domingo, 28 de dezembro de 2025

Jão e os Periféricos: o barulho que fecha 2025 / Editora Merda na Mão ocupa o espaço

 




Neste domingo, Jão, do Ratos de Porão, toca em Goiânia com seu projeto paralelo Jão e os Periféricos, em um show que marca o fechamento de 2025 no barulho. A Editora Merda na Mão ocupa o espaço com sua banquinha punk lisérgica, levando publicações independentes e material ligado à cena underground.

Entre os destaques está a HQ O Filósofo da Maconha, com roteiro de Fabio da Silva Barbosa e desenhos de Diego El Khouri. Um trabalho de fôlego, com 126 páginas, que cruza delírio, pensamento torto e cultura de rua. Jão aparece como figurante em uma página horizontal, construída  inspirada em revistas de rock antigas, reforçando o diálogo entre música e quadrinhos.





Essa ligação com o Ratos de Porão também passa pela conversa e pelo registro. Juninho, baixista do Ratos e do Spaguete, ex-baterista do Ratos e atual Homeless, já participou do Deu Merda, programa de entrevistas da Editora Merda na Mão, que retorna em janeiro de 2026.

O evento é organizado pela Two Beers or not Two Beers Records, que celebra 25 anos de existência e resistência, reunindo bandas, público e produção independente para encerrar o ano do jeito certo: com som alto e ocupação real do espaço.




Se liga nos horários:

16h00 — Abertura da casa

18h00 — Lascados

18h45 — Nosso Ódio

19h30 — Desastre

20h15 — Death From Above

21h00 — Jão e os Periféricos

Local: De Leon Música Pub

Ainda dá tempo de garantir seu ingresso:

https://www.bilheteriadigital.com/tbontb-25-anos-apresenta-jao-amp-os-perifericos-sp-28-de-dezembro


              Bora terminar 2025 em grande estilo!




Deu Merda 72 Spaguetti ex Ratos de Porão e atual Homeleess:

https://www.youtube.com/live/sja6S6leuGk?si=RS07FoUdqmXl5KkD


Deu Merda 80 Juninho do Ratos de Porão

https://www.youtube.com/live/hmStcKEPHd0?si=Iu6dT80jslhLY4Na


sábado, 27 de dezembro de 2025

JUSTISSA 4.0

Por 


Inteligência Artificial desenvolvida pelo Grande Tribunal para julgar pedidos de liberdade condicional. 
Como maior parte dos presos é negra, IA conclui que negros têm maior probabilidade de cometer crimes, conforme sua programação. Assim, concede condicional apenas para brancos. 
Diante de críticas, Autoridades afirmam que não há o que se questionar, máquinas não têm preconceitos, são racionais, exatas, confiáveis. Se calcularam que há alto risco em conceder condicional pra determinado preso, é fato. 
Destarte, está tudo certo. 
Cumpra-se.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

CALOR INFERNAL.

Por  Gutemberg F. Loki.


Esses dias quentes 

Esse calor eterno 

Os corpos ardentes 

O fogo do Inferno


Não consigo pensar

Nem mesmo viver 

Esse calor tem feito

O cérebro derreter


Estou agonizando

Nesse desconforto,

Neste calor infernal 

Vou acabar morto!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Faça algo inútil nessa data tosca e adquira a HQ O Filósofo da Maconha

  


Natal, Ano Novo, Papai Noel… tanto faz.

Faça algo inútil nessa data tosca: adquira a HQ O Filósofo da Maconha.


Uma HQ de fôlego, 126 páginas de delírio, pensamento torto, rua, ironia e filosofia chapada — do jeito que a vida é quando ninguém está vendendo gratiluz.


 Roteiro: Fabio da Silva Barbosa

 Desenhos: Diego El Khouri

 Prefácio: Ciberpajé

 Editora: Merda na Mão


 R$ 50 na mão

 R$ 60 via correio

 Pix: 02098805110



quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Papai Noel capitalista: tripas embrulhadas pra presente

 


Todo ano, nessa data tosca chamada Natal, a lisérgica punk Editora Merda na Mão cospe na imagem medíocre e capitalista do papai Noel desgraçado — esse ícone vil, pintado com o vermelho sangrento da Coca-Cola e alimentado pela fome alheia.

A gente caga pro status quo, pro liberalismo perfumado e pra essa lógica competitiva que transforma miséria em marketing.

Cuspir no papai Noel é cuspir nesse sistema que celebra excesso pra poucos e escassez pra muitos.

Enquanto playboys se empanturram até passar mal de comida e presente, crianças nas favelas sonham com um prato decente e um brinquedo — nem que seja quebrado.

Ainda assim, nossa mensagem vai pras periferias e pros guetos: paz, resistência e dias menos brutais.

A Editora Merda na Mão atravessou um ano de reestruturação pesada. Enfrentamos desafios ainda maiores, trabalhamos no silêncio dos bastidores e seguimos firmes. Estamos abrindo novas formas de publicação e, em breve, lançamos um livro de poesia de um nome phoda da cena cultural independente, com décadas de caminhada e cicatrizes reais.

Acompanhem as próximas movimentações aqui pelo blog da editora 

“Paz entre nós — guerra aos senhores, sempre.”



* Postado originalmente no blog da

 Editora Merda na Mão:

 https://editoramerdanamao.blogspot.com/

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

e a maconha ancestral

  por edu planchêz pã maçã dylan silattian


-------------------------------e dirão os que não sabem,

ou pouco sabem, de mim, de ti...
( no tempo que fumávamos maconha apertada
na bruta seda que envolve os velhos maços de cigarros
( e é impossível não ver a sombra empoeirada
de jack kerouac
pela paredes dessa casa antiga, lar de meu filho...)
e a maconha ancestral
e a maconha da comemoração dos anos que se espalharam
nos cavalos das calçadas da cidade,
da cidade de minha solta vida
"evoé jovens artistas!"
artistas dos novos dias
em que para comer cantamos
dentro dos vagões do metrô-rio
e a maconha perfumada pela mãos de diego el khouri
assume a forma de um ser do livro dos seres imaginários,
e jorge luis borges, de roupas finas e brancas,
de sino e espada, no alto das montanhas de ur,
donde as tábuas de granito exibem dizeres
( inda que carcomidos )
o tempo cozinha a pedra
para a pedra voltar a ser feto
a maconha brasileira,
colhida e plantada pelos tupinambás,
fumega cá em minha boca,
cá nas antenas cabelos dos traços que largo
agora no mundo ( das pirâmides )
-------------


*****

M@aconha, por Edu Planchêz Pã Maçã Sillatian:





Título: Poeta Edu Planchêz
Técnica: Óleo sobre papel
Dimensões: 420 x 297 mm
Artista: Diego El Khouri




Título: Silattian Maçã
Técnica: Óleo sobre papel
Dimensões: 420 x 297 mm
Artista: Diego El Khouri

sábado, 13 de dezembro de 2025

Ruas e Cores: Hip-Hop em Tela ocupa o Museu das Bandeiras

 


Artista: Diego El Khouri 
Produção cultural e curadoria: Lívia Batista 

_________________

O projeto Ruas e Cores – Hip-Hop em Tela têm como objetivo valorizar a cultura hip-hop na nossa sociedade goiana. E, como forma de começar esse movimento, nada melhor do que realizar a primeira mostra no Museu das Bandeiras, um espaço cheio de significado.

O hip-hop nasce da rua, das vivências, das histórias e da força de quem transforma a realidade em arte.
O Museu das Bandeiras, por sua vez, é um lugar que já foi cadeia há muitos anos, onde pessoas eram presas e viviam situações difíceis. É um espaço marcado da presença e resistência da população negra.



Por isso, levar o hip-hop para dentro desse museu tem muita potência. É o movimento saindo da rua e ocupando um lugar histórico, mostrando o valor da cultura, das pessoas e de quem faz essa história acontecer todos os dias.

        Lívia Batista,  a curadora 




📍 Lançamento da exposição
🗓 14 de dezembro
⏰ Das 9h às 13h
📌 Museu das Bandeiras — Cidade de Goiás

Um encontro entre arte, história e resistência.
Você é nosso convidado.







@movasecultura







quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

PRECISAMOS DE VOCÊ AGORA!

 

A nossa HQ O Filósofo da Maconha — roteiro de Fabio da Silva Barbosa e desenhos de Diego El Khouri — um trampo de fôlego com 126 páginas, está concorrendo ao Troféu Angelo Agostini, a maior e mais tradicional premiação dos quadrinhos nacionais. A gente sabe que arte não é competição… Mas esse prêmio tem 40 anos de história e coloca nosso trabalho no mapa. É reconhecimento, visibilidade e força pra manter a arte independente viva. E o prazo tá acabando. Precisamos do seu voto AGORA: 🟩 Acesse o site: angeloagostini.com.br 🟩 Na categoria Quadrinhos Independentes ✍🏼 Em “Outros”, escreva: O Filósofo da Maconha 📨 Envie o voto — simples, rápido e faz TODA a diferença. Esse apoio coloca a HQ — feita na raça, na teimosia e na independência — onde ela merece estar.
Contamos com você. Bora fazer barulho!!




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domingo, 7 de dezembro de 2025

FERRUGEM.

 Por Gutemberg F. Loki.


E quando tudo começa

Cansado, desgastado, suado

Já parece estar acabando 

Como um jeans velho, surrado


Então, você olha ao seu redor

E são 360°s que não mostram nada

Velhas cenas que não reciclam

Toda novidade que já foi passada


A mecânica dos dias

Que se alimenta do cotidiano 

A política, a religião, o trabalho

E todo tipo de engano


São nossas celas invisíveis

E aqui ficamos e acreditamos

E todas as causas impossíveis 

O são por que só sonhamos


E deixamos de lado o desejo

Quando perdemos a fé na Vontade

E vamos vivendo nessa ferrugem

Que nos disseram, é liberdade. 

sábado, 6 de dezembro de 2025

Em Maçã Silattian, os sonhos seguem vivos, guiados pelo vento e pelas visagens da madrugada.

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Poema de Edu Planchêz Maçã Silattian:

as culpas diluídas sendo estão,
na casa dos gatos não cabem esqueletos
de aranhas trevosas,
mas cabem aranhas rainhas das ruas do mato,
das florestas de fora
e das florestas de dentro,
eu sou radiante inventor
retratador de visagens,
de compreenções 
vindas do "milagre da tempestade"

aqui neste dia madrugada,
vendo a estrela cadente andarilha salomão borges 
sempre ir e voltar
amparado por fadas

"deixe-me ir fadas,
inseto voa cego sem direção"

dedilhando nas cordas do vento
dizendo que sonhos não envelhecem,
sonhos se átam ao giro,
ao cume das montanhas,
ao berro das águas de zeus
e celeste, e silene, e hélius



quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

fome

 Por Diego El Khouri


cânticos, traços feios

fomes fudidas (foices)

dores, partos, açoites


o que seria da vida

se a Morte

                   não devolvesse a 

                                                noite?

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Arrasta sua sandália de odalisca triste pelo asfalto

 Por Robisson Sete


Sua pele de animal selvagem
Coberta de fuligem, sujeira e sal
Suas escamas sobre as costelas salientes
Denunciando a fome que te ultrapassa

Ancorado em minha mesa, observo
A nervura de teus passos, buscando mais uma dose
O traficante que não chega
Te oprime como o tombo de uma guilhotina

Sob o astro frio da tarde que finda
Sua agonia, tão imensa, quase nubla o sol poente
Se eu quisesse poderia tocar sua angústia
E fazer dela pequenos cubos de gelo d’alguma bebida

Arrasta sua sandália de odalisca triste pelo asfalto
Suas unhas mal feitas, como garras de um bicho enjaulado
Eu sei como dói, são os ossos rangendo dentro da carne
São os olhos que não se interessam por mais nada

Dentro de sua calcinha, pulsa, teu sexo aberto em ferida
Corrimento fétido e viscoso, pelas pernas escorre e corrói a pele
Já foi bela, foi como flor, dama singela e longilínea
Agora apodrece viva, chamada antes Simone

Agora a chamam pretinha da Vila Silva
Louca dos cabelos arrancados, magrela desgraçada
Favelada sem pai nem mãe, ladra de beira de esquina
Mas eu ainda te chamarei Simone, pela vida que te negaram

E pela dor que não posso te arrancar
Pela incapacidade de te salvar
Pela miséria que carrego comigo
_ Tome um cigarro, Simone, se cuide.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

nova poesia sangrada por edu planchêz pã maçã dylan silattian

eu clamo da íris dos livros majestosos,

que os sinais da atual vitória

venha da simplicidade 

dos que dizem aos sapos 

as falas solapadas nas entranhas

das terras do aqui estar,

e eu nada me cobro,

e eu nada te cobro,

e eu permito,

e eu digo aos sábios pássaros,

e eu digo ao que é pequeno

coisas que só pode ser dito cantando,

baixinho, no tom do canto das cigarras

e dos gafanhotos

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