quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Viver como poeta no capitalismo tardio periférico é como assinar uma sentença de morte silenciosa.

 Por Ikaro  Max


É um suicídio lento a olhos vistos.


Quão parcas as opções, quão restritivos são os caminhos & espinhosos os percalços. Por mais talentoso ou qualificado que se possa ser a sarjeta é sempre a "serventia da casa". É quase a única opção em aberto: o letreiro DESISTA piscando em vermelho como uma porta de SAÍDA.


As portas, abertas ou fechadas, nos separam de um mundo que nos devora & nos cospe como bagaços sugados. Por trás de cada porta há um grito desconhecido & no segredo do grito uma vida imolada que sonha com a paz & conspira em segredo pela paz.


Enquanto isso estão escaneando nossas íris porque a situação é de uma miserabilidade tão difusa que as pessoas fazem literalmente qualquer coisa "por um punhado de criptomoedas a mais": até vender a alma ao Diabo ou alienar a sua própria identidade para se tornar um apêndice nômade do Capital.

terça-feira, 7 de outubro de 2025

Mensagens do abismo — poema e foto de Fabio da Silva Barbosa direto do whatsApp pro Molho Livre

 


Figuras fantasmagóricas que habitam minha mente

Figuras fantasmagóricas que sufocam meu peito

Em uma noite de vento e tempestade

Com aquele grande buraco

e o vazio existencial

Vendo a cortina de fumaça e areia cegar

Lançando vidro nos olhos

Enquanto escutam pregos furando tímpanos

E não há mais nada a fazer

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Anel de Fogo, Cabelos de Sol

 

Título: Anel de Fogo, Cabelos de Sol
Técnica: Óleo Sobre Tela
Dimensões: 39 X 39 cm
Artista: Diego El Khouri

domingo, 5 de outubro de 2025

LEGIONÁRIOS PÚRPUROS

Por Edu Planchêz Maçã Silattian


o álamo, varas de álamo empilhadas
e descascadas,
nos espelhos que em meus olhos dançam, vemos o que devemos ver,
e não, essas são as percepções
dos que observam nos espelhos
aves que são migratórias,
fluidas das dimensões intocadas
da consciência comum
dói os algos ora guardados
no subconsciente meu,
medos, do morrer,
eu devo morrer simbolicamente,
abrir as portas, os portais,
nas narrativas ocultas,
eu olho para dentro,
olho para o dia,
para a noite de mim mesmo
e sei que devo desenrolar
os rolos de seda
que estão empilhados
nos pátios, nas prateleiras,
no fundo
plantado no centro
dos ladrilhos da sala
pisada por meus pais
e minha francesa
avó eugenia planchêz,
a magnânima ave
que preparava nossos doces
e construía nossas roupas,
nossas estranhas imagens,
o mapa que nos levava
ao reino dos embriões,
das noites e dos dias,
dos pés de jenipapos
da nossa intensa infância
quero as esferas da lógica
dos enormes pássaros negros,
tenho, temos,
eu vôo com minha ama
catarina crystal,
voamos cantando
nos meandros
das fechadas matas
da mata atlântica,
iambus descem
dos relevos
e pousam nas fronteiriças
árvores
para nos ouvirem,
nas flautas,
nos cantos
agora,
o planeta dorme,
eu desparafuso
as engrenagens
usando os moldes
da noite magnífica,
absurda e estrelada
para derramar
sobre os raios dos seres
os holofotes
dos legionários púrpuros

o rio de janeiro dorme,
eu acordado,
devo após mover
com versos o caos...
também dormir



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Manuscritos do poema:










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sábado, 27 de setembro de 2025

Do fumo à luta: Aparecida realiza sua primeira Marcha da Maconha

  



Horário: a partir das 16:20

Local: Feira Coberta da Cidade de Vera Cruz

Batalha de rima + campeoonato de skate + vibração coletiva

Tema: Erva Santa


Ato cultural e pacífico  - pela liberdade, respeito e cuidado com a quebrada

* Leve água,  protetor solar, seu cartaz e chame a galera!

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

NESSA CONTRAMÃO.

 Por Gutemberg F. Loki.


Não quero a sua mágoa 

Não quero o seu perdão 

Não fui eu quem criou

Essa situação 


Não é fácil agora 

Andar em outra direção, 

Mas não vou mais viver

Nessa contramão 


Não quero a sua mágoa 

Não quero o seu perdão 

Tudo o que eu quero é só 

Paz no meu coração 


Não é fácil agora 

Andar em outra direção, 

Mas não vou mais viver 

Nessa contramão.

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

A Brutalidade Crua de Glauco Mattoso em Deshumanismo em Dissonetto

 


Por: Glauco Mattoso


 Hoje me occorreu revisitar este poema do livro DESHUMANISMO EM DISSONNETTO, publicado pelo sello Merda na Mão.


https://editoramerdanamao.blogspot.com/

DISSONNETTO PARA UMA GAROTA QUE NÃO É DE QATIF [2042]


Que tenho a declarar? Fui sequestrada,
sahindo à rua à noite, por bandidos!
Levaram-me ao seu antro e fui, por cada
um delles, suja, em todos os sentidos!

Foderam-me na bocca! Penetrada
me vi de todo lado! Meus gemidos
inuteis foram sempre, pois que nada
commove esses machões embrutescidos!

Podemos ser, nós mesmas, as culpadas?
Clemencia, meritissimo, eu lhe imploro!
Si saio condemnada deste foro,
coitadas das mulheres estupradas!

"Mulheres temptadoras são damnadas!
Culpada foi você, que os provocou!
Em nome do Senhor, pois, eu lhe dou
sentença de duzentas chibatadas!"
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* Postado originalmente no facebunda do Glauco Mattoso: https://www.facebook.com/glauco.mattoso.9



Título: Deshumanismo em Dissonetto
Autor: Glauco Mattoso
Formato: 14X21 cm
Páginas: 208
Capa: cartão 300 c/ laminação brilho
Diagramação da capa: Jackson Abacatu
Diagramação do miolo: Fabio da Silva Barbosa
Arte da capa: Diego El Khouri
Ano: 2022

terça-feira, 16 de setembro de 2025

RIFA CULTURAL DA EDITORA MERDA NA MÃO — A ARTE QUE SANGRA!

 

Anunciamos hoje a rifa  cultural da Editora Merda na Mão.  Por apenas 10 reais você concorre a um pacote que reúne o que há de mais de sujo,  poético  e visceral da cena:


HQ O Filósofo da Maconha – 126 páginas de delírio chapado, suor e fumaça.



Julguem-me!, o livro de poesia maldita da infame Indy Sales.



e zines vomitados direto das tripas do subterrâneo:



Zine Blasfemo nº 1, de Diego El Khouri



Zine Blasfemo nº 2, de Diego El Khouri




Zine Blasfemo nº 3, de Diego El Khouri



Zine Reboco Caído nº 69, de Fabio da Silva Barbosa



Zine Religare, de Ningu3m


 Data: 19/10/2025

 Hora: 15h, ao vivo no Instagrado da @editoramerdanamao


 Email: editoramerdanamao@yahoo.com

 Pix: elkhourisousa@gmail.com


EDITORA MERDA NA MÃO


Publicando os impublicáveis