quinta-feira, 25 de julho de 2013

MATRIARCA RAINHA



(Por Diego El Khouri)

À Zélia de Castro Khouri, minha matriarca rainha, amor e vida


Sigo penetrante na jornada de meus pés
na manhã febril de meus versos
do sempre decair de altura alguma
na fornalha quente da amizade
e nas perdas juvenis do  passado morto.

Fui filho, neto, irmão,
ferido anjo sem vestes e asas,
caminhei sobre solos devastados
de construções e fábricas perversas.

Hoje enfim, livre das amarras...
Assumi todos os crimes
até os não praticados
para cortar o anzol
que me ligava às ruínas
de um pretérito nefasto.

Sobrou no céu e na terra
seu sorriso pálido e extremamente belo
seu português bem falado
suas pernas inchadas
e sua fé inabalável.

Me colocou em seu colo
quando ainda não entendia o mundo
e nem poderia imaginar
que a frieza e a crueldade regia tudo.

Me deu de comida e bebida
limpou minhas feridas
quando aclamado de doença
era torturado por dementes.

Me ensinou a escrever meu nome
anulou todos seus sonhos,
esteve comigo sempre.

Minha avó querida
matriarca, rainha
meu sol e mar
Gaia e Atena
és anjo da vida 
e Madona do céu.

Um comentário: