionamento com as paredes e os pixos falavam consigo. Como um retirante, sobreviveu na capital através de empregos formais, de cargas e serviços gerais. Morou na rua onde encontrou sua verdadeira poesia e o que estava disposto a contar. Transformou-se então no poeta, e passou a registrar nas paredes e folhas seus poemas e sua presença no campo vivo que é a cidade. Foi ao submundo, e conheceu os ilícitos e proibidos, drogas, moribundos, cracudos, prostitutas, na noite formava sua família de conhecidos, suas conexões de sobrevivência na noite pacata da selva de pedra goiana.

     Quando cansou-se, partiu pela vontade a outros estados e cidades. Acompanhado ou sozinho  precisava ver para crer nas verdades que se diziam por aí e registrava toda sua experiência para que aqueles que lessem pudessem acreditar no que via.

A arte passa a ser motivação, motor, alimento. Passa a se dedicar simplesmente à sua produção e muitas vezes é só o que lhe sobra e permanece pelas casas de amigos que o recepcionam por um tempo para se limpar e acomodar-se. Torna-se peça viva da cidade, transborda sua poesia em lambes e pixos pelas paredes.

Biqueira é fruto dessa época. Diego El Khouri então resolve convidar Rafael Vaz para publicar na Editora um livro de poemas autorais. Dava-se a largada para a realização do que foi sonhado. As poesias haviam se transformado durante esse tempo e o livro então chega com uma ideia já bem pensada e então surge Biqueira: o primeiro livro de poemas autorais de Rafael Vaz.

 

Biqueira de Rafael Vaz é um livro que pela capa já nos mostra por onde vamos passear por esses poemas. Uma pessoa tem em suas mãos uma latinha, onde está o título do livro. O corpo se prepara para dar seu primeiro trago, assim como nós que abriremos as páginas dessa viagem. Uma imagem muitas vezes censurada e negligenciada por nossos julgamentos. A capa é do próprio autor Rafael Vaz, com a diagramação de Jackson Abacatu e a diagramação do miolo fica por conta de Fabio da Silva Barbosa. Obra lançada no segundo semestre de 2021 pela Editora Merda na Mão. A apresentação foi feita também por Fabio da Silva Barbosa, que nos conta como conheceu Rafael Vaz e iniciou essa parceria que além do livro o poeta  apresenta o  programa de rádio “Aleluia Nunca Mais, A Trilha Sonora do Fim do Mundo” pela Rádio Rota 220.

 

     Algumas imagens de entorpecentes iniciam nossa viagem. O título do livro sempre busca nos levar e falar desse lugar. De passagem e permanência, mas ao mesmo tempo de medo e morte. Biqueira é uma gíria popular para “boca de fumo”, o lugar onde são vendidos os entorpecentes. Os poemas do livro são as drogas que o autor repassa e espera que o leitor chape durante sua leitura. Começamos o livro com a frase “Acordo de manhã, meu despertador é o Sol…”, Rafael Vaz nos localiza na história, o início da sua viagem, este lugar onde todos participam: policiais, moradores de rua, traficantes, crianças, jovens, famílias, rappers… Todos tentando ser FREE. A realidade nua e crua é apresentada, não teremos liberdade e o risco sempre estará nos esperando. E o autor não esconde também sua participação neste cenário de guerra. Já nascemos prontos para isso desde criança e caminhamos “chapados” pensando como chegamos aquilo. Artista Visual, aqui Rafael Vaz, não tenta colorir ou pintar de cores coloridas a realidade, tudo é muito cinza e banhado de sangue. Sempre nos revelando algo que sempre é escondido ou maquiado, o poeta acredita que não é só por ele, afinal “carrega outros vinte loucos” consigo. Alguns deles devem ter rasgado o véu da verdade, é o que sobrava quando se tinha apenas uma caneta e um caderno nas mãos. Para o autor é uma questão de sobrevivência, “todos os dias eles nos matam, todo dia nós nascemos”. A vida não pára e no dia seguinte continua a luta pela sobrevivência. Os poemas não descansam, a luta para comer e permanecer vivos é feita todos os dias entre as trincheiras criadas pelas relações humanas. Temos também poemas que contam algumas cenas passadas em Altamira-PA, cidade do autor. Histórias dessas duas cidades (Altamira-PA/Goiânia-GO) se misturam para contarem os mundos e as relações pelas quais o poeta passou, sempre entregue a esta parte da sociedade que vive à beira e sem eira. Algumas mortes foram necessárias para que o poeta nascesse. "Fazíamos piadas das desgraças.” Percebemos que a Biqueira estava sempre presente no cotidiano do poeta, a busca por entorpecer os sentimentos durante a realidade macabra, e ao mesmo tempo as amizades e amores criados nesses lugares, “causa, destino, coisas sem nexo, que façam sentidos em mim.” O autor é culpado e também culpa os outros, mas busca dentro de si sua própria delicadeza, ele também sabe que pode agredir.

Cada poema parece uma ida à Biqueira, uma história retirada desse lugar, do momento desses encontros. Alguns passam muito depressa, outros permanecem para usarem ali mesmo e entre viagens e diálogos criam laços de amizade e sobrevivência. O autor parece ser um deles e conhecemos através do poema que leva o título do livro. Biqueira é uma releitura do poema Tabacaria de Fernando Pessoa. Nessa versão vemos a relação do autor com a Biqueira, este lugar perigoso para comunidade, mas que muitas vezes é o único lugar para muitos jovens socializarem e criarem suas cadeias de relações. Nas palafitas de Altamira ou no Centro de Goiânia, o autor mostra que algumas relações podem se repetir, diante da realidade que escancara diante de si. É o maior poema do livro e nos situa novamente no caminho do livro. Voltamos e o poeta nos conta como cria, qual o efeito da poesia em seu ser, “ser artista é sentir o mundo.” É um ser em construção, as drogas o leva a se conhecer,... Em entrar num estado de introspecção. Muitas vezes é difícil encarar a si mesmo e então questiona seus poemas e suas ações.

A vida é um acaso, o autor sempre nos avisa. Se perde e se aventura pelos relacionamentos e tudo mata, “Todos os poetas. Matam, matam, matam,” mas o gozo é complacente, e ele também goza “é anunciação do poeta”. Sempre tão chapado que os interesses imediatos são as principais vitórias do livro. E enfim, acompanhamos o autor em seu último trago e nos deixa o principal aviso:

Os poetas bons estão na boca do povo. Os melhores estão morrendo em suas casas.

M

 




Biqueira
Autor: Rafael Vaz
Capa: Cartão 300 c/ laminação brilho
Arte da capa: Rafael Vaz
Diagramação da capa: Jackson Abacatu
Diagramação do miolo: Fabio da Silva Barbosa
Formato: 14 x 21
Miolo: Offset 75 g
94  páginas 

Por apenas 30,00 + despesas postais: 40,00



 conta/DAC 90524-4, Banco Itaú, Agência: 0147, em nome de Diego El Khouri Sousa, CPF 020 988 051-10 ou pelo PIX: 62982790215 (chave: nr. De celular).
Daí é só enviar o comprovante de depósito para nosso e-mail (editoramerdanamao@yahoo.com) e escolher um número.


sexta-feira, 13 de maio de 2022

domingo, 8 de maio de 2022

O SILÊNCIO DA MINHA MÃE EM COMA

Por: Rogério Skylab


Silêncio da não comunicação.

Silêncio agudo, em chama.

De quem não aceita, nem reclama.

Silêncio que escorre, se alonga,

como um acorde sem som.

Silêncio da televisão desligada.

Silêncio que parece um parto.

Silêncio da minha mãe em coma.

Silêncio que se concentra,

indiferente a qualquer apelo.

Um silêncio longo, quieto,

em meio ao burburinho da cidade.

Silêncio que espera

(de quem escreve)

a palavra certa que não vem.

Silêncio que erra

entre as palavras

(exala seu cheiro

no interstício delas).

Silêncio que antecede ao poema

e continua nele.

Silêncio de onde vim

e para onde retornarei.

É o silêncio dela

que é o meu

diante do seu corpo.

É o silêncio da minha mãe em coma.

Silêncio que espera

e não responde

ao meu silêncio diante dela.


Rogerio Skylab

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Nosso mano Marcos Favela, que produz o programa de Rádio Aleluia Nunca Mais, o programa da Editora Merda na Mão, no corre direto com seu Home Estúdio popular




RIFA POPULAR - R$5,oo 
VALENDO
1 Gravação de Voz + 1 Remake Beat
Ou 2 Remake Beat 
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Pix: 25625557837 
Marcos de Siqueira da Silva 
Enviar comprovante de pagamento para 
(011) 9 6194 0613 (Whatsapp)
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O Sorteio será pelo Facebook e Instagram 
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Home Estúdio Popular 
Rua Matathias Nogueira Novaes - 775 
Jd. Esperança - Mogi das Cruzes - Sp 
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Concorra ou presenteia alguém. 
Qualidade e preço acessível.

domingo, 1 de maio de 2022

O primeiro material físico do braço de ruídos absurdos da Editora Merda na Mão já está disponível

Uma parceria entre a 

Editora Merda na Mão e Speed Hell Production


Garanta o seu pela editora através do e-mail
ou diretamente com a banda através de suas redes sociais
ou do e-mail




Confiram também no Para que servem os correios #12 a chegada desse material, o primeiro físico do braço sonoro
da Editora Merda na Mão

* No vídeo o clipe da música Act IV Embalmed by Darkness V, uma das faixas do EP Dominical Doom da banda Enemy Cross, lançado pela Editora Merda na Mão.