quinta-feira, 22 de agosto de 2013

BUCETA RASPADA OU CABELUDA?

(Por Diego El Khouri)




Pra mim tanto faz com ou sem pelo, mas confesso que sempre preferi a estética sem máculas. Prefiro a beleza ausente de subterfúgios. Essa ideia de beleza implatada de cima pra baixo não me agrada. Um padrão criado, inventado e a todo momento transformado por um bando de bichas que querem cabides humanos desfilando em desfiles do que mulheres gostosas cheias de charme e sensualidade. Como dizia Bráulio Tavares em seu "poema da buceta cabeluda", é muito bom os "pêlos barrocos, lúdicos, profanos" da buceta cabeluda, a buceta "misteriosa, sonâmbula, " bela como uma letra grega", "é um tesouro", que "me aperta dentro, de um tal jeito que quase me morde". Viva os pelos pubianos e a bunda cheia de celulite!! Viva a buceta livre das amarras impostas pela  mídia! Viva os desejos sem patrulhamento moral! Atravessaremos a última porta da consciência sem as travas que o poder nojento do capital nos impõe!! Não precisamos de marionetes nem manipuladores!


Abaixo o link do ensaio fotográfico que me inspirou a discutir esse assunto:

http://retalhosdeexistencia.wordpress.com/2013/08/15/a-doce-frescura-do-pelo-alheio/

E o poema do Isaac Soares de Souza inspirado nesse meu texto segundo o autor:

A BUCETA

Puta que pariu, a beleza padronizada e ordenada
Enceta agora um ultimato a buceta da minha amada,
Querem que ela seja inteiramente raspada,
Sem os pelos que a circundava
Mata virgem que eu explorava
E cujo clitóris minha sede estancava
Os pelos da buceta da minha amada
Expunham a minha libido
E minha língua lasciva perscrutava
Aquele talho de carne rosada
Fonte cheirosa em que eu me deleitava
Posseiros do padrão desmataram a floresta
Da minha amada, estuprada, vilipendiada,
E agora resta apenas a fenda
Ainda estupenda
Em que eu me meto
Querem impor a buceta da minha amada
A força e ordenada, que ela passe a fazer uso
Desse verdadeiro abuso
De apenas um bigodinho de Hitler
Que acinte
Desrespeito para o meu pinto
Que prefere o aconchego de um labirinto
Cercado de pelos
Em cuja caverna vezes incontáveis sofri espasmos
E seguidos orgasmos
A buceta da minha amada me come
Me consome e me dá mais e mais vida
Eu não como a buceta da minha amada
A buceta da minha amada é que me come
Esse território cercado de pelos
É propriedade minha
E nenhum invasor poderá impor
Neste paraíso sagrado a sua vontade
A buceta da minha amada é uma gruta de santidade
Pois gera a vida em sua continuidade
A mulher é a buceta do universo
Assim como dizia Raul Seixas
Não permitirei que a buceta da minha amada 
se desvencilhe de seus pelos
cujas madeixas
são a proteção do meu falo
Quero os pelos na buceta da minha amada.



///

E para quem quiser ver a entrevista que fiz com esse poeta, escritor e amigo pessoal de Raul Seixas, que inclusive teve uma parceria musical ainda não gravada e inédita com a canção "Mulher", só acessar esse link:


http://fetozine.blogspot.com.br/2013/08/isaac-soares-de-souza-e-o-retrato-de.html

7 comentários:

  1. Explanações diversas sobre esse covil da luxúria e do prazer

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  2. parabens ..sou da mesma opinião ..háaaa se tds pensasse assim...

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  3. Independentemente do gosto (masculino), acho que muitas mulheres que tiram a roupa para revista masculina e estão sem uma depilação imposta socialmente ou á moda antiga, não o faz pelo gosto e sim, para não mostrar os órgãos genitais(espertinhas!!). Está bem claro que, ao se deixar fotografar com os pelos maiores, preservam de certa forma a mostra real da vagina, deixando muito homem frustrado. Ainda bem que não compro tal revista. prefiro ao vivo !

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  4. Chega de sofrer, eu não mereço me depilar. Adorei, ah poesia real. <3

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  5. viva a peludinha ahaha adorooooo muito melhor

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