Por: Diego El Khouri
para que abutres comam
canapés e desfilem em tristes ruas cinzas
seus automóveis de 10 mil decibéis
toneladas de carne humana
são sacrificadas em rodeios macabros
financiados por um tal mercado
que sorri com dentes rubis
róseos rios rotos
cadáveres em filas milimétricas
gargantas que devoram esgotos
paquidermes monstros ignóbeis
carrascos em cus maculados
na boca fétida que ocupa
a cadeira nefasta que afasta
o olhar piedoso
e a fome necessária de toda manhã
secretários corrompidos
cadafalso abrigo, feridas ferida
bactérias trazidas pelos mares
frios do velho mundo
folhas e orvalhos
a cidade, o silêncio, o vácuo...
a elite que vocifera mentiras
trás a sina de cada dia
a morte transmutada de ilusão
que mata e fere a fome
foices cortantes, notícias comuns
incomuns lugares banais
noites infinitas que não se calam
gritos pavorosos
nos delírios da alma
( abjeta)
objetos odiosos respingam
imagens de tiros nas casas
— joãos pedros, vinicius e agathas —
polícia armada
/
crianças solitárias
vento suave espalha flores
e em troca deixa
infinitos buracos
domingo, 31 de maio de 2020
RELÂMPAGO
Por: Diego El Khouri
o amor que escorre os ombros
e desce na tecitura da pele
e come , como fugaz relâmpago,
o olhar febril da noite
sexo-intenso-sexo
ondas marítimas da loucura
escarlate
trânsfuga dos poetas
o amor que escorre os ombros
e desce na tecitura da pele
e come , como fugaz relâmpago,
o olhar febril da noite
sexo-intenso-sexo
ondas marítimas da loucura
escarlate
trânsfuga dos poetas
POR: EDU PLANCÊZ MAÇÃ SILATTIAN
e ele agarrou a linha e saiu arrastando
pelos continentes o gigante animal que flutuava,
se era uma aranha de gás.
respondo que sim porque sou um homem convicto,
um sem nome, um nômade dentro de uma caixa de vidro,
dentro de um reinado de luzes
contemplando os relógios estampados no veludo do boldo,
das folhas do boldo, das folhas dos tomateiros
crescidos a golfadas por dentro das friagens
pelos continentes o gigante animal que flutuava,
se era uma aranha de gás.
respondo que sim porque sou um homem convicto,
um sem nome, um nômade dentro de uma caixa de vidro,
dentro de um reinado de luzes
contemplando os relógios estampados no veludo do boldo,
das folhas do boldo, das folhas dos tomateiros
crescidos a golfadas por dentro das friagens
o sonho do mar recreio dos bandeirantes
que fica a algumas esquinas daqui,
a algumas léguas do não fim das coisas
que fica a algumas esquinas daqui,
a algumas léguas do não fim das coisas
arte, peças das cavidades, das covas,
dos buracos, das linhas do caderno virtual
dos buracos, das linhas do caderno virtual
arte, que nos preserva desde muito antes,
eu camarada rupestre, rude,
antiquado para a maioria,
por ser o homem letra, o homem das letras,
dos sopro das letras, do jorro de letras
eu camarada rupestre, rude,
antiquado para a maioria,
por ser o homem letra, o homem das letras,
dos sopro das letras, do jorro de letras
tal christina oiricica enterro pinturas na terra,
na neve, na natureza da neve,
no cal dos tremores dos bichos
na neve, na natureza da neve,
no cal dos tremores dos bichos
e eu chamo em telepatia diego el khouri e joka faria
por nada além de palavras largadas
nas ruas que são ruas e que não são ruas
por nada além de palavras largadas
nas ruas que são ruas e que não são ruas
( edu planchêz maçã silattian )
EXPOSIÇÃO SUTRA DE LÓTUS (DIEGO EL KHOURI)
O SUTRA DE LÓTUS
(Diego El Khouri)
"o Sutra de Lótus, foi o último ensino de Sakyamuni, donde ele revelou a sua última palavra, o seu último ensino que seria válido para "os últimos dias da lei", ou seja, os nosso dias atuais, onde o homem teria dificuldade de isolar-se em um templo para buscar o auto-conhecimento, disso fala o Bhuda Diego El Khouri com sua iluminação via suas criações imagens de seu interior de todos os interiores.
NAM MYO HORENGUE KYO!"
Edu Planchêz
Vi as cores luminosas no nascer do sol, peles-faísca no lume, no arrebol... Vi as fomes, alegrias e dores na madrugada sublime do vazio. Vi (estatelado) os algozes da noite penetrar firme as nuvens que se iluminam na manhã clara dos viciados. Vi as nuvens em orgia na dança dionisíaca do desejo e senti... senti tudo que a existência inflama. Pelos poros atravessa o Buda. Nitiren Daishonin e o Sutra de Lótus na hemoglobina invadem veias, artérias, se instalam nas vibrações múltiplas da alma. A explosão dessas nuvens, a janela aberta da poesia, Edu Planchêz e o mantra Daimoku, as cores psicodélicas orientais... Tudo me levou ao budismo e as pinceladas atômicas que por hora ilumino nesse espaço, nessas paredes adjacentes do conhecimento, entre livros e gotículas de sangue ardente são canais, portas que se desvelam sinuosas e intensas no jogo brutal do caminho do meio. Outsider da galáxia de parnaso. Fruto de buscas e transgressões. Marginalizado e não marginal. O artista (pé no mundo), peito aberto em feridas, cristalinas cores quentes, dispara imagens, formas, idéias e abstrações que tem na poesia o núcleo-base de toda produção. A poesia permeia as obras. O Sutra de Lótus é o motor-vivo dessa combustão. “Abrir as portas da percepção”. Olhos-águia na noite que se sucede. Iluminar. Arder em chamas até ultrapassar os vãos do caminho. Acender uma lâmpada para outra pessoa para iluminar a própria jornada. Assim Nitiren nos ensina. Assim me embebedo na luz do Dharma. A arte na transmissão do desconhecido.
_______________________
Sutra de Lótus
A Arte pode revelar-se para todos nós humanos como uma fonte fundamental de autoconhecimento e de conhecimento da ordem sagrada e do mundo. Seu poder de comunicação transcende a ordem natural dos dias, nos demonstrando através de uma poética e existência própria da Arte que o humano e o transcendente podem se encontrar, nos servindo ela, a Arte, como uma fonte de conhecimento genuíno e de acesso aos recônditos do ser humano e da vida.
Em Sutra de Lótus, o artista Diego El Khouri, nos proporciona um contato direto com o Sagrado, com o Cosmos, através de sua poética e Arte. Suas obras, em cores quentes e densas, nos demonstram esse rico poder que possuem as obras de Arte, de nos ensinar, tocar, transcender e poder ser também um modo de expressão dessa linguagem de um mundo transcendente. Utilizando uma rica referência cosmológica do universo do budismo, sua mostra, intitulada Sutra de Lótus, que conta também com toques originais de psicodelia, se apresenta como esse canal próprio criado por ele, para acessarmos o conhecimento e a iluminação, inspirado pelos ensinamentos desse cânone sagrado do budismo, o Sutra de Lótus.
Acompanha a apresentação, dessa Exposição, a poesia de um convidado especial, Edu Planchêz, poeta e artista iluminado pelo Budismo, que com suas palavras, apresenta e ilumina também os caminhos e o entendimento das obras do artista Diego El Khouri. Servindo, então, a presente mostra, especialmente, como esse canal de comunicação e iluminação criado pelo artista, Diego El Khouri, para nos demonstrar a viva e pulsante riqueza da Arte e de seu valioso papel de nos auxiliar em nossa jornada de autoconhecimento e de elevação pessoal, cósmica e humana.
Rafael Santana, curador da exposição
-------------------------------
Exposição Individual: Sutra
de Lótus.
de Lótus.
Artista: Diego El Khouri
Curador: Rafael Santana
Foto: Leite Sidi
Local: Livraria Palavrear; Goiânia (GO)
Curador: Rafael Santana
Foto: Leite Sidi
Local: Livraria Palavrear; Goiânia (GO)
.
sexta-feira, 29 de maio de 2020
POR: MARINA MESQUITA
O tridente ardente
do Tritão
Tremeu e ruiu o castelo da rainha
Triunfou a fúria
penúria das Fúrias
Consumou-se o ato
A lança injúria está lançada
e o monstro
Lá fora
Exposto
Ostenta
A verdade a vergonha o caos
Marina Mesquita
27/05/220
do Tritão
Tremeu e ruiu o castelo da rainha
Triunfou a fúria
penúria das Fúrias
Consumou-se o ato
A lança injúria está lançada
e o monstro
Lá fora
Exposto
Ostenta
A verdade a vergonha o caos
Marina Mesquita
27/05/220
segunda-feira, 11 de maio de 2020
#6058 MEME DA MÃO LAVADA [05/04/2020]
Por: Glauco Mattoso
Só fallam em lavar as mãos, lavar
as mãos, lavar as mãos! As minhas ja
estão ja tão lixadas que não dá
nem para mais sentir o pollegar!
Agora só mãos lavo, si, em logar
do pé, priorizada a mão está!
Em casa, ando descalço para la
e para ca sem, livre, ter um ar!
As solas, encardidas, vão ficando
escuras, grossas, asperas! Nem posso
chamar aquelle cego que, no nosso
eschema, as lambe e lava, ao meu commando!
Não saio, nem o cego! Nem sei quando
de novo no seu rosto os pés eu roço!
Emquanto a mão descasca, a pelle engrosso
pisando nesse virus tão nefando!
Só fallam em lavar as mãos, lavar
as mãos, lavar as mãos! As minhas ja
estão ja tão lixadas que não dá
nem para mais sentir o pollegar!
Agora só mãos lavo, si, em logar
do pé, priorizada a mão está!
Em casa, ando descalço para la
e para ca sem, livre, ter um ar!
As solas, encardidas, vão ficando
escuras, grossas, asperas! Nem posso
chamar aquelle cego que, no nosso
eschema, as lambe e lava, ao meu commando!
Não saio, nem o cego! Nem sei quando
de novo no seu rosto os pés eu roço!
Emquanto a mão descasca, a pelle engrosso
pisando nesse virus tão nefando!
///
sábado, 9 de maio de 2020
quinta-feira, 7 de maio de 2020
POR: EDU PLANCHÊZ
Por: Edu Planchêz
amigos, amigas, quem está vivo,
quem esta morto, morrendo,
nascendo...nesse momento?
aqui o rio de janeiro ( onde me abrigo )
é bem agreste, o camorim,
esse é o nome desse recanto, desse bairro
que em tupy significa mata com muitos mosquitos
quem esta morto, morrendo,
nascendo...nesse momento?
aqui o rio de janeiro ( onde me abrigo )
é bem agreste, o camorim,
esse é o nome desse recanto, desse bairro
que em tupy significa mata com muitos mosquitos
a chuva, a atual chuva, a ancestral chuva
se espatifa no chão,
e a nossa floresta,
a nossa jacarepaguá respira a goiás velha,
o colar de coralina...
se espatifa no chão,
e a nossa floresta,
a nossa jacarepaguá respira a goiás velha,
o colar de coralina...
a menina cora folheia o livro,
as folhas, das plantas, as folhas do tempo
que corre por cima da louça,
dos tachos, dos doces,
dos carvões do fogão antigo,
da minha alma repartida
em pedaços, em nacos de queijo,
camarada diego el khouri
as folhas, das plantas, as folhas do tempo
que corre por cima da louça,
dos tachos, dos doces,
dos carvões do fogão antigo,
da minha alma repartida
em pedaços, em nacos de queijo,
camarada diego el khouri
---------------------------------
* Na foto: Ícaro Odin, Edu Planchêz e Diego El Khouri
Ano: 2013
Local: Freguesia; Rio de Janeiro (RJ)
quarta-feira, 6 de maio de 2020
POR: ALEXANDRE DURRATOS
é muita loucura...
o aumentativo da fila do caixa
na pandemia
é caixão...
ninguém mais entende
o que acontece em brasília
política pública, cadê?
no dia-a-dia: balbúrdia
e aqui nessa ilha
o apê fala por si
blá-blá-blá sem ninguém
solidão...
e se o passarinho
lhe assoviar
pra pular a janela
não pode ser sério...
e se o traficante
lhe oferecer cloroquina...
qual esquina?
e se algum empresário
disser que você importa
tem trabalho de sobra?
me engana que eu gosto
e se o zapzap
afirmar que isso tudo
é mentira
instabilidades no espírito
a solidez dos fatos
o resguardo diário
espiral de mesmices
mil coisas pra se fazer
fake news de verdade
é granada
na mão do palhaço
ameaça constante
culpa aos pedaços
respostas pra tudo
vá ver se estou lá em cuba!
pula no próximo voo
pasárgada air-lines
por lá o amor é a vera
pergunte pro guglou
- será que nos vemos de novo?
é em vão
se eu disser
"você é tão linda de máscara"
- e se for?
vai rolar (se render)
aquele beijo de póque
toque entre cotovelos
e um baita romance
acontece
choramos à toa
por coisa pouca
lá fora é um caos
pedintes rasgando as roupas
índios dançando mambo
e os preços disparam
o alcool gel é 70
nunca mais lhe encontrei
entre as prateleiras
de cloro
no super-mercado
esses nossos rolos
de papel higiênico
ficaram na bolha
de sabão
em barra
pesada
ninguém mais paga nada
há o silêncio das registradoras
e as lágrimas
pingam
nos sacos plásticos
nos cartões de débito
há pessoas e assombros
embrulhos no estômago
os sonhos podem esperar
uma vontade de rir
do desejo da moda
uma nova onda
ter em casa
máquina de lavar compras
a geladeira espaçosa
cabe o mundo
em medidas restritas
é o resto do almoço
umas poucas misturas
pro dia seguinte
duas garrafas d'água
um chocolate já pela metade
dentro do pote de sorvete
um cérebro congelado
em papel alumínio
um estoque de palavras
que ficam guardadas
feito pólvora seca
voltimeia isso explode
estampido
que faz pipocar
coração...
saudades sem suor
amor à distância
"eu te amo" no skype
esse troço
isso num existe
se quiser me ligue
só peço que não me convide
pra conhecer sua covid
pode ser que eu aceite
loucura é sempre
sem limites
mas são tempos magros
me relaciono sem carnes
já me basta uma alface
os legumes
daqueles mais baratos
é jiló que chama, né?
tempo amargo
de papo de agro é pop
me poupe
o brasil é de todos
- isso é onde?
imagino lá longe
corridas e jogos
pra fora de quatro paredes
alongamentos
sem travesseiros
sem cobertores
cada vez que entrar
no chuveiro
inventar cachoeiras
no vaso de flores
floresta amazônica
em amostra grátis
e fazer muito exercício
dobrar mais
outros mil origamis
isso tão produtivo
- até que sextou!
olha quanto boteco vazio...
sequer
um golinho pro santo
um boêmio em resguardo
uma vez por semana
cerveja, tegê e traçado
mas beijos e abraços
às traças
de vez em quando
uma vontade de chorar
parece meme
esse tanto de gente nas ruas
isso é muita loucura...
eu
às traças
de vez em quando
mais velho
Tio Maneco, e as crianças?
um bilhar com Aldir
Belchior transbordando no copo
isso é sempre
uma vontade de chorar
.
o aumentativo da fila do caixa
na pandemia
é caixão...
ninguém mais entende
o que acontece em brasília
política pública, cadê?
no dia-a-dia: balbúrdia
e aqui nessa ilha
o apê fala por si
blá-blá-blá sem ninguém
solidão...
e se o passarinho
lhe assoviar
pra pular a janela
não pode ser sério...
e se o traficante
lhe oferecer cloroquina...
qual esquina?
e se algum empresário
disser que você importa
tem trabalho de sobra?
me engana que eu gosto
e se o zapzap
afirmar que isso tudo
é mentira
instabilidades no espírito
a solidez dos fatos
o resguardo diário
espiral de mesmices
mil coisas pra se fazer
fake news de verdade
é granada
na mão do palhaço
ameaça constante
culpa aos pedaços
respostas pra tudo
vá ver se estou lá em cuba!
pula no próximo voo
pasárgada air-lines
por lá o amor é a vera
pergunte pro guglou
- será que nos vemos de novo?
é em vão
se eu disser
"você é tão linda de máscara"
- e se for?
vai rolar (se render)
aquele beijo de póque
toque entre cotovelos
e um baita romance
acontece
choramos à toa
por coisa pouca
lá fora é um caos
pedintes rasgando as roupas
índios dançando mambo
e os preços disparam
o alcool gel é 70
nunca mais lhe encontrei
entre as prateleiras
de cloro
no super-mercado
esses nossos rolos
de papel higiênico
ficaram na bolha
de sabão
em barra
pesada
ninguém mais paga nada
há o silêncio das registradoras
e as lágrimas
pingam
nos sacos plásticos
nos cartões de débito
há pessoas e assombros
embrulhos no estômago
os sonhos podem esperar
uma vontade de rir
do desejo da moda
uma nova onda
ter em casa
máquina de lavar compras
a geladeira espaçosa
cabe o mundo
em medidas restritas
é o resto do almoço
umas poucas misturas
pro dia seguinte
duas garrafas d'água
um chocolate já pela metade
dentro do pote de sorvete
um cérebro congelado
em papel alumínio
um estoque de palavras
que ficam guardadas
feito pólvora seca
voltimeia isso explode
estampido
que faz pipocar
coração...
saudades sem suor
amor à distância
"eu te amo" no skype
esse troço
isso num existe
se quiser me ligue
só peço que não me convide
pra conhecer sua covid
pode ser que eu aceite
loucura é sempre
sem limites
mas são tempos magros
me relaciono sem carnes
já me basta uma alface
os legumes
daqueles mais baratos
é jiló que chama, né?
tempo amargo
de papo de agro é pop
me poupe
o brasil é de todos
- isso é onde?
imagino lá longe
corridas e jogos
pra fora de quatro paredes
alongamentos
sem travesseiros
sem cobertores
cada vez que entrar
no chuveiro
inventar cachoeiras
no vaso de flores
floresta amazônica
em amostra grátis
e fazer muito exercício
dobrar mais
outros mil origamis
isso tão produtivo
- até que sextou!
olha quanto boteco vazio...
sequer
um golinho pro santo
um boêmio em resguardo
uma vez por semana
cerveja, tegê e traçado
mas beijos e abraços
às traças
de vez em quando
uma vontade de chorar
parece meme
esse tanto de gente nas ruas
isso é muita loucura...
eu
às traças
de vez em quando
mais velho
Tio Maneco, e as crianças?
um bilhar com Aldir
Belchior transbordando no copo
isso é sempre
uma vontade de chorar
.
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