terça-feira, 6 de dezembro de 2022

Diego El Khouri no CULTURA EM PESO - conexão Brasil e Portugal

 Panda Reis  convidou Diego El Khouri , o outsider da galáxia de parnaso, pra trocar uma ideia nesse domingo (11/12/2022) no instragado : Programa conexão Brasil/Portugal



Realização: Cultura em peso

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Por: Jorginho A. Rocha

 Por que fardos?

De mãos abanando saiu mais um

Com seu cansaço e seus papéis 

Ombros baixos mas corpo leve

Devia ter se rebelado,mas...

Foi na chuva

Foi na greve

Foi com fome

Foi com sono

Foi desanimado

Obrigado

Foi triste encolhido

Gripado ou pé torcido

Foi pensando no patrão 

E nas contas que carrega

Fazer o que? Elas vêm e eu pago

--"Pelo menos isso eu uso!"

Mesmo o preço sendo um abuso

Chega em casa tira o sapato, as meias, e vai dormir

Amanhã não tem trabalho

Mas foram tantos anos 

Que até o despertador está viciado!

--"Mas um dia me liberto, durmo cedo e acordo como eu quiser , vou a padaria comprar pão,  vou sentar e tomar o meu café, posso até ir de busão,  mas sem sofrer por estar em pé.

Fico agora aposentado dos ofícios do patrão, perdi a juventude correndo, pra não perder a profissão. E agora o que eu faço? Vou pensar e já te digo, por hora me relaxo.

Já servi  demais, meu velho amigo."

(J.rocha) 2021

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

EMNM na FLIS - Feira de Literatura Incendiária Do Sendero

 


 


 No dia 27 de novembro de 2022, Guilherme de Andrade, autor do livro O CANTO DO POVO  - RAÍZES DE LIBERDADE, lançado pela Editora Merda na Mão, participou da FLIS - Feira de Literatura Incendiária Do Sendero.




Título: Canto do Povo - Raízes de Liberdade
Autor: Guilherme de Andrade
Formato: 14X21 cm
Páginas: 55
Capa: cartão 300 c/ laminação brilho
Diagramação da capa: Jackson Abacatu
Diagramação do miolo: Fabio da Silva Barbosa
Arte da capa: Lucas Santana
Revisão: Wagner Teixeira
Ano: 2021
















Domingamos na primeira feira de livro do Salão e Barbearia Sendero, fechei um daqueles finais de semana em que vivi a beleza e as delícias da vida, vivo ainda e sonhando, o Helio Neri e Renan Neres e Tatiana Fernandes, a Glaucia, o Dabis, o Matheus, o Kazé, as pessoas que organizaram algo possível dentro das quebradas, iniciativa própria e na primeira pessoa, sem intervenção (um protagonismo que deveria sempre existir em todas as quebradas e periferias), feita na unha, a muitas mãos, pelas donas de casa e pedreiros, todos que habitam esse espaço, e no final apresentamos o nosso documentário Periferia Organizada, um síntese de anos em que Neri, hélio, Gláucia Adriani, Dabis, Márcias, Ivani, Vagners, Edsons, e muitos outros atores acompanham, e então o nosso irmão querido poeta que assume a caneta como parte do ofício e apresenta suas impressões e visão sobre essa primeira de muitas feiras livros na quebrada, mais específico no Sítio do Vianas em Santo André, agora nos liga aqui nesse texto de forma umbilical, olha para esse gigante, que marca tempo e as nossas muitas aventuras.
Um pequeno brilho de luz realizado no coração do Sítio dos Vianas, essa foi minha impressão sobre a primeira edição da FLIS. Em que, meu desejo é que esse brilho possa se expandir e brilhar cada vez mais forte! As dificuldades são imensas, a começar pelo fato de se trata de uma periferia, onde os recursos mais básicos são escassos e quase não chegam, uma população desprovida do acesso ao meio cultural como um todo! A FLIS é a possibilidade de interação entre escritoras e escritores local e das regiões próximas, com a população da própria quebrada, fazer esse elo crescer e, se tornar gigante, transformar um domingo qualquer da periferia, num domingo de poesia, encontros, vivências, reflexões e alegrias!!!
Hélio Neri / Neri Silvestre.
FLIS-Feira de Literatura Incendiaria do Sendero

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terça-feira, 29 de novembro de 2022

Por: Edu Planchêz Pã Maçã Silattian

 "A maconha é professora

A dor é professora"
MAS PISE NA TERRA, RECITE DAIMOKU, NÃO COMO RELIGIÃO, SIM COMO UM CARREGADOR DE ENERGIAS, APENAS ISSO
VOCÊ SABE QUE ESCREVI ISSO
quando comecei recitar daimoku eu era um mulambo rolando
pelo lixo, fiquei assim uns bons tempos, podre, sem alma,
sujeito deprorável, imundo, derrotado, mas não aceitei isso
e colei nos companheiros da bsgi,
cara é por isso aqui estou aqui com 63 anos,
eu havia chegado ao fim aos 33,
recomecei ali, tenho apenas hoje, na real, 30
zé ramalho é monstro d'ouro
pontes de meu cerebro em teu cerebro de poeta
no planalto central do Brasil
viva a banda
diego el khouri, você esta morrendo mesmo, aceite de boa, e morra... mas se permanecer no corpo, faça daimoku e propague para o próximo, assim garantirá uma existencia magnifica, acredite, apos a morte sem precisar morrer, existe
"Estou morrendo?"
morrendo metaforicamente, capitão,
meu capitão
somos poetas, só falamos no sentido figurado,
somos apenas escudeiros das histórias dos tempos,
dos templos, dos corres
não acredite na morte
"Essa cidade provinciana é lodaçal imundo"
sempre, aqui também,
mas tem os parças
você tá no planeta estando ai,
ai nesse agora é o centro do universo,
a silaba perfeita,
o horizonte cheio de aneis dourados desse mundo
e do outro mundo, você está no planalto central,
algo muito grande se fores bom vidente, e você o é
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terça-feira, 22 de novembro de 2022

Pedregulho e não ursinho de pelúcia (artista que se adequa que se ferra!)

 Por: Diego El Khouri



__ outsider da galáxia de parnaso __



Roberto Piva dizia que tinha se tornado poeta pela "incapacidade de se conformar" e que não acreditava em "poeta experimental que não tinha a vida experimental". Artista que se adequa ao modus operandi dessa sociedade escrota e insensível é um ser fadado ao abismo histórico. Poeta não tem que ter medo de amar, de se drogar, de fazer coisas. "Se masturbar na montanha como um tecno pagão" assim "como os anjos de Rilke dando o cu nos mictórios"... São metáforas que causam incômodo em  toda família  bunda mole "tradicional" brasileira... É claro que há um preço alto em não seguir o fluxo careta e reacionário desses tempos medíocres... E que isso gera tempestades na vida cotidiana de todo outsider da galáxia de parnaso. É ainda mais gritante quando além do contexto histórico/social há a questão geográfica afiando suas garras na tentativa de frear qualquer movimento de vanguarda. Goiânia é uma cidade que vive esse sentimento blasé ... Até mesmo os ditos poetas cults independentes se embriagam nessa mesmice provinciana. Quando se produz uma arte violenta, ácida e verdadeiramente subversiva  contracultural vai ter aquelas pessoas dizendo "se adeque, perfume suas ações, seja menos chocante".. isso me faz lembrar o bardo Rimbaud no   Cabaret-Vert esporrando no copo de um parnasianismo e correndo atrás com um chicote para ver jorrar sangue na pele do  "poeta baboso" ou "poeta de gabinete", como dizia o vagabundo Piva, quando o poetinha  desmereceu a potência imagética escatológica de seus versos-ácidos. Como diz o irmão Danihell Slaugther, "somos dinamites que vai destruir essa merda toda". Somos o vírus para sacudir os corações e o vômito podre a chacoalhar  ventres doentes da engrenagem capital. Aquilo que vocês chamam de prepotência, eu chamo de punheta elétrica atravessando o século e esmagando cidades com a atemporalidade da hemoglobina herdeira de Bocage, Lautreamont, Villon, Adelaide Crapsey, Baudelaire e todos os vagabundos iluminados do Dharma, como o drogadão maravilhoso Jack Kerouac falava .




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sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Editora Merda na Mão na Feira do Livro de Porto Alegre (15º Mutação)

 


Fabio da Silva Barbosa, editor do zine Reboco Caído e um dos idealizadores da EMNM, ocupando o espaço no 15º Mutação com um arsenal poderoso





Lançamento do zine Reboco Caído #65

Os últimos exemplares dos livros

Fábrica de Cadáveres

 Futuro Cemitério

e muito mais.

O Mutação ocorre na Feira do Livro de Porto Alegre.


Nesse vídeo Fabio da Silva Barbosa (em Porto Alegre, RS) e Diego El Khouri (Aparecida de Goiânia, GO) recebendo via correio O BERRO, zine editado pelo Winter Bastos . O FSB também nesse registro apresenta a Editora Merda na Mão na Feira do Livro de Porto Alegre.

Confere essa porra aí.







dinamite cultural lisérigica delirante real





domingo, 13 de novembro de 2022

Editora Merda na Mão na XII Feira Anarquista de São Paulo

 O rapero e escritor Rodrigo Ktarse estará nesse domingo (13/11/2022) na XII FEIRA ANARQUISTA DE SÃO PAULO com o seu  livro  "RELATOS DE UM RAPERO ATEU DE QUEBRADA, obra lançada pela Editora Merda na Mão. 


                                          Só colar.



https://feiranarquistasp.wordpress.com


https://pic.twitter.com/B55URsJJis






sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Obra lançada pela Editora Merda na Mão é tema de pesquisa de conclusão de graduação em letras na UEMS - Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul:

 



Por: Ciberpajé


Amigos, o meu álbum em quadrinhos Renovaceno é um dos temas da pesquisa de TCC desenvolvida pela graduanda Ellen Caetano em seu TCC "Hipermodernidade e representações artísticas: o binário em André Sant'anna e Edgar Franco"


A pesquisa será defendida em 22 de novembro e teve orientação do Prof. Dr. Gilson Vedoin, em suas palavras:  


"Ellen Caetano utiliza como base de sua pesquisa André Sant’Anna e Edgar Franco, escritores e artistas contemporâneos, que usam dos recursos do ciberespaço, sobretudo da linguagem binária para articular suas obras. Em "Sexo (1999)", André Sant’Anna, tece críticas sociais, culturais e políticas usando do recurso binário de oposições e polarizações, e fazer seus leitores, através do estranhamento, analisarem o mundo contemporâneo superficial que se desnuda ao redor. Já Edgar Franco em "Renovaceno (2021)" se apossa dessa linguagem para articular  um mergulho interior e na natureza que  circunda o eu, tomando-a como ferramenta para enfrentamento dessa sociedade tão carregada e poluída por toda parafernália tecnológica."


Para mim é uma honra e uma alegria ter uma de minhas obras mais uma vez motivando uma instigante pesquisa acadêmica!




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segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Cautela! O fascismo ainda está aqui.


Por: Alexandre Chakal


Muito positiva a queda nas urnas do maior representante do fascismo que esse país já teve. 


Mas não esqueçam!

O regime ainda está em vigor. Eles são maioria no congresso, tem parcela expressiva no senado federal, estão presentes em praticamente todas as igrejas evangélicas do Brasil e também em outros  países, nos quartéis, nas chefias de policia que foram muito beneficiadas nos últimos quatro anos. 

Estão também  no agronegócio,  que tem poder  de comprometer a segurança alimentar de toda nação. 


E principalmente, são mais da metade da população do Brasil.  Digo mais, pois existem muitos fascistas, nazistas e amantes da extrema direita que não votaram no seu dono. Mas existem e estão prontos para promover o seu holocausto particular por aqui.


São preconceituosos, racistas, falsos moralistas, elitistas e não aceitam derrotas, apenas por acreditarem ser superiores a você.


O sul e sudeste do país, tem peso para eleger quem eles determinarem, a exemplo disso, temos hoje o governador da maior capital do Brasil, que é um ex ministro desse regime. 


Não será nada fácil. 

Uma batalha foi vencida. Mas a guerra está apenas começando.


Não descarto a possibilidade de golpe através de um impeachment do eleito.


Não descarto um assassinato do eleito para que seu vice, que flertou a vida toda com a direita assuma e a extrema direita continue atuante e avançando.


E por fim,  não fiquem emocionados demais a ponto de esquecer.

Eles ainda estão no poder, são perigosos, não tem caráter, são inimigos das artes, não gostam de pobre, odeiam preto, abominam gays e estão fortemente armados.


Hoje é o primeiro dia de muitos que teremos que lutar.

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

A CABEÇA DE HERZOG

Por: Robisson Sete 


O corpo torto de Anísio Teixeira, morto,

no fundo do fosso do elevador. 


Marighela abatido a tiros, olha o brilho escuro da luz da lua,

como se fosse a última vez.


Dandara acorrentada aos pés de um senhor de escravos,

seus dentes quebrados para que nunca mais sorria.


O véu de Dorothy Stang, coberto de sangue e formigas amazônicas

no interior do Pará.


A cabeça de Lampião, separada do corpo, exposta na feira de Caruaru,

em meio às moscas e a carne seca.


As costas lanhadas de Cláudia esfoladas pelo asfalto, sua pele arrancada

atrapalhando o trânsito.


Oitenta tiros de fuzil no bairro de Guadalupe, contra um carro repleto de negros,

apenas uma família.


Dandara dos Santos, morta a pauladas, carregada em um carrinho de mão

para dentro do caos e do esgoto a céu aberto.


Cento e onze homens sangrados em celas escuras e úmidas

de um Brazyl Carandiru.


Quatro balas põem fim à futura Senadora da República,

negra e lésbica, nas ruas do Rio de Janeiro.


Todos os indígenas mortos, todos.


A saudade, dos tantos Amarildos,

que nunca passa.


E na foto,

a cabeça de Herzog, penderá para sempre,

à nossa direita,

para que nunca esqueçamos.