segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Por: Edu Planchêz Maçã Silattian

 a puta que pariu desse dia de sol descomunal 

nos quer para sempre nus nas cabanas dos pensamentos 

sobre a nudez transparentes das borboletas

que espaçam suas asas por todos os cômodos 

da casa que é minha e de minha mulher cantora arrebentante


e uma dessas borboletas deve ser, 

e é o putaço joka faria poeta furioso

donos das guerras e das guerras dos dourados e dos tilápias que moram nas quentes águas dos vulcões

dos vulcões que moram e não moram sob as carapaças 

de nossos pés caminhadores


quem?

escreve o nome

o nome do dito que se foi para a dimensão do pequeno príncipe 


pit passarell que nunca ouvi falar 

se comunica conosco através dos vãos das pedras pentelhas


a amiga serpente nos pica na ponta dos dedos, 

dos dedos de Cleópatra 

que temos nas dobras das peles do ânus

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

A carne

Por: André Santos 


Envolvendo nosso corpo, tendões e ossos. 

Ocultando a verdade primordial deste ser, como a todos os outros tão efêmero  e fugaz. 


Um lapso temporal nesta inconcebível existência. 


Átomos, células, moléculas.

O corpo,  a alma, o espírito!


Está âncora que aqui nos mantém manifestos, neste "estado de ser" em que estamos. 


Por vezes tolamente a negligenciamos. 

Mesmo cientes do inevitável retorno. 

Devido aos devaneios da mente e dos impulsos das emoções. 


Às vezes parte ela prematuramente. 

Às vezes por um pouco mais permanece, desafiando os martírios do tempo. 


Cultuada,  adorada, idolatrada.

Devorada com a voracidade dos lobos, sedentos pelo sangue que venha saciar sua fome.


Esta carne, também embriagada de calor, desejo e força. Se alimenta, resplandece e se transcende na energia do prazer. 

Tornando-se assim, parte de um outro ser.


Assim domina ela plenamente sobre todos nós terrestres.

Com sua determinação e propósito divino segue adiante.


Está matéria que toma forma. 

Este corpo em que habito. 

Dentro em breve se desfaz.

Retornando ao pó das estrelas. 


Não há como acordar sem antes adormecer. 

Talvez por isto entrelaçados em seus braços estejamos todos nós. 


Até que por fim, se vá!

E assim despertemos em algum outro lugar. 

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Rifa Cultural - Não perca essa oportunidade!!!!!!

 Por apenas 10 reais você tem a chance de levar pra casa essa arte atemporal. Adquirindo essa rifa,  vc contribui com a cena cultural  e ajuda um artista a continuar de pé  na fina arte da sobrevivência. 


               Pix: elkhourisousa@gmail.com:



                 Dimensões: 297 x 210 mm


                 Pix: elkhourisousa@gmail.com

sábado, 7 de setembro de 2024

Eu e os gatos, os gatos e eu

  

Por: Edu Planchêz Maçã Silattian 


eu e os gatos, os gatos e eu, 

Malinha lambe e morde a cara de Diego El Khouri, 

Almiscarado brinca com os gravetos que arrasto;

a fidelidade dos felinos,

a minha fidelidade ao meu amor, ao amor,

aos poemas submergidos na baba das sereias,

dos homens e das mulheres sereias borboletas 


o sexo das fadas,

o sexo das plantas e dos planos chuvosos dos céus


ele pinta com estiletes e espátulas,

eu pinto com o corpo intra ultra corpo,

e sigo miando por dentro do "expresso da noite",

blues boy dedilha sua guitarra com dedos de cerveja,

com dedos de amores excitantes,

blues boy dedilha

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Deu Merda 3 - Poesia Elétrica Primitiva Selvagem - Parte 1 : 



Deu Merda 3 - Poesia Elétrica Primitiva Selvagem - Parte 2 : 



Poesia e Poesia e Ayahuasca - Corte do Deu Merda: