segunda-feira, 26 de março de 2018

POR: PIERRE REVERDY (1889 - 1960)

TARDE DA NOITE…

A cor que decompõe a noite
A mesa à qual eles se sentam
O copo na lareira
A lâmpada é um coração que se esvazia
É um outro ano 
Uma nova ruga
E você já pensou
A janela espalha um quarteirão azul
A porta é mais íntima
Uma separação
O remorso e o crime
Adeus eu caio
Sobre os doces braços que me sustentam
Com o canto dos olhos eu vejo os que estão bebendo
Eu nem tento me mover
Eles estão sentados
A mesa é redonda
E minha memória também
Eu me lembro de todo o mundo
Mesmo daqueles que se foram

terça-feira, 6 de março de 2018

A LITERATURA VIVA DE CAROL SCHMID


Carol Schmid: atriz, escritora e produtora cultural. Criadora do Sarau das Minas. Nasceu em Campinas (SP). Em 1998 (aos 9 anos de idade) se mudou para Goiânia (GO), local que presenciou suas primeiras produções artísticas. Abaixo alguns de seus textos e  poemas. Em breve vai sair uma entrevista com ela no Fetozine ( fetozine.blogspot.com ).

Praia do Futuro

Sete dias a separavam dos 30. Decidiu viajar sozinha pela primeira vez. Foi à praia. Encarou o mar. Queria refletir sobre temas importantes, escrever textos inteligentes. Ato reflexo, procurou o celular na bolsa. Lembrou que o deixara propositalmente no hotel. Conhecia seus vícios.

Caminhou lentamente pela praia, arrependendo-se de algumas escolhas. Sua vida se resumia a um carro desgovernado com um piloto olhando apenas no retrovisor. A culpa era seu inferno particular. 

Concentrou-se em sentir. O sol esquentava sua pele e a água salgada borbulhava entre seus dedos. Despida de si, entrou no mar e começou a sentir uma loucura estranha. Como se todos os seus medos não fizessem o menor sentido, tampouco seus planos.

Viu uma criança com camiseta de manga comprida, rosto branco de protetor solar e boias nos braços. Ela ria euforicamente enquanto atirava punhados de areia molhada no ar e corria em círculos, sem rumo. O meio era mais importante que qualquer fim.

Não demorou para que a felicidade infantil fosse interrompida pela lasca de concha quebrada que se escondia na areia fofa. Chorou alto. Uma mulher se aproximou correndo, colocou uma toalha estendida na areia e a criança sobre a toalha. Lavou o ferimento com uma garrafa de água mineral, mostrando para a pequena que não havia necessidade de pânico.

Ambas permaneceram sentadas na toalha. A lasca de concha quebrada virou pá e construíram castelos na areia. O sol começou a se pôr. A mulher pegou a criança no colo e a levou para o asfalto. O tempo de praia havia acabado.  

Mergulhou novamente. Como um caminhar infantil rumo a lugar nenhum, talvez o grande sentido da vida seja aceitar que as coisas podem não ter sentido. 

Prendeu a respiração. Se a expulsassem do mundo, naquele instante, estaria disposta a ir.

Recordar é viver?

Era 2013 e eu estava no supermercado com minha avó. Ela pegou um pacote de linguiça, disse "vou levar para o seu avô" e o colocou no carrinho que eu empurrava. Meu avô falecera em 2010, ela não se lembrava e eu não consegui contar a "novidade". Chegando em casa ela já teria se esquecido até mesmo do pacote de linguiça.

O Alzheimer é cruel. Eu acompanhei o progresso assustador da falência da memória de minha avó e, após sua morte, afirmei que preferia morrer a ter a mesma doença. Partia do pressuposto de que não vale à pena viver sem lembrar do que se viveu. Um museu necessário, uma vida baseada em passado acumulado.

Já me falaram que o coração é apenas uma bomba de sangue e que todos os sentimentos que lhe imputamos são, na verdade, frutos da nossa mente. Não acredito nisso. Infinitos sentimentos me tomam todos os dias sem que eu possa explicá-los racionalmente. Eles vêm do coração. Vêm agora e sempre virão. São presente e futuro, mente é passado.

Hoje, repassando os últimos dias com a minha avó, percebo que, sim, ela não se lembrava do que tinha almoçado no dia anterior, e nem qual filme assistira depois do jantar, mas ela ainda se divertia com as gracinhas dos bisnetos, ainda gostava de passear, ainda tinha seus filmes e comidas preferidos. Seu coração nunca deixou de bater enquanto a doença afetava sua mente. Ela tinha presente e futuro, havia vida para ser vivida.

Olhando um dos álbuns de fotos da família, vi que meu avô escrevera atrás da capa "recordar é viver?". Hoje, com saudade dos dois, respondo: "nem sempre, vô, nem sempre".

Banho frio

Já estava saindo de casa quando o telefone tocou. De imediato, olhei o celular. Nenhuma mensagem ou ligação perdida. O que seria tão importante para se ter o telefone fixo como primeira opção?

Talvez uma tia velha ligasse informando a morte de um parente distante. Repassei mentalmente as obrigações financeiras que havia assumido naquele ano, poderia ser cobrança. Ou quem sabe um presidiário estivesse na linha, simulando o sequestro de um ente querido para extorquir o dinheiro que não tenho. Ente querido... Sorri de canto de boca, não tinha graça gargalhar sozinho. Pensei no meu pai. Depois de tudo que havíamos dito um ao outro, seria a velhice capaz de dissolver o orgulho?

Não mais que de repente, a água gelada de um chuveiro imaginário despencou sobre mim. Repleto de espasmos cardíacos, contraí os ombros e desejei que o telefone parasse em cada passo a ele direcionado.   

Por último, como sempre e pra sempre, o pensamento nela. Afinal de outra forma não haveria de ser as epifanias mentais dos apaixonados.

Voltei para fechar a porta, sentei-me no sofá. A conversa seria longa. Estava pronto para dizer não necessariamente o que precisasse ser dito, mas o que quisesse ser ouvido. A tal receita do perdão.

Atendi o telefone buscando a entonação perfeita para dialogar novamente com a felicidade. Era engano. 


Vai pro inferno

Ontem recebi uma carta do diabo.

No check list das
incongruências
desonrei
mãe e pai
matei
sonhos e vontades
sobrevivi
à base de falsos testemunhos
desejei
a mulher
não apenas do próximo
pequei
contra a castidade
e fiz do sexo meu
fictício
prazer imediato

Com o julgamento
em mãos
sigo
mentindo a liberdade
de meu corpo
vazio
enquanto minha alma
jaz
imóvel
na vala coletiva
dos covardes

Em minha defesa
nada a declarar.

Jogando futebol em uma sala cheia de cristais
(da morte, seus sentimentos e algumas reflexões)

A primeira morte da qual me recordo foi de uma prima de meu pai. Acidente de carro. Deixou quatro filhas, mas eu tinha um carinho especial por uma delas. Ela era mais velha do que eu, mas não velha o suficiente para deixar de brincar comigo. E eu gostava disso, eu era grata. Quando soube que a mãe dela havia morrido, pensei em falar alguma coisa. Treinei palavras, simulei um abraço. Eu não podia ir até ela. No auge dos 7 anos, tinha de esperar um encontro casual, programado por familiares. Demorou. Ela já não chorava e estava na piscina, com mais algumas pessoas. Eu a olhava e as palavras sumiam. Não conseguia parar de pensar que ela não tinha mais uma mãe, e eu tinha. E que eu um dia poderia deixar de ter. Assim como muita gente, assim como muitas crianças. Aquilo me apavorou. Eu não entrei na piscina naquele dia, eu não disse nada a ela.

Estávamos na chácara de um tio. Não me recordo se natal ou casamento, mas jamais me esquecerei da expressão dela. Minha avó soube da morte de sua mãe na minha frente. As costas dela se curvaram e seus olhos sumiram entre as peles das pálpebras comprimidas. Esta não pode ser a minha avó, pensei, eu nunca a tinha visto chorar. Levaram-na para o quarto, não tive coragem de entrar.

Vivi por um bom tempo como imortal. E imortais eram os que conviviam comigo. Até que ele se foi. Ele estava internado já há algumas semanas. O som do telefone tocando após a meia noite. Eu não precisava atender para saber. Mas eu atendi. E eu tive de acordar o meu pai para dizer que o pai dele havia morrido. Não sei quais palavras usei, e isso nem importava. Lembro do rosto dele, as pálpebras pareciam as da sua mãe, mas ainda sonolentas. O homem deitado no caixão não parecia o meu avô. Talvez por conta da medicação usada na UTI, ou talvez porque eu não queria que fosse ele. Não podia ser ele. E assim mantive a lembrança de meu avô ainda vivo, como forma de diminuir a dor – até então inédita – de perder alguém que a convivência diária, mesmo que às vezes sem grandes acontecimentos e no piloto automático, tornara de uma essencialidade – imperceptível aos olhos desatentos – que a  ausência revelou.  

Pity. Ah, a Pity! Ela chegou nos meus 9 anos como moeda de troca pela mudança para Goiânia e, sem qualquer dificuldade, conquistou em mim um dos amores mais bonitos que já vivi. Não foi fácil aceitar a ida dela, não foi fácil aceitar aquele espaço vazio na minha cama. 

Estava começando no meu primeiro emprego. Meu chefe iria fazer uma cirurgia no dia seguinte e me explicava um novo trabalho. Gostava de ouvi-lo falar, e gostava mais ainda quando ele pedia minha opinião e me ouvia prestando sincera atenção. Estávamos em uma discussão bastante interessante quando vi uma ligação no meu celular. Não atendi em respeito ao debate intenso, até que o telefone do escritório tocou. Haviam assassinado o pai de um grande amigo. Sem conseguir acreditar, fui até sua casa na pretensão de, com todas as minhas forças, amenizar o que quer que estivesse surgindo dentro dele. Ao vê-lo, com o olhar perdido e sem o brilho tradicional que desde a sétima série me encantava, não encontrei nenhuma palavra melhor que o meu silêncio. Só consegui abraçar. E abracei de verdade. Queria que ele soubesse que eu estava ali, e que era grata por ele ter me deixado estar com ele naquele momento, mesmo que pouco eu pudesse falar ou fazer para ajudá-lo. Não demorou para que outros amigos chegassem em sua casa e em sua vida. Hoje, acompanhando cotidianamente há dois anos sua intensa luta por justiça, eu já não o admiro como admirava na oitava série. Eu o admiro ainda mais. E mesmo que nem sempre perto, ele sabe que estou ainda ali, naquele abraço.   

Segunda-feira de manhã. Minha irmã entra aflita no meu quarto: “a vovó caiu”. Nossos pais estavam viajando, foi preciso tomar algumas decisões. Era véspera de seu aniversário e da chegada de seus irmãos. Talvez o destino já programasse a despedida.

Acontecimentos ainda mais recentes têm me feito pensar na morte diariamente. Não só minha, mas – e principalmente – das pessoas que amo. Não me tornei, contudo, uma pessoa triste.

A perda de alguém querido faz com que coloquemos compulsivamente lembranças em seu lugar, na esperança de que elas, de alguma forma, amenizem a dor da ausência. Isso funciona pouco pra mim, que logo sou tomada pelo “e se”. E se eu não estivesse sempre tão ocupada, e se eu tivesse aproveitado mais o tempo com ele, e se tivesse dito “eu te amo”.

Então eu – que nunca fui muito de falar sentimentos – decidi amar implicitamente. E, embora nem sempre com 100% de sucesso, tenho amado com sorrisos, paciência, conversas despretensiosas. Tenho amado com atenção. Atenção aos detalhes, pois estes pequenos amores serão lembranças um dia.  Assim, acordar um pouco mais cedo para tomar café com o seu pai pode te fazer perceber que ele come maçã diariamente só para poder jogar pedaços para a cachorrinha. Assistir a um filme com sua mãe pode te fazer perceber que ela, deitada no sofá com as pernas para cima, sempre dança com as pontas dos pés no ritmo da trilha sonora. Conversar sobre diversos tipos de hidratação e tintas para cabelo com sua irmã não é impossível e, por vezes, pode até ser bem legal.

Em tempos pós-copa, gosto de encarar a dinâmica da vida como um jogo de futebol numa sala cheia de cristais. Nela, os times de Deus ou do destino realizam lances arriscados – nem sempre belos – quebrando precocemente sonhos e planos. Quantos segredos não revelados, palavras ainda por dizer e ideias não realizadas se escondem nos cemitérios!     

Se a vida é o bem mais democrático já inventado, não se pode dizer o mesmo da morte. Entre elas, um segundo – que não controlamos e não sabemos onde está. A vida é curta. Mas, ao contrário do que isso possa indicar, não precisamos ter pressa.



quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

#LUTO - JUCA DE LIMA

Meus sentimentos à família do grande artista  Juca De Lima que desencarnou nessa  quarta feira. Tive a honra de sua presença na última coletiva de artes visuais que eu participei na 588 Art Show.




terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

POR: DIEGO EL KHOURI

Preciso que Baco desça na minha glândula pineal para o milagre acontecer... Mas   o estudo  deve ser uma busca árdua e  voraz.




sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

BARATA ROCKER

Em 2012, se minha memória
pós-etílica não falha, o Diego El Khouri criou um personagem embasado em mim, o que me encheu de orgulho, afinal, Diego é sujeito que, apesar de muitas birras e teimas, eu admiro muito. De certa forma, tenho a ele como uma espécie de "filho" poético, num sentido muito amplo, e tirando daí qualquer sentido de "superioridade" ou conotação de maior experiência.
Ano passado, Diego me convidou a fazer com ele a HQ "definitiva" da personagem, que ocupará um album inteiro, possivelmente lançado pela Editor'A Barata Artesanal. Como ando totalmente desanimado e perdido, não consegui até agora fazer nada.
Acontece que na última noite eu tive um sonho, em que estava com uma revista nas mãos e a capa tinha um grafismo, um logo... Era uma HQ do "Barata Rocker". Acordei, fui ao cumputador e desenhei tal grafismo, montando numa arte que o Diego El Khouri já tinha feito.
Então, vamos às artes.

(Luiz Carlos Barata Cichetto)







quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

NAM MYOHO RENGE KYO (A NÃO LINEARIDADE DO TEMPO)


Título: Nam Myoho Renge Kyo (A não linearidade do tempo)
Técnica: Óleo sobre tela
Dimensões: 100 x 80 cm
Artista: Diego El Khouri

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

ESCOLAS SEM SENTIDO...


Por: Joka Faria


Escrevi esse texto, após uma provocação de Diego El Khouri, querendo entrar num hospício.
Caro 
Diego El Khouri
Quem sabe você encontra um tal Bispo do Rosário, Solfidone e tantos outros bichos de sete cabeças. Opa, será que já estamos no hospício? Às vezes ao acaso, há quem diga ser Machado de Assis. Um outro profeta. Outros dizendo que Ets devoram Homens. Opa, Paulo Coelho também andou por hospícios.
Mas trânsito, violência urbana, escola sem sentido, faz muita gente querer estar num hospício. A arte salva! Afinal, Bispo do Rosário – incendiários. Já tivemos a vontade de Nero. Vai Diego El Khouri, a vida já é hospício. Navio sem destino. Morte é certa. Mas viver é insistir, brincar, nadar pelado em rios e cachoeiras, atravessar num bote o Atlântico, para chegar à África. Vai Diego El Khouri a vida está aí. Para que hospício? Já foi o tempo de trancafiar. É hora de subir em Vassouras, pegar carona num disco voador. E um tal de Guimarães Rosa nos disse que viver é perigoso. Para que hospícios, se todos nos emburrece e não sabemos o valor da solidariedade? Amor ao próximo?
Tantas dores, tantas cores em suas pinturas. Vai Diego, cante, dance e ame. A vida é curta! Além de um belo canal na tv a cabo, cantemos em saraus nas ruas e praças. Provoque, não o ódio, mas a solidariedade, o amor ao próximo. Vamos sair deste caos, dessa pasmaceira. Vamos ler os poetas daqui e de além mares.
Fiquemos com a poesia de Ernesto Moamba, que me encantou. Assim como um poema de Juliano Maureer. A arte, escrita e Viva a palavra. As cores de Diego El Khouri. As pinceladas de Davi Fernandes de Faria. Artes e poesia. Celebremos o Renascimento da Poesia como num dia 4 de Fevereiro de 1996.
Celebremos a vida. Somos temporais, mas nossas almas são eternas.
Joka Faria
João Carlos Faria
Fevereiro de 2018

* Retirado do blog  Entrementes/

http://entrementes.com.br/2018/02/escolas-sem-sentido

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

ALFRED MUSSET (1810 - 1857)

TRISTEZA


Eu perdi minha vida e o alento, 
E os amigos, e a intrepidez, 
E até mesmo aquela altivez 
Que me fez crer no meu talento. 


Vi na Verdade, certa vez, 
A amiga do meu pensamento; 
Mas, ao senti-la, num momento 
O seu encanto se desfez. 


Entretanto, ela é eterna, e aqueles 
Que a desprezaram - pobres deles! - 
Ignoraram tudo de talvez. 


Por ela Deus se manifesta. 
O único bem que ainda me resta 
É ter chorado uma ou outra vez.





quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

JORGE DE LIMA (1895 - 1953)

O grande desastre aéreo de ontem
 

Para Cândido Portinari



Vejo sangue no ar, vejo o piloto que levava uma flor para a noiva, abraçado com a hélice. E o violinista em que a morte acentuou a palidez, despenhar-se com sua cabeleira negra e seu estradivárius. Há mãos e pernas de dançarinas arremessadas na explosão. Corpos irreconhecíveis identificados pelo Grande Reconhecedor. Vejo sangue no ar, vejo chuva de sangue caindo nas nuvens batizadas pelo sangue dos poetas mártires. Vejo a nadadora belíssima, no seu último salto de banhista, mais rápida porque vem sem vida. Vejo três meninas caindo rápidas, enfunadas, como se dançassem ainda. E vejo a louca abraçada ao ramalhete de rosas que ela pensou ser o paraquedas, e a prima-dona com a longa cauda de lantejoulas riscando o céu como um cometa. E o sino que ia para uma capela do oeste, vir dobrando finados pelos pobres mortos. Presumo que a moça adormecida na cabine ainda vem dormindo, tão tranqüila e cega! Ó amigos, o paralítico vem com extrema rapidez, vem como uma estrela cadente, vem com as pernas do vento. Chove sangue sobre as nuvens de Deus. E há poetas míopes que pensam que é o arrebol.

LIMA, Jorge de. Poesia completa. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1980, 2 v, v. 1, p. 237).
 

domingo, 28 de janeiro de 2018

SUTRA DE LÓTUS


Título: Sutra de Lótus
Técnica: Mista sobre tela
Dimensões: 100 x 80
Artista: Diego El Khouri