segunda-feira, 27 de julho de 2015
domingo, 26 de julho de 2015
RETRATO
A artista plástica Nua Estrela, do Rio Grande do Sul, me retratou nesse belo trabalho.
Muito Obrigado. Gostei.
Abraços.
*
Pra quem quiser ver a entrevista que fiz com ela: http://fetozine.blogspot.com.br/2013/06/a-arte-expressiva-de-beti-timm.html quinta-feira, 2 de julho de 2015
DINAMITE VERBAL
- Impressões sobre o livro SALIVA de Ikaro Maxx -
(Por Diego El Khouri)
Poema é como suicídio, você não premedita, simplesmente comete.
A fronte mais que nunca aflita, branca
E pálida, os cabelos em desordem
Sousândrade
E pálida, os cabelos em desordem
Sousândrade
"A poesia é para um pequeno círculo de apreciadores meio pirados, meio sonhadores, meio iluminados". É preciso antes de tudo mergulhar e se deixar mergulhar. Ver, transbordar, transcender em palavras e experiências todas as possibilidades que a mente e a carne possibilitam. Cada palavra, em forma de jorro, descreve um amálgama de cores, uma inquietação fervilhante de sentimentos e desejos, fragmentos de histórias em poesia/prosa que vomita o âmago sem nenhuma obrigação com lógica ou coerência dos fatos. Adentrar o inferno sem a luz diáfana de Beatriz. Ser parte do mundo, crimes e vícios e seus prolongamentos. "Não é 'La Vita Nuova' de Dante." Apenas "pequenos livros atirados como pérolas aos porcos eternizados na Mente Iluminada do Buda misterioso que cospe essa dinamite verbal".
Como Ademir Assunção já dizia, Ikaro Maxx é "uma mistura de Neal Cassady com Arthur Rimbaud". Puramente "carnavalístico", "místico-transcendental"... Sua palavra-metralhadora, tendo o domínio verbal como raiz, exerce função de catarse, explosão. Poesia em movimento. "Bomba descompassada no meio de um tsunami claro como anjos".
"Sentir essa pedra que esmaga os olhos & espreme as gengivas numa fossa perfumada" .
- Como um megalomaníaco-profeta o poeta se vê naufragado no abismo, um abismo sem volta, perdido e esquecido nos vãos da linguagem. Abstração e delírio. O caminho de Dante nos inframundos mas com as portas do paraíso fechadas. O poeta é um excluído por excelência, um amaldiçoado, um dos carrascos do universo. Dessa fibra que exalta a pele trazendo ao coração pitadas de volúpia e dor. Daí nasce o poema. Desse estado de marginalidade, ou seja, da indignação, resultada do vazio e da brutalidade do mundo pragmático e sobretudo hipócrita. O artista é um ser dilacerado entre os prazeres da carne e a vontade de elevar-se espiritualmente (soma/psique/nous). Assim como o Fausto do Goethe. É um anjo decaído, um insatisfeito de marca maior -
"Jamais estive em lado algum. Nunca estive num só corpo. A metamorfose me batizou, me pegou de jeito. Larguei os andrajos do ser & me tornei uma espécie de silencioso tsunami. Uma confusão para os olhares, mas uma delícia para os toques."
"Já deitei minha cabeça numa pedra & sofri pela espécie como um todo. Já permiti que os caras legais da escola & os desportistas me humilhassem durante anos enquanto eu era apenas um andrógino roqueiro com a calça cheia de nomes de bandas & totalmente sem amigos. Sei o que é o sofrimento. Sei o que é o prazer."
Nesse livro, Saliva, Ikaro Maxx propõe uma possibilidade de sensações e sentimentos variados, através de uma vasta cultura e uma vivência pelas estradas do Brasil e do mundo. A pontada na pele. Faca na carne. Um corpo que se faz faminto de vida e pulsações. Vida em sêmen jorrando. Palavra em cântaros - vinho na garganta, falo-vulva. A "combustão do Espírito em direções antes imponderáveis; algo que desce do crânio até as bordas & zonas limítrofes do corpo como magma."
O bardo, fescenino por excelência, já adverte desde o inicio: Se tais palavras não forem lidas com a centelha de vida, com a ânsia & amor próprios de quem está aberto ao devir, então enterraremos a força do verbo & da vida numa caixa impressa onde a Imaginação é infrutífera, morta. E toda a Obra-de-Arte perde o brilho de acessar um NOVO SENTIMENTO."
Adentremos nesse inferno sem medo, com "olhos livres" , escancarados, abertos. Sem medo de se perder nesse labirinto.
segunda-feira, 22 de junho de 2015
TODOS OS POETAS SÃO IDIOTAS! (OU TODOS OS IDIOTAS SÃO POETAS?)
( Por Luiz Carlos Barata Cichetto)
Ah, mas quanto idiotas são todos esses idiotas poetas!
Imaginam que são deuses, sábios, gênios ou profetas
Assinam "Poeta Fulano de Tal" até em cheques de banco
E ainda escrevem poesias até em papel higiênico branco.
Ah, mas que poetas babacas, especialmente os românticos!
Pensam que seu pequeno poema é o Cântico dos Cânticos
Querem a morte, mas apenas aquela morte de forma poética
Uma morte sem morte, apenas uma forma de morte estética.
Ah, mas que hipócritas, particularmente os poetas modernos
Imaginam que métricas e rimas são apenas cuidados externos
Matam estrofes em nome da falsa liberdade de expressão
A métrica, esta tem por medida a sua própria inexpressão.
Ah, mas que hipócritas são todos os poetas de cordel e bordel
Escrevem poesias em bares em finos guardanapos de papel
Depois vão pra casa, deitam e dormem, saciados por seu prazer
Enquanto putas e seus filhos deitam e morrem sem nada a fazer.
10/4/2002
Ah, mas quanto idiotas são todos esses idiotas poetas!
Imaginam que são deuses, sábios, gênios ou profetas
Assinam "Poeta Fulano de Tal" até em cheques de banco
E ainda escrevem poesias até em papel higiênico branco.
Ah, mas que poetas babacas, especialmente os românticos!
Pensam que seu pequeno poema é o Cântico dos Cânticos
Querem a morte, mas apenas aquela morte de forma poética
Uma morte sem morte, apenas uma forma de morte estética.
Ah, mas que hipócritas, particularmente os poetas modernos
Imaginam que métricas e rimas são apenas cuidados externos
Matam estrofes em nome da falsa liberdade de expressão
A métrica, esta tem por medida a sua própria inexpressão.
Ah, mas que hipócritas são todos os poetas de cordel e bordel
Escrevem poesias em bares em finos guardanapos de papel
Depois vão pra casa, deitam e dormem, saciados por seu prazer
Enquanto putas e seus filhos deitam e morrem sem nada a fazer.
10/4/2002
domingo, 21 de junho de 2015
NO VENTRE DA MÚSICA
Título: No ventre da Música
Técnica: óleo sobre tela
Tamanho: 70 cm x 50cm
Artista: Diego El Khouri
* Pintura produzida no show da banda Chá de Gim
quinta-feira, 18 de junho de 2015
USO SANGUE, NÃO TINTA PARA ESCREVER SOBRE AS ÁGUAS
(Por Edu Planchêz)
"O poeta é a antena da raça!"
(Ezra Pound)
"As flores vicejam mais nas páginas dos poetas
do que nos jardins verdadeiros."
(Rosa Kapila)
Calmaria, parece que nada se move,
que os navios foram parafusados nos freios do mar,
que a baleia das cem bilhões de bocas engoliu
minha guitarra e todos os microfones,
que os versos meus se desprenderam do poema
e mergulharam na escuridão,
nas íris dos olhos do polvo engolidor
de planetas dourados
Mas todos aqui sabem,
o gênio de um escorpião javali
jamais se engessa
perante a um mar que não salga,
de um rio que não adoça,
do espadachim que não morre e nem mata
Uso sangue, não tinta
para escrever sobre as águas,
sêmem, não óleo,
purificar a terra e o ar
terça-feira, 16 de junho de 2015
LEMBRANÇAS
(Por Fabio da Silva Barbosa)
.
lembro das luzes ao longe, iluminando o subir do morro
e daquela casa que ficava depois da última luz
onde a eletricidade ainda não tinha chegado
do esgoto a céu aberto que o menino sempre pulava
para jogar bola no campinho esburacado
.
e do choro de Dona Berenice
quando viu o filho tombar
ao ser atingido por uma bala de não sei qual calibre
e quando o sobrinho apanhou na delegacia
falaram que confundiram com traficante
.
das casas empilhadas umas sobre as outras
barracos sobre barracos
moradias sobre moradias
morando pessoas espremidas, gente sofrida
mordida por misérias, fomes e apatias
.
lembro também dos barulhos de tiros
ouvidos na hora da novela
dos apartamentos
que assistem de bem longe
se convencendo que não tem nada com a vida dos mortos
segunda-feira, 15 de junho de 2015
COLETIVA DE ARTES NO TEATRO ESCOLA BASILEU FRANÇA
Local: BASILEU FRANÇA ( Goiânia - GO)
Dia: 03, Junho, 2015
CONCERTO DE PIANO & VIOLONCELO E EXPOSIÇÃO AGAV
Av Universitária, 1750, Setor Universitário,
Setor Leste Universitário - Goiânia , GO -
Brasil - 74610-090
Dia: 03, Junho, 2015
CONCERTO DE PIANO & VIOLONCELO E EXPOSIÇÃO AGAV
Av Universitária, 1750, Setor Universitário,
Setor Leste Universitário - Goiânia , GO -
Brasil - 74610-090
Título: Fragmentos
Técnica: mista
Artista: Diego El Khouri
domingo, 7 de junho de 2015
IMAGENS DA NOITE
(Por Diego el Khouri)
Anjos empilhados em pútridos desfiles
palavras soltas na borda da noite bandida
fumaça lunar percorre pulmões de urna fina e sutil
lautréamont esquarteja a voz num rabo de foguete
o crime é presente, veste preto,
cospe fogo pelos quatro ciclos
esbofeteia a cara - límpidos fios
a fome brutal que acompanha vísceras!
meio doce e amargo - toda vida febre
lebre corre no encalço (tece vida)
ondas/ melancólicas/ imagens
sangue escorre na calçada
ouvindo "come on baby, light my fire"
pela noite infinita
Anjos empilhados em pútridos desfiles
palavras soltas na borda da noite bandida
fumaça lunar percorre pulmões de urna fina e sutil
lautréamont esquarteja a voz num rabo de foguete
o crime é presente, veste preto,
cospe fogo pelos quatro ciclos
esbofeteia a cara - límpidos fios
a fome brutal que acompanha vísceras!
meio doce e amargo - toda vida febre
lebre corre no encalço (tece vida)
ondas/ melancólicas/ imagens
sangue escorre na calçada
ouvindo "come on baby, light my fire"
pela noite infinita
quinta-feira, 4 de junho de 2015
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