sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

BARATA ROCKER

Em 2012, se minha memória
pós-etílica não falha, o Diego El Khouri criou um personagem embasado em mim, o que me encheu de orgulho, afinal, Diego é sujeito que, apesar de muitas birras e teimas, eu admiro muito. De certa forma, tenho a ele como uma espécie de "filho" poético, num sentido muito amplo, e tirando daí qualquer sentido de "superioridade" ou conotação de maior experiência.
Ano passado, Diego me convidou a fazer com ele a HQ "definitiva" da personagem, que ocupará um album inteiro, possivelmente lançado pela Editor'A Barata Artesanal. Como ando totalmente desanimado e perdido, não consegui até agora fazer nada.
Acontece que na última noite eu tive um sonho, em que estava com uma revista nas mãos e a capa tinha um grafismo, um logo... Era uma HQ do "Barata Rocker". Acordei, fui ao cumputador e desenhei tal grafismo, montando numa arte que o Diego El Khouri já tinha feito.
Então, vamos às artes.

(Luiz Carlos Barata Cichetto)







quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

NAM MYOHO RENGE KYO (A NÃO LINEARIDADE DO TEMPO)


Título: Nam Myoho Renge Kyo (A não linearidade do tempo)
Técnica: Óleo sobre tela
Dimensões: 100 x 80 cm
Artista: Diego El Khouri

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

ESCOLAS SEM SENTIDO...


Por: Joka Faria


Escrevi esse texto, após uma provocação de Diego El Khouri, querendo entrar num hospício.
Caro 
Diego El Khouri
Quem sabe você encontra um tal Bispo do Rosário, Solfidone e tantos outros bichos de sete cabeças. Opa, será que já estamos no hospício? Às vezes ao acaso, há quem diga ser Machado de Assis. Um outro profeta. Outros dizendo que Ets devoram Homens. Opa, Paulo Coelho também andou por hospícios.
Mas trânsito, violência urbana, escola sem sentido, faz muita gente querer estar num hospício. A arte salva! Afinal, Bispo do Rosário – incendiários. Já tivemos a vontade de Nero. Vai Diego El Khouri, a vida já é hospício. Navio sem destino. Morte é certa. Mas viver é insistir, brincar, nadar pelado em rios e cachoeiras, atravessar num bote o Atlântico, para chegar à África. Vai Diego El Khouri a vida está aí. Para que hospício? Já foi o tempo de trancafiar. É hora de subir em Vassouras, pegar carona num disco voador. E um tal de Guimarães Rosa nos disse que viver é perigoso. Para que hospícios, se todos nos emburrece e não sabemos o valor da solidariedade? Amor ao próximo?
Tantas dores, tantas cores em suas pinturas. Vai Diego, cante, dance e ame. A vida é curta! Além de um belo canal na tv a cabo, cantemos em saraus nas ruas e praças. Provoque, não o ódio, mas a solidariedade, o amor ao próximo. Vamos sair deste caos, dessa pasmaceira. Vamos ler os poetas daqui e de além mares.
Fiquemos com a poesia de Ernesto Moamba, que me encantou. Assim como um poema de Juliano Maureer. A arte, escrita e Viva a palavra. As cores de Diego El Khouri. As pinceladas de Davi Fernandes de Faria. Artes e poesia. Celebremos o Renascimento da Poesia como num dia 4 de Fevereiro de 1996.
Celebremos a vida. Somos temporais, mas nossas almas são eternas.
Joka Faria
João Carlos Faria
Fevereiro de 2018

* Retirado do blog  Entrementes/

http://entrementes.com.br/2018/02/escolas-sem-sentido

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

ALFRED MUSSET (1810 - 1857)

TRISTEZA


Eu perdi minha vida e o alento, 
E os amigos, e a intrepidez, 
E até mesmo aquela altivez 
Que me fez crer no meu talento. 


Vi na Verdade, certa vez, 
A amiga do meu pensamento; 
Mas, ao senti-la, num momento 
O seu encanto se desfez. 


Entretanto, ela é eterna, e aqueles 
Que a desprezaram - pobres deles! - 
Ignoraram tudo de talvez. 


Por ela Deus se manifesta. 
O único bem que ainda me resta 
É ter chorado uma ou outra vez.





quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

JORGE DE LIMA (1895 - 1953)

O grande desastre aéreo de ontem
 

Para Cândido Portinari



Vejo sangue no ar, vejo o piloto que levava uma flor para a noiva, abraçado com a hélice. E o violinista em que a morte acentuou a palidez, despenhar-se com sua cabeleira negra e seu estradivárius. Há mãos e pernas de dançarinas arremessadas na explosão. Corpos irreconhecíveis identificados pelo Grande Reconhecedor. Vejo sangue no ar, vejo chuva de sangue caindo nas nuvens batizadas pelo sangue dos poetas mártires. Vejo a nadadora belíssima, no seu último salto de banhista, mais rápida porque vem sem vida. Vejo três meninas caindo rápidas, enfunadas, como se dançassem ainda. E vejo a louca abraçada ao ramalhete de rosas que ela pensou ser o paraquedas, e a prima-dona com a longa cauda de lantejoulas riscando o céu como um cometa. E o sino que ia para uma capela do oeste, vir dobrando finados pelos pobres mortos. Presumo que a moça adormecida na cabine ainda vem dormindo, tão tranqüila e cega! Ó amigos, o paralítico vem com extrema rapidez, vem como uma estrela cadente, vem com as pernas do vento. Chove sangue sobre as nuvens de Deus. E há poetas míopes que pensam que é o arrebol.

LIMA, Jorge de. Poesia completa. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1980, 2 v, v. 1, p. 237).
 

domingo, 28 de janeiro de 2018

SUTRA DE LÓTUS


Título: Sutra de Lótus
Técnica: Mista sobre tela
Dimensões: 100 x 80
Artista: Diego El Khouri

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

LUMINOSIDADE


Por: Diego El Khouri

nas curvaturas da cintura
no arcabuz de aldebarã
na pele que rasga
a claridade do sol
eis a taça erguida
o festim de Hitchcock
tragando para dentro da noite
as últimas gotinhas
dessa luminosidade.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

O CIO DA PALAVRA EM FÚRIA SAGRADA

Por: Joka Faria

Aos poetas Teresa Bendine , Diego El Khouri por incendiarem !


Poetas cães em cio ..
Deuses , Homens nas dores da inexistência ..

Sexo , amores .. Guerras .. ócio .

Espadas em árduas lutas. Gigante moinho !

Diógenes .. lâmpada .. Homens de luz ..

Além Ginsberg , .. ! 

Deuses inefáveis .
Amores , profanos .. Estranho sacerdócio das palavras.
Sacerdotisas , canções .. bardos ..
No caos, descaso das redes sociais.
Leios vorazmente . Seus sexos em chamas em palavras ..
Canções Caetano Veloso .. Santa Palavras .. profanas .. Esculpidas na vida .. 
Leios devoro suas almas no abismo da vida. 
Canto suas canções .. Bardos do séc vinte e um. Diante de teclados .. Que fúria .. Corsarias almas ..
Leio Teresa Bendine , Diego El Khouri ..
Canto suas canções .. Sacerdotes , Sacerdotisas da religião do verbo ..
É tudo nasce das palavras .. Ócio ócio ócio..
Eis que nos tornamos verbos nossos corpos se tornam palavras. Sexo , alma .. fúria .. Desejos . O pecado é uma invenção para não alcançarmos a eternidade . 
Fúria .. alma .. inexatidão .. Somos , canção , alma , verbo ..
Que a poesia inunda de luz nossos corações.

Joka Faria

João Carlos Faria

Verão de 2018
Caraguatatuba São Paulo Brasil

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

ESPÍRITO DO SONHO

Por: Diego El Khouri

Olhar o mar
    atravessar
          o
       bar
fechar os olhos
         sondar
o espírito do sonho
             a
perscrurtar
        frêmitos
        alavanques
        pastiches
        sombras
o ombro reclinado
                 da
    última aurora
         do
último vento
      do
             último sopro
       do
                   infinito intimo
    da
pretérita memória.


terça-feira, 9 de janeiro de 2018

ALIMENTO

Por: Edu Planchêz

a angustia é algo inevitável,
mas não irremediável,
algo que flutua nos cadernos
da roda dos nossos ventos,
nas camadas subterrâneas,
nos condões das varinhas
que são nossos plásticos dedos

o artista aqui 
nada mais que humano,
atado está a todos vocês
que me alimentam com vossas bondades,
com o pouco muito
gerido por seus suores,
enquanto me recupero
para voltar para a linha do vento
da grande arte que nunca nos abandona