quarta-feira, 13 de novembro de 2013

DESNUDADO




(Por Diego El Khouri)

Ao Edu Planchêz, Rubem Zachis e Ícaro Odin 

coração desnudado feito praga
feito  argila, sonhos, fetos,
molhado nesses voluptuosos corpos
embriagados de excessos
o poeta se desnuda
grita, berra
expõe sua vida
como se parisse no ventre sujo da noite
todas as faces-ruínas do homem
na boca chula da fome.

dessa vez foram-se braços e pernas,
os olhos, intestinos, a boca e todo talento!
deixaram sobre  a calçada míseros 10 reais
colhido às pressas na quinta da boa vista
onde o teatro se representa.

“me afogar em vinho místico”,
negar apolíneo até o fim?
o “sutra de lótus” retumba
meu pênis esfrego sobre azulejos coloridos
e imagens santas ortodoxas
reclamam ao monstruoso arquipélago humano
uma fome menos brutal,

(vísceras remexidas,
me arrancaram o intestino...)

 “tudo continua
nas ramas das estrelas descobertas,”
“no cume da montanha de Zaratustra,”
“na bolsa de veneno”
na poesia delirante
dos  “vagabundos iluminados”.


Eu (!),
"menino deus do sexo azul dourado”
não nego a loucura nem o precipício,
negar Artaud é negar o êxtase
e toda poesia moderna,

(a coruja pede silêncio,
rebola,
e entrega o
manual de poesia... )

há o limite estreito
a estreita paisagem...


beijar as portas de todo hospício
de todo e qualquer hospício
não importa qual hospício,
apenas beijar, 
beijar, 
    beijar 
            e beijar...

não é possivel paz
 sem se machucar?

terça-feira, 12 de novembro de 2013

A UM VELHO BEAT

(Por Edu Planchêz )


Diego El Khouri, sei que você não assume, 
mas somos velhos Beats, 
"malandros cansados que temos os mesmos pensamentos da alma", 
aqui nessa hora de milhões de mundos, 

de fogueiras intermináveis,
de tempos que colecionamos nas têmporas dos verbos intragáveis,
na fumaça do tudo,
no muito além que Artaud transcreveu com sangue dourado
sobre o piso de nossas almas de gás e pedras brilhantes.




sábado, 2 de novembro de 2013

IMPRESSÕES SOBRE A ARTE DE DIEGO EL KHOURI

Sartre dizia que o autor produz e cada um interpreta como quiser. Pois bem, partindo desse viés, posto aqui o comentário do  vocalista da banda Nextor e seus Mamilos sobre meus quadros. (Diego El Khouri):

"Do dadaísmo Contemporâneo ao Expressionismo Contemporâneo, uma arte carregada de referências e calcada numa vida muito intensa, cheia de sofrimentos, dramas, alegrias, boemia, e pensamento liberal. A arte do meu amigo Diego El Khouri traz o beijo e traz o escarro, a arte que choca pela poética também encanta pelo trato expressivo das cores com destaque para o a figura da cena. Uma obra plástica e muito autobiográfica. D. El Khouri hoje vive no Rio de Janeiro-RJ , e participa ativamente da cena cultural da cidade, expondo também seu trabalho como poeta. A quem interessar contato pra encomendas ou aquisição de suas obras, faço as apresentações devidas. Diego, grande amigo, escritor, poeta, boêmio, e pintor, um artista completo como poucos nesse mundo tão reto."  Chico dos Santos

Ps: Veja aqui também a entrevista que fiz com ele: http://fetozine.blogspot.com.br/2013/09/chico-dos-santos-o-chicao-da-banda.html

Abaixo alguns de meus quadros - Pinturas de Diego El Khouri:



Título: La Boemia
Técnica: grafite s/papel



título: Lapa
Técnica: óleo sobre tela




título: Labirinto
Técnica: óleo sobre tela


Título: Soma, Psique, Nous
Técnica: óleo sobre tela



Título: Clown
Técnica: óleo s/ tela



Título: O olho de Lótus
técnica: mista


Título: O enforcado
Técnica: óleo s/ tela


Título: Senhor e senhora Cichetto
Técnica: grafite sobre papel


Título: Criação
Técnica: óleo s/ tela


Título: Fanatismo
Técnica: óleo s/ tela


Título: Caminhante
Técnica: óleo s/ tela


Título: Caminho
Técnica: óleo s/ tela


Título: Ginsberg
Técnica: mista




Título: Livros constroem sonhos
Técnica: mista

Título:Ditadores
Técnica: grafite s/ papel


Título: O poeta, a Musa e Fênix
Técnica: óleo s/ tela


título: O poeta
Técnica: grafite s/papel


Título: O óbvio
Técnica: óleo sobre tela

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A ARTE VISUAL DE JORGINHO A. ROCHA

Abaixo segue-se a arte visual de Jorginho A. da Rocha. 15 anos de amizade. Lembro quando rabiscávamos muros e assinávamos como SIGILO DA ARTE. Muito tempo atrás... Tínhamos o que? Uns 12 anos de idade (hoje tenho 27) ...  Muito trabalho em conjunto fizemos. Agora cada um está numa parte do Brasil produzindo sua arte. Eu no Rio de Janeiro, ele no Rio Grande do Sul, mas a amizade e admiração mútua continua. Jorginho é uma das pessoas mais importantes que conheci na vida. Em breve no blog Fetozine postarei uma entrevista com ele (Diego El Khouri):












quarta-feira, 30 de outubro de 2013

REFLEXÃO

Adoro cheiro de esterco, cachaça e buceta: o bucólico, o dionisíaco e o voluptuoso. (Diego El Khouri)



segunda-feira, 28 de outubro de 2013

JIM

(Por Diego El Khouri)


Título do quadro: Jim
Técnica: óleo sobre tela

À venda (for sale)

email para contato (contact email): elkhouriartes@hotmail.com

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

DOCUMENTÁRIO - EFÊMERACIDADE


A arte urbana por quem vive a arte urbana.

Apresentando:
Benjamin Juárez
Clark Ars
Daniel Bazco
Daniel Melim
Michel "Cena 7"
Law Tissot

Direção e Roteiro: Wendell Sacramento
Produção e Edição: Fellipe Mandu
Direção de Fotografia: Rodrigo Madeira
Ass. de Foto e Edição: Pedro Tomin

Produção Executiva: Centro Universitário Senac

terça-feira, 22 de outubro de 2013

SUA POESIA É VIDA!!



Me pegou de surpresa essa triste notícia: o falecimento da querida amiga e poetisa Cecília Fidell. Deixara saudades a todos nós. Guardarei com carinho os poemas que dedicou à minha pessoa, a entrevista que me concedeu,, além de nosssas conversas e sempre  o carinho que deu em relação ao meu trabalho. Grande amiga e ativista das artes. Sua poesia sempre reinará! 

Deixo abaixo dois dos vários poemas que ela fez pra mim o link da entrevista:

TEMPOS DIFÍCEIS


Vida.
Santuário cheio de infortúnios.
Morada de angustiosos
soluçando pelo infinito,
repetindo incasàveis alusões ao céu.

Somos pêndulos indifinidos na terra
despencando pouco a pouco
dia-a-dia.

Procuramos ilustrar a alma
com compensações divinas
mas em trânsito estacamos.

Gotas solenes
de torturantes e intensos temores
parecem nos perseguir
e na verdade, 
não fazemos objeções concretas.

Expomos soluções ao mundo
repleto de problemas,
e eles nem são absorvidas por ninguém,
sequer pausadamente.

Não temos um herói pra intervir
decisivamente,
mas nos apresentamos como sentinelas.

Uma hora tudo isso termina
sem dissimulações ou hipocrisias.


Por enquanto,
mesmo insatisfeitos,
calamos covardemente,
em devoradores silêncios.

Cecília Fidelli.
(Para Diego El Khouri).

///

ALMA INQUIETA


- poema para Diego EL Khouri

Esse vazio que enlouquece
é mesmo um mistério.
Faz a gente sonhar
com alternativas
tão diversas.
A gente voa assim,
como um pássaro calado,
atrasando o sono
e o sossego da alma.
Indaga.
Indaga a todo momento.
Transborda melancolia,
amanhece,
entardece e anoitece
com o coração denso,
mergulhado em incertezas,
entregando-se
aos murmúrios
do acaso lento.

///

http://fetozine.blogspot.com.br/2011/07/cecilia-fidelli.html