terça-feira, 20 de novembro de 2012

SEM PÁTRIA NEM DEUS



(Por Diego El Khouri)

te devoro enlouquecidamente com os desejos aflorados do instinto comendo seu cu, sua buceta e a agonia que trazemos de séculos  de luta e sangue. fantasmas do amor, das sombras, sem pudor algum nos lambemos, barco a deriva, explosões de fogo no céu escarlate, sou seu hoje, de mais ninguém, minha língua ávida, caminho tortuoso do tesão, desce de seus seios depois de morder o pescoço, escorre pela barriga até chegar na zona monumental dos prazeres e chupo sua buceta até estralar (o amor tem seu barulho característico) (...),sou deus do despudor, você rainha do pecado, juntos somos os donos do universo pois paralisamos o  destino no sexo, na noite, no olhar, no êxtase, na volúpia  sem regras; não temos deus nem pátria, apenas eu e você, mais ninguém.

2 comentários:

  1. Fumegante ode à consciência da carne, à concupiscência instrumental única, ao desabrochar da azaleia do gozo.
    Delirante!

    Vi
    www.bardodataverna.blogspot.com
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