sexta-feira, 27 de setembro de 2019

I ENCONTRO SARAUS RIO — OFF FLIP 2019 — PARATY/ RJ

Por: Diego El Khouri

Fui um dos poetas convidados a apresentar  na Festa Literária Internacional de Paraty 2019.

* Abaixo algumas fotos  do evento:

  







































































































sexta-feira, 20 de setembro de 2019

OUTSIDER DA GALÁXIA DE PARNASO

Por: Diego El Khouri

trago no olhar a volúpia e a morte nua revestida de delírio. sou a fome que arranca do peito o futuro e a sombra que acompanha todas as encruzilhadas no lado oposto da vida. sou a febre monódica dos bêbados no fundo dos bares. a luz opaca e nebulosa no fim dos salões manchados de gritos e vômitos. sou o silêncio que machuca toda pulsação da poesia que cerca a noite de orvalho. sou o vento suave e torpe que esbofeteia a cara da caretice e a mesmice, essa sanguessuga maldita, nunca me encontra nas esquinas, bares e ruínas na qual eu, ironicamente, sempre me encontro. sou a cálida manhã dos viciados, a têmpora maculada de lamas e fezes. e o barquinho azul na correnteza surreal e inimitável de todo bardo outsider da galáxia de parnaso.




quinta-feira, 19 de setembro de 2019

EU E VOCÊ

Por: Diego El Khouri

você não vê
que te quero nua
numa boa
peito no peito
beijo na boca

você não vê
te quero chula
palavras no ouvido
voz rouca

você não vê
te quero tensa
intensa
como a flor

você não vê
que quero o raio
que a memória moldou

você não vê
que o tempo passa
e nos reconectou

você não vê
que meu olho vê
o que você não vê

você não vê e não crê
que o corpo treme
e pedi toda insensatez

você não vê
que o olho morde
chupa, engole
todo o prazer

você não vê
que estou com você
mulher-feiticeira
senta forte
que eu quero morrer

você não vê
que me entreguei a você
mas o amor não é grade
janelas, prisões e porquês

você não vê
você não vê
que melhor do que eu
apenas você.

(Paraty, RJ; 12/07/2019)




quarta-feira, 11 de setembro de 2019

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Louvar/ Saudar / Delirar

Por: Diego EL Khouri

luas de pútridos desfiles
sofás bejes, feijão a fumaça do silêncio
noturno
maracatus espinhosos dilaceram
peitos/emoção

que crianças fúnebres
cospem sois
em congressos de merda
transbordante (?)

alesteir crowley ginsberg
na estrada,
um fino qualquer
chapados nas ordens do dia
(sem ordens)

no tênue ardor da noite
síntese, sintonia, sintoma
o verso morto
nos porões das ditaduras
disfarçadas de espetáculo


o sol é a eletricidade búdica

na face diáfana de bodisatva

o Sol é uma primavera bêbada
caída na calçada

o Sol é
o que o
o
Sol é
o
que
é

o
que
o Sol é
é
o
que

é
que é .

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