domingo, 7 de outubro de 2018

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Por: Diego El Khouri 

A chuva  aqui  cai vorazmente. Um clima melancólico.  O cinza emoldurando  a paisagem triste num dia de domingo . Coração  apertado. Silêncio.  Só o barulho da chuva.  De que forma o Brasil vai amanhecer? De que forma vou amanhecer?


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

E MAIS UMA PRIMAVERA NESSA VIDA DE INVERNO

Por: Joka Faria


Obra de Diego El Khouri 
Tarde de primavera, leituras de “Uivo” de Alllen Ginsberg. Faço um café ouvindo velhas canções brasileiras, Antonio Marcos, Paulo Sergio, Vanusa. A vida segue em suas mudanças, primavera, cachoeiras, praias caminhadas.
Reflexões sobre as estrelas, nessa manhã caldo de cana com um amigo e velhas conversas.
E mais uma primavera nesta vida de inverno.
Saudade de alguma estrela distante. Um conto de Dalto Fidencio “Eram os deuses demônios”, poesia, canções. Um encontro com as artes plásticas, as cores de Diego El Khouri.
Vida que segue, eternamente conflitos entre homens, semideuses e astronautas. De alguma estrela viemos e lutamos para voltar.
Lia Allen Ginsberg, enquanto o sol da tarde com sua luz me permitia. Quantas vidas nesses poetas. Ontem, em momento de sonho confrontava e dialogava com estranhos seres da dimensão do espelho.
Uma terra não reconhecida pela nossa desumanidade. Os verdadeiros filhos da Terra. Quantas ilusões! E Clarice Guimarães contava-me de seus sonhos e suas desventuras nas galáxias. Eram os deuses Reptilianos? Delírio!
A vida segue, trabalho educação, deseducação. Cadê o poema que ainda não foi escrito?
Primavera, contos, ensaios, poemas.
Clarice nunca era Clarice.
Vida, enquanto não se deve atravessar espelhos.
De qual estrela viemos? Ouçamos umas velhas Canções de Edu Pranchêz … Tambores de Fogo.
Joka Faria
João Carlos Faria
Setembro, Primavera de 2018.
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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

DILACERAMENTOS



Título: Dilaceramentos
Técnica: Óleo sobre tela
Dimensões: 30 x 40 cm
Artista: Diego El Khouri

terça-feira, 18 de setembro de 2018

CONEXÃO


Título: Conexão
Técnica: mista sobre tela
Dimensões: 50 x 40 cm
Artista: Diego El Khouri

terça-feira, 11 de setembro de 2018

ESCREVES COM SANGUE E VERÁS QUE O SANGUE É ESPÍRITO


Título: Escreves com sangue e verás que o sangue é espírito
Técnica: Mista sobre madeira
Dimensões: 100 x 100 cm
Ano: 2017
Artista: Diego El Khouri

domingo, 9 de setembro de 2018

HORA E LUGAR

Por: Cacaso (1944-1987)

Nosso amor foi um tormento
mas eu queria voltar
com você o sofrimento
era fácil de aguentar
até mesmo o fingimento
tinha lá o seu lugar


Mas sem você é um despeito
eu não me entendo direito
saio da terra e do ar


Nosso amor foi um deserto
mas tinha tudo pra dar
faltou apenas dar certo
questão de hora e lugar


A razão me trouxe embora
mas eu queria ficar
a paixão que me devora
sei que ela vai me matar


A vida vai lá fora
preciso de respirar
mas sem você é um sufoco
eu não me mato por pouco
ando fugindo do azar


Nosso amor passou por perto
tava tão fácil de achar
só faltou ser descoberto
questão de hora e lugar

(Cacaso, in “Mar de mineiro: poemas e canções”)

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

A CRÍTICA ÁCIDA DE REGIS TADEU

Por: Diego El Khouri

Mais uma entrevista nas páginas delirantes desse blog. O mergulho na cultura e na arte que perambula e se fixa na sociedade. Cada humano é um universo. Cada universo uma visão. Dessa vez Regis Tadeu foi o entrevistado desse blog. Regis é um baterista, crítico musical e apresentador de programas de rádio, além de um grande colecionador de discos e cds. Como baterista, Regis tocou nas bandas Muzak, Subúrbio (considerada o embrião da banda Ira!), Ness, Made in Brazil e Jacqueline.



1)  Você   tocou  nas  bandas Muzak, Subúrbio (considerada  o embrião da  banda Ira!), Made in Brazil e Jacqueline. Como  foi essa experiência e o que mudou, de forma mais evidente,   na indústria fonográfica de lá pra cá?

 As experiências foram sensacionais e ajudaram a moldar a personalidade musical multifacetada que carrego até os dias atuais. O Muzak acaba de voltar às atividades, inclusive, com o tio aqui novamente na bateria.
A mudança mais evidente foi o fim do monopólio das gravadoras na comercialização da música. Elas se tornaram meras distribuidoras, algo impensável décadas atrás. Em contrapartida, a maneira como o público passou a ouvir/consumir música piorou muito. Ninguém mais presta atenção a nada. As músicas simplesmente viraram “trilha sonora para alguma coisa que você esteja fazendo”...
 

2) Embora seja dentista de  formação, estreou,    a convite da revista Cover Guitar, como  jornalista  em 1994. Você costuma defender, em seu trabalho, a liberdade de expressão e a sinceridade e conhecimento por aquilo que se propõe a dizer. Como manter essa  personalidade contundente  em tempos tão reacionários como este em que vivemos ?


Muito fácil: basta não abaixar a cabeça perante o ‘bundamolismo’ reinante’ e sempre oferecer bons argumentos para embasar suas opiniões.
 

3) Você tem um discurso crítico  bastante ácido perante a música brasileira atual. Afirma que vivemos um emburrecimento cultural em todas as linguagens possíveis da arte. A que se deve esse declínio cultural? Acredita que é um processo consciente de sabotagem do ensino criado pelo poder que controla a política (os financiadores de campanhas, etc.) ? 

O declínio surgiu a partir do momento em que as escolas e faculdades diminuíram o grau de exigência para que os alunos fossem aprovados. Viraram “fabriquinhas de diplomas”, nas quais os alunos são tratados como “clientes/fregueses” e saem para o mercado de trabalho completamente despreparados em todos os sentidos, principalmente em termos de cultura. O termo “sabotagem” é muito forte, mas é inegável que um povo burro é mais facilmente manipulável por parte dos governantes, que é exatamente o momento que vivemos hoje... 
 



4) E hoje em dia? Alguma coisa  se salva na música atual? Poderia  citar exemplos de bandas e/ou músicos (as)?

Ao contrário do que a maioria das pessoas imagina, a música brasileira vive um momento muito rico, mas que permanece totalmente afastado das rádios convencionais e das TVs. Um povo burro tem preguiça em pesquisar. Logo...
Eu levaria semanas citando ótimos exemplos da música brasileira atual. Prefiro que acompanhem a série “Música brasileira vai mal? Você que pensa...” que retomei agora em meu Canal no YouTube - https://www.youtube.com/RegisTadeuOficial - depois de anos escrevendo a respeito disso no Yahoo.



5) A UNICAMP (Universidade  Estadual de Campinas) incluiu na lista de obra obrigatória,  a  partir  do vestibular de  2020,  o álbum Sobrevivendo no inferno, lançado em 1997, do grupo de  rap Racionais MC's. Atitude que rendeu muitos elogios e também severas críticas.  Qual  sua opinião a respeito?

Uma tremenda bobagem. O disco é ótimo e tem letras muito boas, mas dar a ele a importância de outras obras literárias deixadas de lado é uma afronta à inteligência. Certamente foi um tipo de jogada popularesca cujo motivo foge à minha compreensão...

6) Nos primórdios de sua existência,  qual disco (ou discos)  te levaram a ter  essa paixão  por música?

Alguns compactos dos Beatles – “Penny Lane”, “Strawberry Fields Forever”, entre outros – e o primeiro LP do Black Sabbath. Mudaram a minha vida para melhor...

7) O que acha dessas novas plataformas de música como spotify, deezer, etc.?

São importantes para os dias atuais para quem tem um desejo de conhecimento musical um pouco acima da média, mas se continuarem a “trabalhar no vermelho”, serão substituídas por outros formatos. Eu mesmo não uso nenhuma delas.

8) O que acha do  sertanejo  universitário?

Música medíocres com letras cretinas para um público imbecil.

9) E o funk carioca?

Músicas imbecis com letras pavorosas para um público retardado. 

10) Qual  preocupação  tem ao escrever um texto? Em algum  momento  pensa no  receptor?

Preocupação zero. Escrevo o que me der na telha a respeito de qualquer coisa que julgue pertinente em relação ao que eu penso e acredito.
Jamais penso no receptor. Se eu fizer isso, minha espontaneidade já estará comprometida. 


11) Epitáfio.

“Aqui jaz Regis Tadeu, totalmente contra a vontade”.


terça-feira, 21 de agosto de 2018

PELA NEBLINA

Por Fabio da Silva Barbosa Vagando pelos lugares de sempre sem se preocupar se está perdendo tempo ou apenas usando os segundos Enquanto eles querem prolongar ao máximo a existência você se joga de cabeça sem temer a morte A chuva fria molha a roupa As meias rasgadas já estão encharcadas Faz muito tempo que não sente o calor de um lar Mas as ruas não lhe parecem tão más quanto aos demais Não importa do que é feita a grade pois uma jaula é sempre uma prisão A regra social não lhe apetece Não quer caber em uma caixa mesmo se pintada de ilusão Os governos fazem guerras mandando jovens pro caixão enquanto eles riem pra televisão Mas você não quer saber apenas corre pela madrugada sem saber se é noite ou dia Eles te odeiam por isso Não podem suportar sua liberdade Tentam te soterrar com seus olhares de frustração Só que você é mais forte que imaginam e seu corpo magro veste uma armadura de fúria Não querem te entender e você não pede essa tal compreensão

terça-feira, 14 de agosto de 2018

FIO CULTURAL PRODUÇÕES

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Por: Clécia Oliveira

Querido Diego,
estou mais para sentir e viajar nos seus trabalhos do que para qualquer avaliação criteriosa, visto que nem estou à altura em termos de experiências e conhecimentos sobre arte. Nesse caso, falo mais das artes plásticas, que me dizem tanto, mas, meu julgamento passa mais pelo ponto de vista estético e nem tanto pelo técnico, apesar de perceber diferenças, apuração, qualidade entre outras coisas. Há artistas famosos e idolatrados que já pintaram quadros que “não têm graça”, no sentido de não causar impacto ou de não percebermos muitas singularidades. Isso acontece também com músicos, poetas, cineastas, etc. É claro que o valor do artista não muda porque não emocionou em um ou outro trabalho e não dá para todos serem os mais incríveis do mundo. Mas, antes que pense que descerei a lenha em algum trabalho seu, digo que, em relação aos que conheci pela internet, há identidade, sentimentos diversos e profundos, histórias de vida, visões a respeito de sociedade, mundo, e por aí vai. Não passa pelo “sem graça”. Algumas obras são mais explosivas, outras mais singelas ou carregadas de doçura ou de dor, mas todas dizem algo. E o mais interessante é que não cessam. Observá-las em outros momentos rende mais interpretações ou viagens. As impressões e análises podem variar, é claro, dependendo do público, mas alguma coisa acontece. Você tem muito para expressar. E, como você mesmo já disse, se preocupa de fazer da melhor maneira, procura se aprimorar. Acho que você explora várias linguagens, técnicas, formatos para a arte dar conta de sua multiplicidade. Particularmente, tenho carinho especial por algumas telas, mas também não quer dizer que sejam as minhas preferidas ou talvez sejam sim; e nem que acho que sejam as melhores... É que tem outras que me intrigam tanto que estão em outro patamar. Parece que preciso chamar de outra forma e não de “carinho especial”. Na verdade, nem tenho que chamar de coisa nenhuma. Só continuo a rodopiar pensando nelas.
Algumas pinturas têm angústia e sofrimento, mas, ao mesmo tempo, têm cores fortes, quentes, que também podem se relacionar a outras representações do vermelho, laranja, que vão além do sangue, fogo, de arder no caos; podem ir para as paixões e até para algo cheio de vida ao invés de morte.

Com os poemas, acontece algo parecido. Gosto muito do casamento construído quando entrelaça cada palavra e o resultado no todo ou nas partes. Sinto a lascívia, a doçura, o sombrio, a dor, críticas, inquietações e tantas outras coisas separadas ou misturadas que me fazem relacionar essas características ao que já conheço de você. Mas, vamos deixar os poemas pra outra hora.

CARINHO ESPECIAL






Título: Conexão 
Técnica: mista sobre tela
Dimensões: 50 x 40 cm
Artista: Diego El Khouri





Título: Clown na chuva
Técnica: óleo s/ tela
Dimensão: 80 x 100 cm
Artista: Diego El Khouri





Título: Meditação ( A deusa da poesia )
Técnica: Óleo sobre tela
Dimensões: 80 x 100 cm
Artista: Diego El Khouri



Título: Olhos vermelhos
Técnica: óleo s/ tela
Tamanho: 16 x 22 cm
Artista: Diego El Khouri

INTRIGANTES


Título: Fragmentos 
Técnica: mista
Dimensões: 100 x 70 cm
Artista: Diego El Khouri








Título: Espírito do Tempo 
Técnica: Óleo sobre tela
Dimensões: 60 x 60 cm
Artista: Diego El Khouri


As intrigantes vão continuar me intrigando. Já virou um exercício particular. Você pode me contar o que quiser sobre essas telas e outras ou não me falar nada. Eu é que não vou perguntar... rs. Acho que obras são colocadas para o mundo para que as pessoas possam recebê-las e “acontecer”. O importante é que atinja e de alguma forma, principalmente sem explicações do próprio artista, mediadores, etc; salvo algum direcionamento essencial que o artista julga necessário.  Mesmo assim, pode ser interessante saber sobre os processos de criação e de construção, sobre a (s) técnica (s) pra quem entende ou não, mas deixando que o público pense, viaje, sonhe...

* Clécia Oliveira: produtora cultural, jornalista, revisora de textos, consultora de produção  textual e diretora da empresa Fio Cultural Produções no Rio de Janeiro (RJ)

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

FEMINISMO DOUTRINÁRIO/ POLÍTICO

Por: Jully Delarge

Ensina a Mulher a ser escrava de um sistema merda. Ao invés de trabalhar na
Raiz Humana, como um todo,
se focam apenas no
Espectro político.
Fazendo o movimento distanciar-se
Da Razão Humana de
Ser.

Separam as puras e as putas,
Dividir para governar...
O palco para a trágica comédia humana do revés, está montado e operando.
A tendenciosidade política é medonha. A propriedade é um roubo, seja ela direcionada para pessoas ou objetos. É um roubo energético, magia para estagnação psíquica.
Grave ação contra a
Criatividade Humana,
Que precisa de mais de uma
Perspectiva válida para
Situar-se no
Mundo.

Os
Movimentos
Sociais,
São mesmo em prol de
Uma sociedade formada por
Livres Pensadores?

O socialismo marxista ainda luta para usurpar o
Capitalismo.
Isso é mera guerra ideológica. Complexo Messiânico. E se a gente não toma cuidado e fica absorvendo ideia alheia sem profunda reflexão, massa de manobra, gado, zumbis sem espaço, é o que somos para os doutrinários intelectualizados.
Peões para massivos
Suicídios,
É
O que
Somos
Para quem
Se excita apenas
Pelo
Poder.

Deixo esses
Questionamentos:
Você e eu
Mulheres,

Queremos mesmo
Cair na armadilha de
Um combate interminável
Pela supremacia?

Ou
Queremos
Simplesmente
Viver
E
Deixar
Que cada um
Se direcione e
Viva
Por
Seus próprios
Sentidos e ideais?

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* Nesse link a entrevista que  fiz  com a artista: