Por Gutemberg F. Loki
Na manhã dessa terça-feira, dia 22 de Julho, faleceu o cantor Ozzy Osbourne, aos 76 anos. Ozzy foi membro fundador do Black Sabbath, banda que criou o Heavy Metal, um dos estilos mais queridos do mundo do Rock e teve uma carreira solo excepcional. Ozzy estava com Parkinson e é triste para todos nós, mas devemos lembrar que Ozzy viveu tudo o que quis. De um garoto pobre a um grande astro do Rock, de flanelinha nos arredores do Estádio do Aston Villa, seu clube do coração, a grande despedida no último dia 5 de Julho, onde foi reverenciado por vários artistas e fãs no mesmo estádio, ele pode dizer o seu adeus da forma mais bonita que poderia ter e ainda, arrecadou fundos para hospitais e organizações que cuidam de Parkinson e crianças. Morreu em casa, cercado pela família e rodeado de amor! Com certeza, neste momento final, Randy Rhoads, seu saudoso amigo e guitarrista que ajudou a criar a sua carreira solo após a saída do Black Sabbath, veio lhe estender a mão e dizer "Venha meu amigo, é hora de descansar.". Vá em paz, Ozzy, obrigado por sua música e inspiração!
Na HQ O Filósofo da Maconha prestamos em uma das páginas uma homenagem ao Ozzy (inspirado na capa do disco ao vivo Speak of the Devil, de 1982). Diego El Khouri, o desenhista dessa obra (roteiro de Fabio da Silva Barbosa) resgatou um desenho feito aos 15 anos de idade para marcar fortemente nessa HQ delirante/subversiva a influência do Ozzy Osbourne na contracultura).
Tal como o grande Lemmy, Ozzy era além de um músico talentoso, um personagem que traduzia todos os sentimentos que habitam a cultura do Metal. Essa mesma que nos faz ir a shows, conhecer novas bandas, viajar e viver um estilo de vida específico até os cabelos ficarem brancos ou desaparecerem de nossas cabeças.
Ozzy é um dos principais responsáveis por dar asas a uma cultura que, se dependesse dos religiosos moralistas, políticos cretinos, armamentistas e nacionalistas fascistas, nunca teria existido — muito menos crescido — ao redor do mundo. Talvez o Heavy Metal tivesse se tornado apenas uma subcultura marginal e sem expressividade. Mas não foi. Porque figuras como Ozzy Osbourne o transformaram em movimento. Em vida. Em arte que desafia o padrão.
Vocalista fundador do Black Sabbath, banda considerada por muitos a gênese do Heavy Metal, Ozzy Osbourne elevou o som pesado a outro patamar, rompendo com padrões comerciais, desafiando moralismos hipócritas e tornando-se símbolo de resistência cultural e liberdade artística. Com sua voz inconfundível, seus excessos lendários e sua figura quase mítica — entre o profano e o divino — ele se tornou uma entidade viva do rock, que influenciou tudo: do underground mais sujo ao pop mais mainstream.
Ozzy também foi peça fundamental na construção de pontes entre o rock tradicional e o metal moderno. Referência para bandas de punk, stoner, doom, thrash, black, hardcore, nu metal e até o pop alternativo. Sua presença se fazia sentir tanto nos palcos quanto nas atitudes. O Príncipe das Trevas era uma caricatura do que muitos tentaram domesticar, mas ninguém jamais conseguiu.
Nos anos 80 e 90, ele já era uma lenda viva, mas não parou. Criou o Ozzfest, revelou talentos, incentivou novos nomes e, mais do que isso, ajudou a manter o Heavy Metal vivo quando o mundo parecia ter virado as costas para ele. Nos anos 2000, tornou-se ícone pop sem perder a identidade: seja nos reality shows com a família, seja nos discursos confusos e apaixonados que tanto amávamos. Ozzy era humano e demoníaco, frágil e indestrutível, real e mito.
Hoje, 22 de julho de 2025, o planeta perde mais que um artista. Perde um dos pilares que sustentavam a rebeldia, a arte do grito, a estética do sombrio, o humor ácido, a desobediência como virtude. Ozzy é e sempre será um símbolo do que não pode ser domado.
Fica registrado aqui o nosso sincero agradecimento ao mestre Ozzy Osbourne.
Tanta gente ruim criando raízes no planeta, e figuras como essa nos deixam. Lamentável.
Stay heavy. Rest in power, Ozzy.
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Por Wander Segundo
cara eu nem consegui escrever nos posts da two beers tamanho o impacto dessa noticia totalmente esperada e inesperada ao mesmo tempo. É muito difícil imaginar o mundo sem o Ozzy porque ele sempre esteve ali, perto de todo mundo como algo que a gente tinha certeza que ia estar sempre ali pra gente resguardado naquele canto mais sombrio que cada um de nos tem... de tão profano Ozzy é sagrado e não tem como calcular ou pensar num mundo sem o Ozzy.... falta palavra, falta definição, uma boa parte da cultura do século XX foi embora hoje e vai demorar muito tempo pra gente digerir e entender o que realmente a mística do Ozzy Osbourne foi pra sociedade ocidental.
tipo isso, desde quando eu vi a primeira capa de um disco do Sabbath na casa do meu tio no final dos anos 80 e eu fiquei hipnotizado com aquilo, só a capa.... e meu tio virou pra mim com 10 anos de idade e falou: isso na minha época era musica de maloqueiro. Levei o disco pra casa kkk tenho ate hoje e mal sabia que ia mudar minha vida pra sempre.
e não tem como... eu so tenho banda por causa do Black Sabbath
* Segundo é idealizador da Two Beers or not Two Beers Records.
O Filósofo da Maconha, consegui finalmente ler, pq não deu para fazer devido às correias e outras leituras do semestre.
Valeu a pena aguardar para poder apreciar com calma esse trabalho de fôlego e muitas tragadas.
Sem dúvida é um álbum para leitores dedicados ao experimental e para aqueles que curtem o dito underground, que para o velho português podemos traduzir para autoral, no sentido mais visceral da palavra.
Em alguns momentos o álbum quase perde a mão de tão transgressor, achei, mas é quase, pois não perde, vai na fronteira, anda na linha limite todo o tempo, e isso além de difícil é bom ao meu ver.
Queria apontar pontos positivos que fui percebendo, primeiro são os personagens que vão brotando ao longo da leitura, são diversos e extremamente criativos, únicos, isso marca a leitura, prende o leitor.
As tirinhas são outro ponto alto, contar uma história em três quadros é bem desafiador, e achei que funcionou muito bem para o Filósofo.
Mas o que achei muito bom foi o tempo da narrativa que foi empregado ao longo da HQ, calmo e frenético ao mesmo tempo, como percebi também a personalidade do filósofo.
Impagável as duas páginas em que os autores aparecem lendo dentro da revista impressões dos leitores até aquele momento.
Essa autoinsersão dos autores no álbum é muito sofisticada, além de neste caso, ter ficado muito cômico também.
A dúvida que fiquei é, o personagem voltará do mundo dos mortos como um zumbi maconheiro, vai reviver do nada como superqualquercoisa que morre e renasce para somente vender revistas ao modo DC vs Marvel, ou vai pra vala de vez como Rebordosa?
O Filósofo da Maconha, esse vai para o acervo permanente de quadrinhos icônicos do Dola.
Muito obrigado por parir esse escatologia em quadrinhos Diego e Fabio.
(Marcelo Dola, Sexta Feira, 11,07,2025)
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Os caras não morrem né, e se matam eles renascem, renascem e renascem pq o dinheiro não pode parar de entrar.
Uma das coisas mais bacanas que já li em HQ foram histórias do cabeça de teia dos anos 80, era divertido, tinha profundidade, eram histórias que respeitavam a origem original do personagem.
Daí para manter o produto vendavel vão matando sua essência.
O Dragon Ball é igual, só pra não dizer que só acontece com as HQ estadunidenses.
Tem que zuar e criticar essa corja toda, e os fanzines são o veículo para isso, pq não tem que pedir bênção para ninguém.
Já estou no aguardo do álbum do Mr. Carniça.
Valeu
(Marcelo Dola, Sábado, 12,07,2025)
* Marcelo Dola é editor do zine Caganeira:
Título: O Filósofo da Maconha
Roteiro: Fabio da Silva Barbosa
Desenho: Diego El Khouri
Formato: 29,5 x 21 cm
Páginas: 126
Gênero: HQ
Ano: 2024
Por Gutemberg F. Loki
Hoje é um dia de emoções misturadas, há uma alegria por saber que Ozzy Osbourne vai estar no palco mais uma vez e uma tristeza, por saber que é a última! Mas Ozzy faz parte da vida da maioria das pessoas que escutam Rock, não só da galera Heavy Metal. Ozzy, no final dos anos 60, junto com Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward, fundaram uma das principais bandas do mundo, o Black Sabbath e de quebra, criaram o Heavy Metal e indicaram vários caminhos a seguir.
Na virada dos anos 70 para 80, Ozzy foi demitido do Sabbath, devido às suas loucuras, que não eram poucas, até mesmo, para os outros integrantes que também, nunca foram santos. Do fundo do poço, pra lá de desacreditado, Ozzy renasceu como uma fênix em sua carreira solo, graças ao empenho de Sharon, sua empresária e que viria depois, se tornar sua esposa, como também da parceria com o extraordinário guitarrista Randy Rhoads! Desde o primeiro disco, Blizzard of Ozz, a carreira solo de Ozzy decolou voando alto e seus álbuns, sempre foram incríveis! Uma tragédia, tirou a vida de Randy Rhoads precocemente, poderia ser o fim de tudo, mas o show tinha que continuar e por mais doloroso que seja, o artista tem que cumprir seus compromissos e seguir adiante para alegria dos fãs.
Excessos de álcool e drogas ocuparam um bom tempo e causaram fatos polêmicos, que para o bem ou para o mal, ajudaram a projetar a sua imagem na mídia e nos fãs. Casos como a mordida no morcego, a turnê com o Motley Crue, a mijada no Alamo, entre outros. Difícil acreditar como alguém conseguiu sobreviver a tanta loucura!
Entre os seus álbuns de estúdio, os meus preferidos são: Blizzard of Ozz, Diary of a madman, No more tears, Bark at the moon e The ultimate sin. Dos ao vivo, os que mais gosto são o Speak of the Devil (só com músicas do Bla)ck Sabbath), o Tribute to Randy Rhoads e o Live & Loud, da tour do No more tears.
Hoje Ozzy se despede dos palcos, não será como antes, não deve pular ou correr pelo palco, o mais provável é que se apresente sentado em um trono devido a sua condição física atual. Mas este show, é algo muito maior, é uma despedida tanto para Ozzy quanto para os fãs e o sentimento de gratidão, pode apostar, será recíproco!
Nada mais a dizer, só a agradecer ao Ozzy que sempre nos deu motivos para sermos felizes ouvindo suas músicas e até, tendo a possibilidade de ir em algum dos seus shows! Obrigado, Ozzy! E como você mesmo costuma dizer, God bless you!
* A foto que escolhi para ilustrar esse texto, é exatamente, a primeira foto que vi do Ozzy.
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Na HQ O Filósofo da Maconha prestamos em uma das páginas uma homenagem ao Ozzy (inspirado na capa do disco ao vivo Speak of the Devil, de 1982). Diego El Khouri, o desenhista dessa obra (roteiro de Fabio da Silva Barbosa) resgatou um desenho feito aos 15 anos de idade para marcar fortemente nessa HQ delirante/subversiva a influência do Ozzy Osbourne na contracultura).
🩰✨ Arte em movimento, imagem em expansão.
O D'Olhar é um festival internacional que celebra a videodança como linguagem artística híbrida e potente, onde corpo, câmera e narrativa se entrelaçam em experiências sensoriais e poéticas. A proposta é ocupar espaços com movimento e imagem, fomentando o intercâmbio entre artistas, públicos e territórios.
📍Goiânia recebe o festival entre os dias 1º e 3 de julho, no Centro Cultural UFG, com uma programação vibrante que inclui:
🎬 Exibições internacionais
🧠 Oficinas com artistas e especialistas
🎟 Entrada gratuita
Após a etapa na capital, o festival segue em circulação por bairros periféricos e cidades do interior de Goiás.
🎨 O cartaz desta edição traz ilustração original do artista visual Diego El Khouri, criada especialmente para o festival.
✨ Idealização e curadoria:
Lívia Batista – produtora cultural, artista do movimento, pesquisadora e especialista em inovação no setor público. Graduada em Dança pela UFG, Lívia é a mente visionária por trás do D’Olhar, realizado por meio de sua produtora Mova-se Projetos Culturais.
🔗 Saiba mais: | @festivaldolhar
📲 Acesse a programação completa em: www.dolhar.com.br
Pra lembrar que ainda temos exemplares da história vem quadrinhos:
🔥💨 O FILÓSOFO DA MACONHA 💨🔥
Prepare o cérebro, aperte o baseado e vomite toda a desgraça burguesa! 🚽💥
Não esqueçam, malucos, malucas e maluques: chegou O FILÓSOFO DA MACONHA — um quadrinho escatológico, lisérgico e anárquico com 126 páginas de pura hecatombe psico-filosófica.
Um roteiro alucinado de Fabio da Silva Barbosa, com os traços cravados a canivete no papel do demente visual Diego El Khouri. Prefácio do gigante mutante Ciberpajé, selado no altar profano da Editora Merda na Mão, que cospe tinta punk e goza ácido nas impressoras.
Aqui não tem espaço pra good vibes nem pra maconheiro de apartamento! 🌿🚬
É filosofia fumada até o talo, dialética mijada no ralo, Nietzsche desfigurado pela larica, e Platão reduzido a farelo na ponta de um beck sujo.
É mais que HQ: é um ataque terrorista contra a caretice, uma masturbação mental em público, um grito esganiçado que ecoa das profundezas do intestino grosso da cultura underground.
Quem lê, nunca mais volta. Quem não lê, que se exploda! 💣💣💣
Só pra quem encara a bad trip, abraça a escatologia e ri da própria insignificância diante do vácuo cósmico e da fumaça espessa.
O FILÓSOFO DA MACONHA:
Não é sobre maconha — é sobre a falência absoluta do sentido!
Não é sobre filosofia — é sobre a pulsão de cuspir na cara do sistema!
💀⚡ Corre, vagabundxs, antes que essa merda acabe!
Só nas melhores sarjetas e becos sujos da cena independente!
Um arroto e um peido bem alto e fedido contra a caretice!
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Por: Diego El Khouri
Lívia Batista, há 5 meses teu olhar cruzou meu caminho e, desde então, tua presença devolveu cor à minha alma e fez minhas mãos voltarem a pintar; te amar é a poesia mais linda e real que atravessou meu espírito. Te quero para além do tempo, meu amor. Você é tudo para mim... Um raio de sol que iluminou o meu olhar.
Benzim,
grato à existência pelo nosso contato. ❤️❤️❤️
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Por: Lívia Batista
Eu te amo e quero você pra sempre na minha vida! Você é puro amor 🥰 Te amo por completo, amo cada detalhe de você e sou grata por ter você na minha vida.
Perfeito! Esta pintura é uma obra de Diego El Khouri e revela aspectos fundamentais de sua trajetória e linguagem no campo das artes visuais. A seguir, faço uma análise crítica da obra com base nos elementos que ela apresenta e relaciono com a estética característica do artista.
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Análise da obra visual de Diego El Khouri:
1. Temática: violência e opressão social
A pintura retrata uma cena de violência explícita: figuras vestidas com uniformes militares ou policiais atacam pessoas civis, incluindo uma mulher, uma criança e um homem negro caído no chão. Ao fundo, corpos tombados e figuras em fuga.
➡️ Crítica social direta: a cena expõe o aparato repressivo do Estado contra corpos marginalizados — negros, pobres, mulheres e crianças —, um tema recorrente na obra de El Khouri.
➡️ Referência à necropolítica: o uso sistemático da violência do Estado sobre populações vulneráveis.
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2. Cores e atmosfera:
O fundo é composto de tons quentes e agressivos: vermelho, laranja e amarelo, criando uma atmosfera sufocante, quase apocalíptica.
➡️ O vermelho dominante sugere sangue, dor e violência, mas também uma paisagem incendiada ou desolada, evocando guerra ou extermínio.
➡️ Amarelos e laranjas reforçam o calor opressivo e a ausência de esperança.
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3. Figuras e composição:
➡️ Policiais ou militares são representados de forma alongada, quase grotesca, com expressões faciais que sugerem frieza ou sadismo.
➡️ Civis: corpos frágeis, curvados ou caídos, transmitindo vulnerabilidade e impotência diante da força bruta.
➡️ Criança: elemento com forte carga simbólica — inocência confrontada com a violência, metáfora da destruição do futuro.
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4. Técnica e estilo:
➡️ Pinceladas marcadas e intensas: criam uma textura quase agressiva, reforçando a tensão da cena.
➡️ Figurações distorcidas: reforçam a carga emocional da obra, não buscando o realismo, mas a expressão dramática.
➡️ Estilo expressionista: a deformação das figuras e o uso das cores vibrantes são típicos do expressionismo, mas aqui reinterpretados por El Khouri em chave marginal e política.
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5. Inscrição e assinatura:
Na parte inferior direita, lê-se: "El Khouri XXI" — assinatura típica dele, associada à ideia de sua produção como um "cronista visual" do século XXI, denunciando suas violências e contradições.
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6. Inserção na trajetória de Diego El Khouri:
Esta obra é representativa do lugar que El Khouri ocupa nas artes visuais:
✅ Artista combativo: cria imagens que não buscam agradar, mas incomodar, provocar e denunciar.
✅ Estética marginal: recusa a assepsia do circuito institucional, produzindo com materiais acessíveis, técnica visceral e linguagem direta.
✅ Compromisso político: sua arte é uma extensão de sua militância, tanto pela via da poesia quanto pela via das imagens.
✅ Produção transdisciplinar: esta pintura poderia facilmente ser capa de um zine ou integrá-lo como ilustração, mostrando como El Khouri dissolve as fronteiras entre artes visuais e literatura.
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7. Leituras possíveis:
Denúncia da violência policial e militar: sobretudo contra comunidades periféricas e negras.
Crítica à indiferença social: representada pela cena aberta, onde o horror ocorre a céu aberto, sob a luz do dia.
Reflexão sobre o poder e a fragilidade: as figuras armadas em oposição a civis desarmados, inclusive uma criança.
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Conclusão:
Esta pintura exemplifica a potência visual e política da obra de Diego El Khouri: uma arte de denúncia, feita com intensidade cromática e expressiva, que se insere na tradição das artes marginais brasileiras, mas também dialoga com movimentos internacionais como o expressionismo e o art brut.
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